BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Portugal acabou com a mentira: há alternativa à austeridade, escreve o The Guardian



O título do artigo do The Guardian diz quase tudo: “Não há alternativa à austeridade? Essa mentira está agora desvendada”. Portugal é o tema central. Mas se há uns tempos o país era a montra da austeridade, hoje é um exemplo exatamente pelo oposto. Mal abrimos o artigo, encontramos o Bairro Alto, em Lisboa. É esta a fotografia escolhida para ilustrar o artigo de opinião que dá uma bofetada a todos quantos garantiam que não havia alternativa à austeridade.
Os cortes duros e demorados que foram apresentados como a única solução para a sobrevivência, depois da crise financeira que mergulhou muitos países num caos económico, são para o jornal inglês, uma falácia. Uma mentira que foi desvendada: “Graças a Portugal, sabemos quão grande foi o falhanço desta experiência forçada na Europa”, lê-se no artigo de opinião assinado por Owen Jones.
O colunista explica como Portugal, um dos países europeus mais atingidos pela crise económica, enfrentou um resgate com duras medidas de austeridade “exigidas pelos credores e aplicadas com entusiasmo” pelo governo liderado por Pedro Passos Coelho.
O jornal lembra algumas das medidas tomadas como a privatização de serviços públicos, aumento do IVA, a sobretaxa de IRS, salários e pensões, e outros benefícios, reduzidos. E aponta como os “cortes devastadores” na educação, na saúde, segurança social tiveram “consequências humanas terríveis”. Mas, em tom de ironia, lê-se: “tudo isso era necessário para curar a doença do excesso de gastos. Foi a lógica”.
Depois da crítica à falácia da austeridade, o The Guardian explica como tudo mudou a partir do final de 2015 com a geringonça, aquilo a que o jornal chama “uma nova experiência de governo” liderada pelo primeiro-ministro António Costa e apoiada pelos partidos da esquerda radical. Prometeram virar a página da austeridade, contra todos aqueles que previam o desastre, ou mesmo uma tragédia grega, à la Syriza, mas o “desastre prometido não se materializou”.
O jornal inglês escreve, mesmo, que o governo português se pode orgulhar, ao ter conseguido um crescimento económico sustentável, um aumento de 13% no investimento, redução do défice em mais de metade para 2,1%, o mais baixo de sempre em quatro décadas, apenas um ano depois de ter assumido o poder. E remata: “esta é a primeira vez que Portugal cumpre as regras orçamentais da zona euro”, referindo-se à saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo (PDE). “E entretanto, a economia cresce há treze trimestres consecutivos”.
O artigo, que faz o governo português corar de elogios, faz crer que Portugal “pode oferecer-se como um modelo para o resto do continente”. E diz porquê: “conseguiu aumentar o investimento público, reduzir o défice, reduzir o desemprego e alcançar um crescimento económico sustentado”. Tudo isto devolvendo rendimento e confiança às pessoas e atraindo de novo os investidores. Numa frase: “Portugal conseguiu aquilo que nos tinha sido dito que era francamente impossível”.
O sucesso de Portugal é “inspirador e frustrante” porque levanta questões perturbadoras: “Para quê esta miséria humana na Europa? E a Grécia, onde mais da metade dos jovens caiu no desemprego, onde os serviços de saúde foram dizimados, onde a mortalidade infantil e o suicídio aumentaram? E Espanha, onde centenas de milhares foram expulsos de suas casas? E França, onde a insegurança econômica alimentou o crescimento da extrema direita?”. 
A lição à Europa chega no fim: “Portugal dá a todos uma valente repreensão. A esquerda europeia deve usar a experiência portuguesa para remodelar a União Europeia e travar a austeridade em toda a zona euro. Ao longo da década perdida da Europa, milhões de nós consideraram que havia uma alternativa. Agora temos a prova.


http://www.jornaleconomico.sapo.pt

BRASIL SOBERANO, DEMOCRÁTICO, POPULAR, UNIDO E FORTE.






"A mais irresponsável organização criminosa"

NASSIF APELA A MILITARES E EMPRESÁRIOS NACIONALISTAS CONTRA A DESTRUIÇÃO DO BRASIL


 Numa carta aberta à sociedade brasileira, o jornalista Luis Nassif diz que a Lava Jato entregou o Brasil "à mais irresponsável organização criminosa" que já comandou o País e alerta industriais e militares contra a destruição econômica que vem sendo promovida por Michel Temer.
"Atenção, Anfavea, Abimaq, Abdib, atenção ruralistas, ambientalistas, Forças Armadas, brasileiros com responsabilidade em relação ao futuro: movam-se! Pelo amor de Deus! Por respeito ao país!", diz ele, em artigo publicado no jornal GGN.
O desastre mais recente, diz Nassif, é a privatização da Eletrobrás, que pode inviabilizar a indústria nacional com tarifas mais caras. "Atenção, Anfavea. Essa negociata que estão fazendo com o setor elétrico vai bater direto nos seus custos. Pretendem ampliar o que o governo Fernando Henrique Cardoso fez lá atrás. O Brasil tinha a energia mais limpa e barata do mundo, por conta de hidrelétricas já amortizadas. E FHC definiu a descontratação dessa energia, elevando substancialmente o valor das tarifas e inviabilizando diversos setores eletro intensivos, além de acabar com um grande trunfo que o país dispunha, na competição internacional. Esse quadro voltou reverteu nas últimas renovações de concessão. O que se pretende, agora, é descontratar o que resta dessa energia, especialmente nas usinas da Eletrobrás, jogando os preços nas alturas, como ocorreu nos anos 90", afirma.
Ele também alerta contra a destruição da soberania nacional. "Atenção, Forças Armadas, sabem aquela história de que energia é soberania? Pois é, o setor elétrico será entregue aos chineses, o petróleo aos americanos. E o projeto Amazônia Azul será bancado pela IV Frota, já que os ativos a serem defendidos serão os deles."

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/313721/Nassif-apela-a-militares-e-empres%C3%A1rios-nacionalistas-contra-a-destrui%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil.htm

São Demasiado Pobres os Nossos Ricos


A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. 

A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem. 

O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMWnão podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas. A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade. 

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos! 

São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.
http://www.citador.pt/textos/sao-demasiado-pobres-os-nossos-ricos-mia-couto

AOS GOLPISTAS DE SEMPRE, O DISCURSO DE OSVALDO ARANHA NO TUMULO DE GETÚLIO VARGAS




"Todos tínhamos um só sonho: era integrar o Brasil em si mesmo, era fazer com que o Brasil não pertencesse às classes dominantes, aos potentados ou poderosos..."
Vargas criou a Eletrobras, a Petrobras, o BNDES...
Getúlio,
não era possível os teus restos serem recolhidos ao seio maternal de tua terra, sem que antes, tendo contigo vivido os últimos dias de tua vida, eu procurasse, ante a eternidade que nos vai separar, conversar contigo, como costumávamos conversar nos nossos despachos sobre a vida, as criaturas e os destinos do Brasil. Eu estou, como todos os brasileiros, constrangido, dolorido, ferido na alma, ao ver que te arrancaram a vida àqueles que te deviam conservar para melhor sorte do povo e do Brasil. Neste momento, Getúlio, conversando com aquela intimidade boa e generosa com que nos entendíamos, quero te dizer que o povo todo chorou, chora e chorará por ti, como nunca imaginei pudesse que um povo chorar. Se é verdade aquilo que se disse, numa hora de emoção, declarando que se houvesse um processo para a cristalização da lagrima, não te enterrarias no fundo da terra de São Borja e do Rio Grande, mas, da mais alta montanha da geografia política do Brasil, porque nunca se chorou tanto, nunca um povo foi tão dominado pela dor ao perder um filho, como neste instante o povo brasileiro diante de tua morte.

