BRASIL PRA FRENTE

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O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















domingo, 31 de julho de 2016

Silêncio e oração: Papa visita Auschwitz e Birkenau - CN Notícias

Em Cracóvia, antiga fábrica de Schindler vira museu - CN Notícias


Queridos jovens!

É bom estar aqui convosco nesta Vigília de Oração.
Na parte final do seu corajoso e emocionante testemunho, Rand pediu-nos uma coisa. Disse-nos: «Peço-vos, sinceramente, que rezeis pelo meu amado país». Uma história marcada pela guerra, pelo sofrimento, pela ruína, que termina com um pedido: o da oração. Que há de melhor para começar a nossa Vigília do que rezar?
Vimos de várias partes do mundo, de continentes, países, línguas, culturas, povos diferentes. Somos “filhos” de nações que estão talvez em disputa por vários conflitos, ou até mesmo em guerra. Outros vimos de países que podem estar “em paz”, que não têm conflitos bélicos, onde muitas das coisas dolorosas que acontecem no mundo fazem parte apenas das notícias e da imprensa. Mas estamos cientes duma realidade: hoje e aqui, para nós provenientes de diversas partes do mundo, o sofrimento e a guerra que vivem muitos jovens deixaram de ser uma coisa anônima, já não são uma notícia de imprensa, mas têm um nome, um rosto, uma história, fizeram-se meus vizinhos. Hoje a guerra na Síria é a dor e o sofrimento de tantas pessoas, de tantos jovens como a corajosa Rand, que está aqui entre nós e pede-nos para rezar pelo seu país amado.
Há situações que nos podem parecer distantes, até ao momento em que, de alguma forma, as tocamos. Há realidades que não entendemos porque vemo-las apenas através dum monitor (do celular ou do computador). Mas, quando tomamos contato com a vida, com as vidas concretas e já não pela mediação dos monitores, então algo mexe conosco, sentimo-nos convidados a envolver-nos: “Basta de cidades esquecidas”, como diz Rand; nunca mais deve acontecer que irmãos estejam “circundados pela morte e por assassinatos” sentindo que ninguém os ajudará. Queridos amigos, convido-vos a rezar juntos pelo sofrimento de tantas vítimas da guerra, para podermos compreender, uma vez por todas, que nada justifica o sangue dum irmão, que nada é mais precioso do que a pessoa que temos ao nosso lado. E, neste pedido de oração, quero-vos agradecer também a vós, Natália e Miguel, pois também vós partilhastes conosco as vossas batalhas, as vossas guerras interiores. Apresentastes-nos as vossas lutas e o modo como as superastes. Sois um sinal vivo daquilo que a misericórdia quer fazer em nós.
Agora, não vamos pôr-nos a gritar contra ninguém, não vamos pôr-nos a litigar, não queremos destruir. Não queremos vencer o ódio com mais ódio, vencer a violência com mais violência, vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunhão, chama-se família. Alegramo-nos pelo fato de virmos de culturas diferentes e nos unirmos para rezar. Que a nossa palavra melhor, o nosso melhor discurso seja unirmo-nos em oração. Façamos um momento de silêncio, e rezemos; ponhamos diante de Deus os testemunhos destes amigos, identifiquemo-nos com aqueles para quem «a família é um conceito inexistente, a casa apenas um lugar para dormir e comer», ou com aqueles que vivem no medo porque creem que os seus erros e pecados os baniram definitivamente. Coloquemos na presença do nosso Deus também as vossas “guerras”, as lutas que cada um carrega consigo, no seu próprio coração.
(SILÊNCIO)
Enquanto rezávamos, veio-me à mente a imagem dos Apóstolos no dia de Pentecostes. Uma cena que nos pode ajudar a compreender tudo aquilo que Deus sonha realizar na nossa vida, em nós e conosco. Naquele dia, os discípulos estavam fechados dentro de casa pelo medo. Sentiam-se ameaçados por um ambiente que os perseguia, que os forçava a estar numa pequena casa obrigando-os a ficar ali imóveis e paralisados. O medo apoderou-se deles. Naquele contexto, acontece algo espetacular, algo grandioso. Vem o Espírito Santo, e línguas como que de fogo pousaram sobre cada um deles, impelindo-os para uma aventura que nunca teriam sonhado.
Ouvimos três testemunhos; tocamos, com os nossos corações, as suas histórias, as suas vidas. Vimos como eles viveram momentos semelhantes aos dos discípulos, atravessaram momentos em que estiveram cheios de medo, em que parecia que tudo desmoronava. O medo e a angústia, que nascem do fato de uma pessoa saber que saindo de casa pode não ver mais os seus entes queridos, o medo de não se sentir apreciado e amado, o medo de não ter outras oportunidades. Eles partilharam conosco a mesma experiência que fizeram os discípulos, experimentaram o medo que leva ao único lugar possível: o fechamento. E, quando o medo se esconde no fechamento, o faz sempre na companhia da sua “irmã gêmea”, a paralisia; faz-nos sentir paralisados. Sentir que, neste mundo, nas nossas cidades, nas nossas comunidades, já não há espaço para crescer, para sonhar, para criar, para contemplar horizontes, em suma, para viver, é um dos piores males que nos podem acontecer na vida. A paralisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros.