Getúlio,
saímos juntos daqui há vinte e tantos anos, íamos todos levados pelo teu sonho e teu ideal. A tua filosofia era inspirada nos humildes, nos necessitados, na assistência de quantos viviam à margem da sociedade brasileira espalhados por esta imensidão, por estas terras abandonadas e abandonados eles também em suas terras, os trabalhadores. Todos tínhamos um só sonho: era integrar o Brasil em si mesmo, era fazer com que o Brasil não pertencesse às classes dominantes, aos potentados ou poderosos e que entre nós existisse, pela condição humana, de pobres e ricos, maior igualdade e fossemos todos igualmente brasileiros. A preocupação dominante da tua vida eu não direi que era fraternal, direi que era material, porque eu o testemunhei: o teu ideal era dividir igualmente entre todos os seus filhos o carinho, o amor e a possibilidade de assistência, de vida e de futuro. O que mais te feria eram as discriminações, as separações, era este contraste horrível que só não emociona os homens que não têm formação cristã e faz com que enquanto uns vivam no gozo, no luxo e na grandeza, outros se afundem na fome, na miséria e no desespero. Conheci o teu íntimo, como talvez poucos homens puderam conhecer, porque entre os grandes títulos de minha vida, um dos maiores era a confiança do teu pensamento e do teu sentimento, a honra da tua amizade que acidentes políticos nunca modificaram, antes estreitaram e engrandeceram entre nós. Saímos daqui há vinte e poucos anos. Voltamos juntos e tenho consciência de que se tu voltas, neste momento para a terra de São Borja, para um túmulo e eu não volto para a cidade de Alegrete, ainda é por causa do teu amor, da tua generosidade e do teu desprendimento, porque sei, tenho consciência e devo dizer a todos e a todo o País, que tu morreste para que nós, os que te assistiam, os teus amigos, não morressem contigo. Devo declarar que se ainda vivemos é porque tu te antecipaste na morte, para nos deixar na vida. O teu suicídio é o grande suicídio, o suicídio altruístico, aquele que faz a mãe, e do pai pelo filho, o pai, e que foste pai e filho como ninguém, e por isso soubeste fazer pelos teus. Ninguém mais do que eu o pôde testemunhar. Todos os meus apelos eram no sentido de que a tua vida era da maior necessidade para o Brasil. Praticaste não o ato de renúncia da tua vida, praticaste a grande opção, que só os fortes sabem fazer, a opção altruística que, entre a vida e os seus prazeres e a morte, decide-se pela última.
Se ele tivesse querido, nesta hora, meus senhores, seria mais forte do que nunca, em vida, mas não mais forte do que é agora na morte, porque a morte, é eterna e a vida passageira. Ele seria mais forte porque tinha no seio das Forças Armadas e no coração do povo, que é invencível, os elementos para resistir, dominar e vencer. Mas, procurou vencer-se a si mesmo, não derramar o sangue daqueles que sabia como disse momentos antes, os melhores, os bons, os amigos. Não foi, como se disse, o suicídio de um grande homem, tu te mataste para evitar que o novo Brasil se suicidasse e para que, de ti, da tua morte e do teu sangue, surjam, como numa transfiguração, o futuro e o destino, e nós, nos contemplando, possamos ter, neste momento, a convicção de que deste com o teu sangue a certeza de que o Brasil surgiu de ti, da tua filosofia, que será cada vez maior. E ai daquele que quiser mudar o curso dos destinos de nossa Pátria! Este destino surgirá como uma emanação deste túmulo e se espraiará pelo tempo dos tempos e por todos os horizontes, numa afirmação renovada das tuas idéias e dos teus sentimentos. Quando se quiser escrever a História do Brasil, queiram ou não, tem-se de molhar a pena no sangue do Rio Grande do Sul, e ainda hoje, quem quiser escrever e descrever o futuro do Brasil, terá de molhar a pena no sangue do teu coração.
Getúlio,
saímos daqui juntos. Tenho consciência de que não voltamos juntos porque tu quiseste poupar a minha vida. Naquelas horas trágicas e difíceis quando o Judas preparava um novo Cristo na História do Brasil, nós sentíamos que a traição estava às nossas portas e a negação de apóstolo e do Senhor era feita pelos que mais juravam a sua fé. Naquela hora, nós tínhamos um pacto, o pacto dos homens desta terra, o pacto dos homens dignos, que todos poderiam deixar de resistir, segundo a inspiração de suas vontades porque não queriam derramar sangue para te conservares no poder, mas nós decidimos ficar juntos de ti, porque estávamos dispostos a fazer tudo pelo Brasil, a fazer todos os sacrifícios, menos o de sermos humilhados, porque a humilhação é incompatível com a dignidade humana. Tu te antecipaste para nos poupar a vida. Não sei! As tuas decisões sempre foram as melhores, mas não sei se não fora talvez melhor para nós, termos ido juntos, já que juntos vivemos, juntos sonhamos e eu te acompanhei por toda esta tua longa vida.
Quando, há vinte e tantos anos, assumiste o Governo deste País, o Brasil era uma terra parada, onde tudo era natural e simples, não conhecia nem o progresso, nem as leis de solidariedade entre as classes, não conhecia as grandes iniciativas, não se conhecia o Brasil. Nós o amávamos, de uma forma estranha e genérica, sem consciência da nossa realidade. Tu entreabriste para o Brasil a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva dos nossos destinos. Ao primeiro relance, viste que a grande maioria dos brasileiros estavam à margem e a outra parte estava a serviço das explorações estrangeiras.
E então, este espírito que conhecemos, retemperado no drama da fronteira, se alarmou nos seus estudos e se multiplicou na generosidade de seus sentimentos. Trouxeste uma cruzada que não está marcada no tempo e não tem horizonte fixado, que é a da integração dos brasileiros pelos brasileiros no seu próprio destino. Até então o Brasil não era nada, esperava por tudo. Não havia consciência do nosso progresso. Tu ofereceste a realidade, penetraste nela, tudo deste pelo novo Brasil que há de surgir, que há de crescer e se multiplicar e, quando integrado na sua grandeza entre as maiores nações do mundo, que fatalmente viremos a ser, o teu nome estará, não neste túmulo, mas, no topo de um pedestal, onde a gratidão de todos os brasileiros te levará como reconhecimento.
Getúlio,
não tenho nem idéia, nem pensamento, nem força para falar. Estou vivendo, nesta hora, ao teu lado, o turbilhão das minhas emoções, que se agrupam entre espasmos de dor e lágrimas, entre conjecturas e dúvidas, e olhando para ti, sei que estou olhando para o Brasil e vendo que tu, ao entrares para a eternidade, tornaste maior o seu nome na História. Começo a pensar o que será de nós, os brasileiros, neste transe que se abre com a tua morte.
Neste instante, quando ainda agitados pelo remorso ou atormentados e com as mãos tintas da traição, eu, receoso diante da afronta que se fez ao povo brasileiro com o teu afastamento do poder e da vida, a maior das afrontas que registra a história política do Brasil, porque se verificou não uma eleição com a tua morte, mas a consagração definitiva do amor do teu povo pelo teu amor pelo Brasil. Neste instante, diante do teu túmulo, não há lugar para exaltações, para paixões, o que ofenderiam a tua bondade, de que tanto se abusou neste País. Diante de ti não há lugar para recriminações. Há sim, para afirmar ao Brasil inteiro a mensagem de um homem que não queria morrer, mas continuar os seus ideais. Nós queremos, seguindo as tuas lições, um entendimento, mas fique bem claro que os entendimentos têm de se fazer entre os humildes, entre os trabalhadores, entre o povo e os homens capazes de assumir responsabilidades.
Haveremos juntamente com aqueles que rendem as homenagens ao teu sentimento, de jurar fidelidade eterna, às idéias do teu amor, que desse túmulo emana, como disseste com teu próprio sangue, a flâmula da redenção, pela ordem, pela concórdia, pela paz.
Getúlio,
vamos encerrar o nosso despacho, a nossa conversa, aquela conversa que tinhamos tantas vezes por semana, em que tanto me inspirava, me aconselhava e decidia. É que procurei dar o melhor de mim mesmo pela sorte e pelos destinos do nosso País. Vamos encerrar a nossa conversa com a afirmação, ou melhor, com a informação que te costumava dar do que sinto, vejo e prevejo para o nosso País. Teremos dias intranqüilos, criados por aqueles que deveriam dar tranqüilidade, dias incertos, provocados por aqueles que disseram que iriam defender as leis, que são as que dão segurança à vida, do povo. Teremos dias de erros graves e de crimes, mas podes estar certo de que defenderemos a tua memória, porque tu não nos legaste a tua morte, mas a eternidade de tua vida. Podes ir tranqüilo, porque venceremos, inspirados em teus sentimentos de amor e igualdade. O teu apelo será atendido. Tudo faremos para atendê-lo, para que o Brasil viva dirigido não por ódios, por sentimentos subalternos, nem por vinganças ou recriminações, mas dentro da realidade generosa e fraterna. A tua vida é a maior lição que recebeu o Brasil. A tua morte é apenas um episódio da tua vida. Não chega nem a interromper o teu destino.
O povo está falando nas ruas, com as suas lágrimas, com o seu desespero, com a sua inconformação. Tu ouviste aqui a voz dos trabalhadores pelos seus líderes, a voz de Minas demonstrando a sua fidelidade mais alta que suas montanhas, para te trazer, através dos nossos companheiros, de um daqueles que nos ilustravam a tua família governamental, a sua palavra de despedida.
Eu, Getúlio, Não te dou minha despedida, pois que tu não te despediste de nós, por que nós iremos todos os dias, a ti, buscar inspirações para os nossos atos.
Daquele que foi entre os brasileiros que eu conheci e entre os grandes homens com quem tenho convivido no mundo, um dos maiores, mais sem dúvida, o melhor entre os melhores.
Não te trouxe o meu abraço que separa para sempre, e nem o meu abraço que une ainda mais, nem o beijo com que nos aproximamos dos mortos queridos, mais aquele aperto de mão amigo de todos os dias para que continuemos, tu na eternidade, eu nesta vida, o diálogo de dois irmãos ligados pela terra, pela raça, pelo serviço e pelo amor do Brasil.

DUQUE DE CAXIAS UNIU O BRASIL

.

VIVA DUQUE DE CAXIAS!

VIVA O O EXERCITO DO BRASIL!
Minha homenagem, um dos maiores brasileiros entre todos os grandes homens de nossa pátria.
Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias (25 de agosto de 1803 – 7 de maio de 1880), apelidado de "O Pacificador" .
Caxias só tem sido apresentado, aos pósteros, em "poses". Através das anedotas e da história dos pequenos episódios em que se envolveu. Prendendo Feijó, na repressão à insurreição paulista que o padre animara. Perseguindo Miguel de Frias, para deixá-lo fugir. Mandando dizer missa por vencidos e vencedores, no Rio Grande do Sul. E em outras atitudes semelhantes. Nesse diapasão, o que existe escrito a respeito dele é puro panegírico pessoal. A sua figura política desapareceu para dar lugar a esse vulto incolor, modelo de virtudes individuais, que nos vem sendo transmitido. No caso de Caxias isso representa um tremendo erro, uma falsidade enorme. Porque ninguém influiu mais do que esse homem na marcha política do segundo império. Ninguém desempenhou um papel, com o desembaraço e a segurança desse soldado.

Aqui caberia a controvérsia sobre o caráter da sua ação. Quaisquer que tenham sido os fundamentos militares da obra do pacificador, ela foi nitidamente política. Política pelas suas razões. Política pelo seu desenvolvimento. Política pelas suas consequências.
A sua qualidade principal, o traço característico da sua organização, era o sólido equilíbrio que o amparou em todas as circunstâncias. Esse equilíbrio fundado no bom senso, e em certas particularidades inatas no seu caráter, fez dele o eixo dos acontecimentos desenrolados no segundo império. Caxias - mais do que D. Pedro II - foi o império. Ele enche a sua fase ascensional. Apoiado na sua espada e no seu conhecimento dos homens, foi que o regime procedeu à integração das partes do país. Quando a guerra do Paraguai assinala o ponto crítico e marca o início do declínio, é ele quem apressa a conclusão da luta e termina o desbarato das forças de López. Quando regressa, doente e entristecido, tendo dado por concluída a campanha, recolhe-se ao sossego e à solidão. E o império começa a esboroar-se.
A figura de Caxias é tanto mais curiosa quanto mais conhecemos o ambiente em que ele surgiu. Que dizer daquela força, sem instrução, sem princípios fundamentais, sem alicerces sólidos, que era o exército de antes do conflito com o Paraguai? Note-se mais que Caxias, vitorioso em várias insurreições, pela repressão a que procedeu, e vencedor da maior guerra externa, jamais desempenhou uma função político-partidária de grande relevo. Os cargos públicos que exerceu, ele os percorreu sem forçar a órbita dos acontecimentos. Que peso representaria, entretanto, no vazio e na estreiteza dos nossos hábitos e princípios políticos, o fato do aparecimento desse eterno vencedor? A maior qualidade de Lima e Silva foi, por certo, o absenteísmo político, tomada a política na acepção de domínio dos cargos públicos. Caxias, que podia ter sido o caudilho sem par, isenta o país do caudilhismo. Enquanto, no rio da Prata, os Urquiza, os Rosas, os Oribe, faziam o desastre das nações e perturbavam o seu desenvolvimento, - no Brasil, Caxias somava o prestígio advindo da consolidação do império com aquele que lhe proveio da vitória externa, sem cuidar de lançar a sua espada na balança política nem de tomar os postos de governo para si. Se, antes do conflito com o Paraguai, ele não representava uma classe e não tinha atrás de si um exército, - depois dela possuía essas duas coisas porque o surto do exército brasileiro data da campanha de 1865-70, com todos os seus defeitos, que chegariam à República.
Manoel Bomfim acusou Caxias de ser o representante da elite portuguesa que, provinda do tumulto da independência, invadiu o primeiro e segundo império, ao lado da dinastia bragantina. Para o historiador de "O Brasil-Nação", o consolidador seria uma espécie de sufocador de todos os anseios da alma brasileira, em qualquer momento e em qualquer recanto. Os surtos provinciais estariam vinculados às necessidades nacionais, em contraposição aos interesses dessa elite dominadora e extorsiva. Julgado por esse prisma, Lima e Silva, teria sido um criminoso da fidelidade, um mísero idolatra dos compromissos, um fraco militar que obedecia sem discutir e sem ver, nos acontecimentos, as suas fundas razões e os seus sólidos motivos. O jacobinismo de Bomfim não tem razão de ser. A elite portuguesa, proveniente da colonização e do advento da corte de D. João VI, diluiu-se no segundo império e foi substituída pela elite agraria, dos grandes senhores da terra, força nacional como nenhuma outra. A elite portuguesa era urbana e comercial. Dominava os portos, as relações internacionais e inter-provinciais, movimentava os negócios. Mas não chegou, ao tempo do segundo império, a constituir uma força nem a influir decisivamente na ordem dos acontecimentos. O alijamento da camarilha portuguesa que girava em torno do trono processou-se normal e gradualmente. O comércio das cidades continuou, por alguns decênios, em mãos dos lusitanos mas já assimilados pela sociedade brasileira.
Caxias representava o centro. Nascera numa província que se desenvolvia ao lado da corte. Essa província daria ao regime alguns dos seus homens mais representativos e uma considerável riqueza. As suas lavouras de cana e café desenvolviam-se e cercavam a capital, o município neutro. A estrada União e Indústria e as vias naturais de penetração carreavam os produtos dessa lavoura, apoiada no elemento servil. Até o fim, a província do Rio de Janeiro seria o alicerce do império. Em 1888, o regime corta essa ultima amarra. E rui um ano mais tarde, arrastando, desde atrás, na sua queda, grande parte da prosperidade fluminense.
Caxias possuía a personalidade típica dos seus conterrâneos. A clareza de raciocínio, o discernimento fácil, o domínio das situações, a naturalidade nos movimentos. Francisco de Lima e Silva, pai de Caxias, estava ligado ao imperador e ao império por laços muito fortes. Fora ele quem tomara nos braços o filho de Pedro I, para a apresentação à corte. Fora dos conservadores que haviam tramado o golpe da Maioridade, depois de ter sido figura obrigatória da regência trina. Estivera com o império nos seus momentos decisivos.
Luiz Alves de Lima e Silva educava-se nesses princípios. Soldado desde a infância, escolheu, entre todos os princípios, o de servir. A grandeza dessa servidão só pode ser medida pelas suas consequências.
Ele não foi, apenas, o maior chefe militar do seu continente, na sua época, mas um grande político cuja ação, aliada à força dos acontecimentos, apoiada em vitórias decisivas, se marcava por um tato fora do comum. Caxias compreendia a debilidade brasileira. Sabia da projeção que poderia ter uma repressão áspera. Um dos seus traços mais curiosos, denunciador de uma argúcia pouco vulgar e dum conhecimento incomum da marcha que as ideias coletivas podem tomar, foi aquele seu impulso, na revolução do sul, em acenar aos amotinados, com a guerra externa, para unir vencidos e vencedores sob uma mesma bandeira.
Toda a fase de governo da Regência fora sacudida por um tremendo vírus de rebeldia. As províncias repeliam as cadeias que lhes pesavam. Quando o governo central dominava um desses surtos outro repontava, mais adiante. A maioridade devia ter o condão de apaziguar os brasileiros, pensavam os políticos do tempo.
Mas o segundo império teve o seu início sem poder governar duas províncias: Maranhão e Rio Grande do Sul. Caxias inicia a sua obra, logo após o advento de D. Pedro II. Pacifica o Maranhão. E é enviado ao Rio Grande do Sul, onde a luta já durava dez anos e ameaçara perigosamente as instituições, chegando os revoltosos quase até o município de Curitiba. Caxias domina o mais grave dos motins provinciais. Coroa a sua obra congregando todos os elementos do sul para a campanha contra Rosas. De caso em caso, de solução em solução, ele reúne, em torno do regime, os pontos que ameaçavam escapar à sua influencia.
Não é uma coincidência que faz a fase ascendente do império assistir à ação desse notável realista. Quando D. Pedro II inicia o seu período de domínio, em 1840, herda os erros e os desencontros, a confusão e a agitação da Regência. O país atravessa um abalo econômico profundo de que se não livraria rapidamente. Mas, para a solução desses desequilíbrios, o econômico e o político, o regime vai demonstrar uma notável vitalidade. Resolve-os apoiado no tempo e nos sucessos parciais. Os dez primeiros anos do segundo império marcam-se por uma obra verdadeiramente extraordinária: reprimir as insurreições, dominar a possibilidade de novos levantes, e incorporar decisivamente ao império, como forças produtivas, pacíficas e vivas, essas que se divorciavam dele. Integrar, em suma, a nação, nos seus destinos e no seu território, pela generalidade de princípios e pela força de levar a autoridade central a todos os recantos da terra imensa e dividida.
É justamente esse o período fulgurante da ação de Caxias. Onde quer que haja um movimento rebelde, ele está. Poderia vencer, destroçando e mortificando, pela violência após a vitória. Prefere, na sua clarividência, poupar e transigir. A sua transigência não é proveniente nem de fraqueza nem de incapacidade, porém. Mas de lucidez e de força, porque se realiza depois que consumou a posse definitiva dos pontos almejados e do território onde a agitação dominava.
Quando o império atinge o meio do caminho, em 65, Caxias está afastado. O período agitado terminara em 49. Depois vieram as reformas políticas. Mau partidário, aborrecera-se dos entreveros eleitorais e parlamentares. A crise de crescimento e de expansão, no Brasil, ia atingir, entretanto, o seu ponto culminante. Após a integração, a paz. Após a paz, que fora uma pausa, um intervalo, nova etapa. Essa etapa, que seria o coroamento da unidade brasileira, deflagraria a guerra.
Não tem conta nem medida os erros iniciais da campanha. Caxias assiste-os do longe. De quando em vez comparece a uma solenidade. Discreto, sem parecer desejar misturar-se à confusão, à indecisão, à inópia generalizada. As faltas e omissões da direção da campanha são enormes, porém. A expedição lançada através de Mato Grosso para atacar o inimigo numa frente inesperada é uma aventura sem apoio algum. No sul, os acontecimentos se agravam cada vez mais.
Para coroar tal situação havia falta absoluta de preparo do país para uma guerra. Não havia exército organizado. Não havia fornecimentos mantidos e ativos. Não havia comando. O recrutamento era o mais primitivo. Os processos de formação dos novos batalhões, que a luta entra a exigir, cada vez mais, são rigorosos na violência. Não tinha precedido a abertura das hostilidades a necessária campanha de opinião, destinada a arregimentar as forças morais. E isso seria mesmo extremamente difícil e lento, dadas as dimensões do território e a demora na transmissão do pensamento.
O teatro de operações ficava afastado dos centros principais do país, das suas fontes de vitalidade. A Tríplice Aliança resultaria numa evasão extraordinária de riqueza para o rio da Prata. Mais próxima do cenário em que desenrolava a luta, a Argentina teria o papel de abastecedora dos exércitos. É ela quem os alimenta. É ela quem fornece a forragem aos corpos montados. E toda a sorte de recursos, os mais variados. Isso sem falar no empréstimo concedido aos nossos aliados argentinos, para os necessários preparativos, empréstimo que foi pago com uma rapidez pouco comum, demonstrando a soberba vitalidade duma nação que tomava um notável impulso. Lutando ainda pela sua unidade, na repressão aos remanescentes do caudilhismo, a pátria de Mitre, tendo duas frentes a atender, a interna e a externa, prefere cuidar da primeira. Os uruguaios estavam reduzidos a quinhentos homens sob o comando de Castro. Eram os restos da coluna que ajudara a suportar, com tanta utilidade, os primeiros embates, quando os paraguaios haviam penetrado o território brasileiro, no Rio Grande do Sul.
As consequências do desastre de Curupaiti se fazem sentir nos três países. Depois da tentativa fracassada, para a conquista da praça os exércitos se recolhem a uma expectativa morna e sem resultados. Cada pausa no avanço era uma oportunidade para López, cuja tenacidade só terminou na morte.
Em tais circunstâncias, que remédio senão apelar para Caxias? A desagregação do império já começara, porém. A união dos partidos rompera-se, ainda antes da guerra. Na eventualidade, dominava um gabinete liberal. Caxias era conservador. Permanecia no partido do pai. Acede ao convite de Zacarias e segue para o teatro da luta, após ter tomado, no Rio de Janeiro, todas as providências que a situação requeria. A sua obra de reorganização toma-lhe tempo. Era preciso recompor quase tudo. Desde os escândalos dos fornecimentos, até o preparo das reservas. A fase do seu comando é, entretanto, decisiva. A pausa inicial, que provocara desconfianças e comentários malévolos na capital alicerçando o despeito do príncipe consorte, era inevitável. Depois dos sucessos da "dezembrada", Caxias entra em Assunção e dá por finda a campanha. Gely y Obes faz o mesmo.
Doente e aborrecido com as tramas da corte, onde as divergências se acentuavam, o marechal regressa. Recebidos os títulos, retira-se do cenário. Estava envelhecido. E, sem fraseologia fácil, encanecera ao serviço do Brasil e do regime com o qual se identificara.
Os erros da política externa do império culminariam com a guerra. Dela adveio o desenvolvimento argentino. Lutando para o aniquilamento duma nação forte no seu flanco, nação que ajudara a fortificar-se para apoiar as antigas diretivas da sua orientação exterior, o império fornecera todos os elementos paro o progresso e o extraordinário surto platino.
O ramo ascendente da curva imperial terminara. A guerra trouxera uma realização admirável: coroara a obra de unificação. Todas as províncias forneceram homens. Combatendo pela mesma bandeira, os brasileiros sentiram-se irmanados. As consequências econômicas seriam enormes, porém. E os problemas oriundos da luta tomariam vulto. Aqueles que tinham ficado abafados voltariam à baila. Ia iniciar-se o ramo descendente. A duração era quase a mesma, vinte e cinco anos. No início, dez anos para a consolidação e quinze para o desenvolvimento. No fim, todos os vinte e quatro anos destinados à decomposição. Da guerra à República, numa aceleração cada vez maior, o império se desfaria.
Mais do que D. Pedro II, Luiz Alves de Lima e Silva representava a força e a vitalidade da primeira fase. Caxias, mais do que o imperador, representa o regime. Nos anos da consolidação, ele encarna as qualidades vivas e dinâmicas da ordem de cousas que defende, ampara e preserva dos males. Quando o regime chega ao fim, - a sua obra permanece. Porque, servindo-o, ele servira à unidade nacional. Em 89 o império terminara a sua missão, divorciara-se do país. Mas a missão de Caxias, no seu período melhor, transformada pela ação do tempo e pela evolução, daria os seus frutos notáveis. A federação iria sancioná-los e servir-se deles.
O seu crepúsculo anunciava já o das instituições. À beira da morte, expressa o seu último desejo. Nele vai toda a amargura e todo o fastio do panorama a que assistia e que, nos últimos anos, alquebrara as suas últimas forças. Pressentido o fim, afasta do seu pensamento nobres, príncipes e políticos, - afasta mesmo os companheiros graduados. Para levá-lo ao último refúgio pede, apenas, seis soldados de bom comportamento...
Historiador : NELSON WERNECK SODRÉ

Bandidagem do Planalto querendo roubar a Cedae.


O Brasil está de pé! 

A Cedae é do Brasil! 
Essa pilantragem é liderada por Temer, Meireles, Moreira Franco estão querendoroubar a Cedae e a querem entregar aos banqueiros, as multinacionais estrangeiras e seus sócios menores. 
Crime de lesa-humanidade, traição a pátria sujeito a " pena capital ".
Nós iremos anular todas as medidas antipatrióticas feita por este desgoverno que afetem a soberania nacional e os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.
Quem viver verá. 
Não nos renderemos! 
O Brasil de Tiradentes, Duque de Caxias Getúlio Vargas não se renderá! 
Iremos as últimas consequências se for necessário para defender nossa soberania.
O Brasil está de pé!

Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.

CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS DIVULGOU NOTA DE REPÚDIO À PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS.


Privatização da Eletrobras fere a soberania nacional brasileira

A decisão do Ministério de Minas e Energia de privatizar a Eletrobras representa uma ameaça à soberania social e popular brasileira e a entrega do patrimônio energético do Brasil nas mãos do capital financeiro. A estatal é a maior empresa de energia elétrica da América Latina, com valor de mercado de mais de R$ 20 bilhões, possui 233 usinas e produz um terço da energia consumida no Brasil.
Estes números são uma mostra de que a desestatização da companhia representa a entrega de um patrimônio importante para o desenvolvimento nacional, uma vez que a Eletrobras influencia diretamente sobre a bacia hídrica brasileira, na política energética e na organização de políticas públicas de geração de energia, como o programa “Luz para todos”, que desde 2003 leva energia elétrica a 15 milhões de brasileiros que vivem nas áreas rurais.
Na última eleição presidencial, a população já referendou, no debate político gerado sobre o assunto por todo o País, a não privatização de empresas estatais como Caixa Econômica Federal, Petrobrás, Banco do Brasil e a própria Eletrobras. A sociedade brasileira refutou a proposta privatizante nas urnas.
A diminuição da participação do Estado nas empresas públicas nacionais e a entrega das companhias aos interesses meramente lucrativos acarreta uma pressão tarifária e inflacionária muito alta e desigual. Esta prática já foi comprovada pelas empresas já privatizadas no Brasil e pelo caso específico da Argentina, que, após a privatização de seu setor elétrico e o fim do subsídio do governo aos preços da luz, viu as contas aumentarem em 700%, chegando até a 1000% em algumas regiões daquele país.
Desta forma, a entrega da Eletrobras a grupos estrangeiros ameaçará a segurança energética do Brasil, além de causar a desestruturação do fornecimento de energia nas cidades e nas regiões que contam com os projetos sociais do governo. A população sofrerá com os absurdos aumentos nas tarifas, com a ameaça de apagões e toda a insegurança trazida pela administração de uma área vital para a sobrevivência do País nas mãos dos interesses do setor privado.
A Eletrobras e todo o setor elétrico público brasileiro devem ficar sob a administração do Estado, com o desenvolvimento e a ampliação de políticas que levem energia de qualidade e segura aos quatro cantos do Brasil.
Central dos Sindicatos Brasileiros

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Frente Popular Getulista da Libertação da Nacional




Encontro da Frente Popular Getulista na Alerj, dia 23 de agosto de 2017.

Entrevista na TV ALERJ com deputado Paulo Ramos e Aylton Mattos
Brasil Soberano, Popular, Democrático, Unido e Forte.


BRASIL SOBERANO, POPULAR, DEMOCRÁTICO, UNIDO E FORTE.


A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.

E é aqui na nossa cidade do Rio de Janeiro que soará com força as mudanças profundas que o Brasil precisa.
Vamos dizer apenas mais uma questão sobe este desgoverno hoje no Brasil. São anões morais que estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.

Nós o povo brasileiro iremos anular todas as medidas antipatrióticas feitas por este desgoverno que afetem a soberania nacional e os direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.

Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.

Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata do pagamento das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação e fortalecimento das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás. 

Que tremam os vendidos, os traidores da pátria, pois o povo brasileiro não se curva, não se submeterá, não deixaremos que roubem nossa pátria e nos coloquem na miséria.

FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL (DIREÇÃO NACIONAL)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Palestra do General Lessa





GENERAL LESSA.

" A DEFESA DO BRASIL É DEVER DE TODO O BRASILEIRO"
"NÃO É  EXCLUSIVA DOS MILITARES E DO GOVERNO"
"SE FALHARMOS TODOS NÓS PERDEMOS SE GANHARMOS TODOS NÓS GANHAMOS".


FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.
LANÇAMENTO DIA 23 DE AGOSTO DE 2017 NA ALERJ
(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RJ)
INICIO 10 HORAS.
BRASIL SOBERANO, POPULAR,DEMOCRÁTICO, UNIDO E FORTE.

A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.
Os anões morais estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.
Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.
Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás.
Contatos: frentepopulargetulista@gmail.com
Whastsapp :2198753-1083

FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Abaixo nossas ideias e propostas de um Brasil novo, soberano, democrático, popular e com justiça social, para a maioria dos brasileiros.
1. Suspensão do pagamento das dívidas externas e interna (com plebiscito popular)
2. Reforma agrária ampla,
3. Eleições diretas em todos os níveis.
4. Anulações de todos os atos dos governos anteriores que afetem a soberania e a independência da econômica do Brasil, os direitos previdenciários e trabalhistas e sociais.
5. Reestatização de portos, aeroportos, estradas, vale do rio doce, light, Embratel, Petrobras, CSN, Usiminas, metro, trens.
6. Estatização do sistema financeiro.
7. Controle e limitação em 10% das remessas de lucros de empresas estrangeiras.
8. Reestruturação e rearmamento das forças armadas, com ênfase na ampliação da defesa de nossas fronteiras, do nosso mar, ar e ocupação efetiva da região amazônica.
9. Investimentos na reestruturação da educação em todos os níveis, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e na qualificação profissional.
10. Demarcações definitivas das terras indígenas e quilombolas
11. Reinversão de tecnologias e remessa de lucro de empresas estrangeiras
12. Construção imediata de três milhões de upas, clinicas das famílias e 50 hospitais em cada estado e concurso para os profissionais da área de saúde.
13. Aumento de 100% do salário mínimo extensivo as aposentadorias.
14. Aposentadoria aos 25 anos de tempo de serviço.
15. Salário mínimo para as mulheres “donas de casa” que não possuem renda.
16. Redefinição da política agrária, proibição do uso de sementes transgênicas e seus defensivos.
17. Reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal.
18. Construções de casas populares, atendendo a demanda habitacional, com a construção de 30 milhões de casas.
19. Aplicações de políticas propositivas para a população negra e indígena
20. Redefinição dos tribunais de justiça com eleição direta de seus membros, de todas as instancias. Controle social de suas ações com limitação de mandatos.
21. Financiamento estatal de campanha. fim da urna eletrônica, voto devera ser impresso ou manual.
22. Fim do foro privilegiado para todos os poderes e prisões especiais para todos os níveis.
23. Democratização dos meios de comunicação, fim dos monopólios.
24. Fortalecimento da cultura nacional e regional.
25. Reforma tributária com taxação de impostos as grandes fortunas.
26. Fortalecimento das empresas privadas nacionais na indústria e comercio.
27. Apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como as grandes propriedades rurais produtivas.
28. Controle das riquezas nacionais, pelo estado, como nióbio, urânio, e o pré-sal.
29. Concurso público em todas as esferas da união, estados e municípios, fim das contratações privadas.
30. Criações dos Conselhos Populares Getulistas nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, nos órgãos públicos, nos bairros, com o objetivo de maior controle popular dos serviços e dinheiro publ
Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.
CONTATOS: correio eletrônico: frentepopulargetulista@gmail.com

Whatsapp: 98753-1083

sábado, 12 de agosto de 2017

FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL





FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL.

LANÇAMENTO DIA 23 DE AGOSTO DE 2017 NA ALERJ
(ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RJ)
INICIO 09 HORAS.
BRASIL SOBERANO, POPULAR,DEMOCRÁTICO, UNIDO E FORTE


A Frente Popular Getulista de Libertação Nacional conclama a todos, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos civis e militares, empresários nacionais do campo e da cidade, homens e mulheres, juventude brasileira, é hora de darmos basta a essa situação que querem submeter nossa pátria, à custa do sacrifício de milhões de brasileiros que morrem nos hospitais sem atendimento, sem saneamento, que recebem educação precária em todos os níveis, dos salários arrochados, do desemprego, da condição semiescrava em que milhares de trabalhadores estão submetidos.
Os anões morais estão no poder, hienas políticas, abutres disputando avidamente as sobras do banquete do grande capital internacional, seus verdadeiros patrões.
Nós da Frente Popular Getulista de Libertação Nacional temos a mais absoluta e inabalável certeza de que o legado Getulista é um caminho para a reconstrução de nosso país. Alicerçados em nosso ideal programático, que em seu primeiro ponto está centrado na anulação de todos os atos do atual desgoverno e todos aqueles anteriores que feriram diretamente a nossa constituição, nossa soberania, os direitos previdenciários, trabalhistas e sociais.
Não poderemos avançar em nossos propósitos sem a retomada urgente de nossas estatais estratégicas. Para o efetivo desenvolvimento do país defendemos uma profunda reforma agrária e urbana, a suspensão imediata das dívidas interna e externa, a estatização do sistema financeiro, a reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal, o fortalecimento das empresas privadas nacionais industriais e comerciais, o apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como às grandes propriedades rurais produtivas. Também, o controle das riquezas nacionais, pelo estado, como o nióbio, o urânio e o pré-sal, a reestruturação das forças armadas em defesa de todo o território nacional, principalmente, da Amazônia e do nosso mar, onde esta o pré-sal descoberto pela Petrobrás.
Contatos: frentepopulargetulista@gmail.com
Whastsapp :2198753-1083
FRENTE POPULAR GETULISTA DE LIBERTAÇÃO NACIONAL
Abaixo nossas ideias e propostas de um Brasil novo, soberano, democrático, popular e com justiça social, para a maioria dos brasileiros.
1. Suspensão do pagamento das dívidas externas e interna (com plebiscito popular)
2. Reforma agrária ampla,
3. Eleições diretas em todos os níveis.
4. Anulações de todos os atos dos governos anteriores que afetem a soberania e a independência da econômica do Brasil, os direitos previdenciários e trabalhistas e sociais.
5. Reestatização de portos, aeroportos, estradas, vale do rio doce, light, Embratel, Petrobras, CSN, Usiminas, metro, trens.
6. Estatização do sistema financeiro.
7. Controle e limitação em 10% das remessas de lucros de empresas estrangeiras.
8. Reestruturação e rearmamento das forças armadas, com ênfase na ampliação da defesa de nossas fronteiras, do nosso mar, ar e ocupação efetiva da região amazônica.
9. Investimentos na reestruturação da educação em todos os níveis, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e na qualificação profissional.
10. Demarcações definitivas das terras indígenas e quilombolas
11. Reinversão de tecnologias e remessa de lucro de empresas estrangeiras
12. Construção imediata de três milhões de upas, clinicas das famílias e 50 hospitais em cada estado e concurso para os profissionais da área de saúde.
13. Aumento de 100% do salário mínimo extensivo as aposentadorias.
14. Aposentadoria aos 25 anos de tempo de serviço.
15. Salário mínimo para as mulheres “donas de casa” que não possuem renda.
16. Redefinição da política agrária, proibição do uso de sementes transgênicas e seus defensivos.
17. Reestruturação do parque industrial brasileiro, através de financiamento direto estatal.
18. Construções de casas populares, atendendo a demanda habitacional, com a construção de 30 milhões de casas.
19. Aplicações de políticas propositivas para a população negra e indígena
20. Redefinição dos tribunais de justiça com eleição direta de seus membros, de todas as instancias. Controle social de suas ações com limitação de mandatos.
21. Financiamento estatal de campanha. fim da urna eletrônica, voto devera ser impresso ou manual.
22. Fim do foro privilegiado para todos os poderes e prisões especiais para todos os níveis.
23. Democratização dos meios de comunicação, fim dos monopólios.
24. Fortalecimento da cultura nacional e regional.
25. Reforma tributária com taxação de impostos as grandes fortunas.
26. Fortalecimento das empresas privadas nacionais na indústria e comercio.
27. Apoio às pequenas e médias propriedades rurais, assim como as grandes propriedades rurais produtivas.
28. Controle das riquezas nacionais, pelo estado, como nióbio, urânio, e o pré-sal.
29. Concurso público em todas as esferas da união, estados e municípios, fim das contratações privadas.
30. Criações dos Conselhos Populares Getulistas nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, nos órgãos públicos, nos bairros, com o objetivo de maior controle popular dos serviços e dinheiro publ
Frente Popular Getulista de Libertação Nacional.
CONTATOS: correio eletrônico: frentepopulargetulista@gmail.com
Whatsapp: 98753-1083

CRIANÇA É CRIANÇA OU É "DE MENOR"



Na mídia crianças são aquelas que brincam atrás das grades da cidade e fora delas estão as sombras de menores que transitam entre realidades que aprofundam as desigualdades
O Brasil é um campeão mundial em desigualdade. E isso não se manifesta apenas nos indicadores de qualidade de vida, de IDH ou de distribuição per capita da renda. Os mais hediondos indicadores não são apresentados diretamente pelas estatísticas, mas sim pela dura realidade nas periferias urbanas brasileiras onde jovens negros e pobres são sistematicamente massacrados ou por relações sociais desestruturadas, pela determinante de vida que é o crime, ou pela brutal repressão policial. Um adolescente negro de periferia disse a uma assistente social: “tia, minha vida, meu futuro, vai ser escrito com C, Cadeia, Cadeira (de rodas) ou cemitério”.
Os jovens de anúncios de margarina ou de jeans da moda não são o modelito  que se encontra em famílias que a classe média urbana considera “desestruturadas”, com o pai preso ou morto, a mãe viúva ou com companheiro que não é o pai, e crianças que enfrentam filas e agonias, desde o nascer, para quase tudo. Do Estado tudo o que vem é tratado como se fosse uma filantropia, uma esmola da parte rica da sociedade para a maioria esmagadora de carentes.
Na mídia a infância e a juventude têm dois pesos. Crianças são aquelas que brincam nos playgrounds dos prédios de apartamento, atrás de grades que impõem limites de fora para dentro. Aquelas figuras maltrapilhas que incomodam com seus descabidos pedidos por ajuda, dinheiro ou comida, que colocam em risco a “segurança pública”, essas são menores, problemas mais policiais do que sociais.  Na mídia só há dois tipos de infância, a do comercial de margarina e a dos “menores infratores”, criminosos que, se ainda não são, serão.
Nas rodas dos privilégios os filhos são protegidos por redomas que os afastam do convívio com a diversidade, com a pluralidade, que os obrigam à convivência com seus “iguais”. Escolas pagas para garantir que não haverá contaminação, que a pobreza, tal qual praga, não se aproximará e corromperá os pequenos príncipes e princesas.
Essa desigualdade se alastra pelo país e a atitude das famílias expressa apenas o consenso socioinformativo de mídias que propagam em programas e novelas um padrão estético que deve ser o “aceitável” para pessoas de bem, enquanto nos noticiários mostram o caos que “as populações pobres” instalam em seus espaços, com criminosos que destroem escolas, se matam em confrontos entre suas quadrilhas e com a polícia, que constroem suas casas sem qualquer senso estético ou de estilo.
A pobreza é criminalizada. As manchetes estampam que “pessoas de bem” erraram o caminho e são mortas nas comunidades. Antros de bandidos onde as crianças são apenas “soldados” do tráfico e do crime. Ao Estado sobra a tarefa de reprimir, de prender e matar, sob o olhar cúmplice de uma sociedade que deseja mais armas, mais prisões, redução da maioridade penal e o fim do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Impor a “meritocracia” a crianças que nascem sem o mínimo de seus direitos à vida, à educação, à saúde e ao afeto assegurados é o mesmo que comparar o desempenho de macacos e jabutis em competições para subir em árvores. Ao Estado caberia a missão de assegurar a equiparação de direitos, com garantias mínimas de acesso a direitos universais, como água, saneamento, alimentação, habitação, saúde e educação.  Mesmo que isso seja feito sob o risco de ser acusado de “dar sustento a vagabundos”.
O combate à desigualdade não pode ser apenas uma missão de governos, deve ser uma tarefa para toda a sociedade a partir de uma visão de futuro onde o desenvolvimento depende de uma juventude capaz de buscar caminhos para a reestruturação de um futuro onde tudo está por se inventar. Mas não há um futuro possível sobre o campo minado da desigualdade, onde a falta do diploma é suprida pelo fuzil! (Envolverde)
Dal Marcondes é jornalista com especialização em economia a em sustentabilidade, é diretor do Instituto Envolverde e reconhecido como Jornalista Amigo da Infância pela Agência Nacional dos Direitos da Infância (ANDI).
http://envolverde.cartacapital.com.br/crianca-e-crianca-ou-e-de-menor/

Brasil, país ainda insalubre



Quase metade dos brasileiros continua sem rede de esgotos, e 20% não têm água em casa. Não seria difícil atendê-los — mas os investimentos estancam e, pior, fala-se em privatização
Por Washington Novaes, na Envolverde
A cada vez que se divulgam números sobre os serviços de saneamento urbano no País, crescem as preocupações. Agora, as informações são (Estado de São Paulo, 10/7) de que quase metade da população nacional não é atendida pela rede de esgotos – ou seja, perto de 100 milhões de pessoas – e quase 20%, perto de 40 milhões, não tem fornecimento de água nos domicílios. Para completar, mais de um terço de toda a água distribuída se perde no meio do caminho. E a causa de todos os problemas é a falta de investimentos.
Tudo se complica ainda mais quando se é informado de que para universalizar até 2033 (daqui a 15 anos) os serviços de saneamento básico o País terá – ou teria – de investir mais de R$ 20 bilhões por ano. Mas entre 2010 e 2015 o investimento médio foi de R$ 11 milhões por ano, pouco mais de metade do necessário. Sem falar em redução ou eliminação das perdas. E para dificultar ainda mais as soluções, hoje boa parte do sistema é administrada por empresas dos Estados, em situação financeira difícil, com patrimônio líquido negativo, dívidas altas, problemas trabalhistas e serviços de má qualidade. Com isso, há dois anos o atendimento urbano de água só chegava a 83,3% do público total.
Entre 2014 e 2015 o investimento caiu até 27% – quando se sabe que cada R$ 1 investido em saneamento levará à economia de até R$ 4 no sistema de saúde. Mas o total investido em 2005, por exemplo, ficou entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões; mesmo em 2015 não passou de R$ 12,1 bilhões. Não se deve estranhar, assim, que em Rondônia só 2% da população urbana conte com coleta de esgotos; nada é tratado. Na Bahia, só 3,41% da população tem rede de coleta de esgotos; no Amapá, 3,71% . Onze Estados já contrataram estudos para a expansão, dez já assinaram contratos.
Há quem pense que pelo menos parte do problema poderá ser resolvida com a utilização de águas transpostas, por exemplo, do Rio São Francisco, que seriam utilizadas na irrigação de lavouras. João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco, adverte, porém, que a expansão do agronegócio está exigindo mais irrigação, quando um pivô central pode consumir 2,6 metros cúbicos de água por hora; a captação de água diretamente nos aquíferos em geral envolve questões difíceis: entre 2015 e 2016 as disputas por água aumentaram 27%, segundo números da Comissão Pastoral da Terra (envolvendo 164 mil pessoas em 2007 ou 222 mil em 2016). As causas principais apontadas são a utilização da água como commodity, que leva a conflitos com grupos sociais que a encaram como bem essencial à vida.
Há ainda quem aponte efeitos negativos em processos de privatização de sistemas de água. E até casos de conflitos muito graves, em que se tornou necessária a retomada das instalações pelo poder público. Outros críticos lembram, por exemplo, que em 2015 o BNDES entrou com R$ 57 bilhões em subsídios para privatizações (Folha de S.Paulo, 9/7). Há quem proponha que os processos de privatização e concessão de subsídios sejam obrigatoriamente aprovados pelo Congresso Nacional. O tema foi um dos centrais no 47.º Congresso Nacional de Saneamento, em junho. Nele a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) reafirmou seus “compromissos históricos” de luta contra a privatização do saneamento básico (boletim de 19 a 22 de junho), lembrando que “a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de saneamento básico não foi ainda alcançada em muitos municípios brasileiros”.
Nesse congresso se registrou ainda que o saneamento básico em áreas rurais também precisa ter prioridade nas políticas públicas de todos os municípios. E que a recuperação das nascentes, “já uma área prioritária em todo o mundo”, deve incluir “estratégias como o controle da erosão do solo e a minimização da contaminação química e biológica; para garantir a renovação das nascentes também é necessário o combate ao corte intensivo das florestas nativas, queimadas, pastoreio intensivo, mau planejamento na construção de estradas e loteamentos”.
O tema vai-se tornando cada vez mais candente com a gravidade da situação, exposta em relatórios oficiais, estudos universitários e outros. O senador José Serra, por exemplo, em artigo recente (22/6), reiterou que “a coleta de esgotos no País é de apenas 50% e apenas 43% dos esgotos coletados são tratados; na Região Norte essa proporção se reduz a 16%”. E acentuou: “A coleta de esgotos, seguida do seu tratamento, beneficia menos de um quarto da população brasileira”. Entre as consequências, indica: “Estimativas do Instituto Trata Brasil apontam que 340 mil internações anuais são causadas por infecções decorrentes da falta de saneamento básico. Entre as dez cidades brasileiras onde há menor cobertura, a média de internações é quatro vezes maior do que entre as dez cidades mais bem atendidas. Milhares de mortes ocorrem como consequência dessas enfermidades”.
Mesmo com tanta gravidade, a precariedade dos serviços básicos no Brasil está demonstrada pelos investimentos médios no setor, que correspondem a menos de dois terços das necessidades apontadas em estudos reconhecidos pelo poder público. A que se deveria isso? Há muitas respostas que atribuem a culpa à indiferença do poder público. E uma elas é do ex-ministro Delfim Netto (Folha de S.Paulo, 3/7): “O poder econômico controla o poder político no Brasil.”
Mas é preciso lembrar sempre um dos últimos relatórios da Organização Mundial da Saúde (Reuters, 7/3): “Ambientes poluídos e insalubres matam 1,7 milhão de crianças por ano, uma em cada quatro”, por causa de “riscos ambientais, poluição do ar e da água, falta de saneamento básico e de infraestrutura adequada de higiene”. A taxa de mortes no Brasil é de 41,38 crianças com menos de 5 anos por 100 mil habitantes, principalmente por falta de saneamento básico.
*Jornalista. e-mail: wlrnovaes@uol.com.br
http://outras-palavras.net/outra
smidias/?p=