Na vida, porém, há outra paralisia ainda mais perigosa e difícil, muitas vezes, de identificar e que nos custa muito reconhecer. Gosto de a chamar a paralisia que brota quando se confunde a FELICIDADE com um SOFÁ! Sim, julgar que, para ser felizes, temos necessidade de um bom sofá. Um sofá que nos ajude a estar cômodos, tranquilos, bem seguros. Um sofá – como os que existem agora, modernos, incluindo massagens para dormir – que nos garanta horas de tranquilidade para mergulharmos no mundo dos videogames e passar horas diante do computador. Um sofá contra todo o tipo de dores e medos. Um sofá que nos faça estar fechados em casa, sem nos cansarmos nem nos preocuparmos. Provavelmente, o sofá-felicidade é a paralisia silenciosa que mais nos pode arruinar; porque pouco a pouco, sem nos darmos conta, encontramo-nos adormecidos, encontramo-nos pasmados e entontecidos enquanto outros – talvez os mais vivos, mas não os melhores – decidem o futuro por nós. Certamente, para muitos, é mais fácil e vantajoso ter jovens pasmados e entontecidos que confundem a felicidade com um sofá; para muitos, isto resulta mais conveniente do que ter jovens vigilantes, desejosos de responder ao sonho de Deus e a todas as aspirações do coração.
Mas a verdade é outra! Queridos jovens, não viemos ao mundo para “vegetar”, para transcorrer comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca. É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca. Mas, quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidade com consumo, então o preço que pagamos é muito, mas muito caro: perdemos a liberdade.
É precisamente aqui que existe uma grande paralisia: quando começamos a pensar que a felicidade é sinônimo de comodidade, que ser feliz é caminhar na vida adormentado ou drogado, que a única maneira de ser feliz é estar como que entorpecido. É certo que a droga faz mal, mas há muitas outras drogas socialmente aceitáveis, que acabam por nos tornar em todo o caso muito mais escravos. Umas e outras despojam-nos do nosso bem maior: a liberdade.
Amigos, Jesus é o Senhor do risco, do sempre “mais além”. Jesus não é o Senhor do conforto, da segurança e da comodidade. Para seguir a Jesus, é preciso ter uma boa dose de coragem, é preciso decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatos que te ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas e nem mesmo pensadas, por estradas que podem abrir novos horizontes, capazes de contagiar-te a alegria, aquela alegria que nasce do amor de Deus, a alegria que deixa no teu coração cada gesto, cada atitude de misericórdia. Caminhar pelas estradas seguindo a “loucura” do nosso Deus, que nos ensina a encontrá-Lo no faminto, no sedento, no maltrapilho, no doente, no amigo em maus lençóis, no encarcerado, no refugiado e migrante, no vizinho que vive só. Caminhar pelas estradas do nosso Deus, que nos convida a ser atores políticos, pessoas que pensam, animadores sociais; que nos encoraja a pensar uma economia mais solidária. Em todos os campos onde vos encontrais, o amor de Deus convida-vos a levar a Boa Nova, fazendo da própria vida um dom para Ele e para os outros.
Poderíeis replicar-me: Mas isto, padre, não é para todos; é só para alguns eleitos! Sim, e estes eleitos são todos aqueles que estão dispostos a partilhar a sua vida com os outros. Tal como o Espírito Santo transformou o coração dos discípulos no dia de Pentecostes, assim o fez também com os nossos amigos que partilharam os seus testemunhos. Uso as tuas palavras, Miguel: disseste-nos que no dia em que te confiaram, lá na “Fazenda”, a responsabilidade de contribuir para o melhor funcionamento da casa, então começaste a compreender que Deus te pedia algo. Assim começou a transformação.
Este é o segredo, queridos amigos, que todos somos chamados a experimentar. Deus espera algo de ti, Deus quer algo de ti, Deus espera-te. Deus vem quebrar os nossos fechamentos, vem abrir as portas das nossas vidas, das nossas perspectivas, dos nossos olhares. Deus vem abrir tudo aquilo que te fecha. Convida-te a sonhar, quer fazer-te ver que, contigo, o mundo pode ser diferente. É assim: se não deres o melhor de ti mesmo, o mundo não será diverso.
O tempo que hoje estamos a viver não precisa de jovens-sofá, mas de jovens com os sapatos, ainda melhor, calçados com as botas. Aceita apenas jogadores titulares em campo, não há lugar para reservas. O mundo de hoje pede-vos para serdes protagonistas da história, porque a vida é bela desde que a queiramos viver, desde que queiramos deixar uma marca. Hoje a história pede-nos que defendamos a nossa dignidade e não deixemos que sejam outros a decidir o nosso futuro. O Senhor, como no Pentecostes, quer realizar um dos maiores milagres que podemos experimentar: fazer com que as tuas mãos, as minhas mãos, as nossas mãos se transformem em sinais de reconciliação, de comunhão, de criação. Ele quer as tuas mãos para continuar a construir o mundo de hoje. Quer construí-lo contigo.
Dir-me-ás: Mas, padre, eu sou muito limitado, sou pecador… que posso fazer? Quando o Senhor nos chama não pensa naquilo que somos, naquilo que éramos, naquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Pelo contrário: no momento em que nos chama, Ele está a ver tudo aquilo que poderemos fazer, todo o amor que somos capazes de comunicar. Ele aposta sempre no futuro, no amanhã. Jesus olha-te projetado no horizonte.
Por isso, amigos, hoje Jesus convida-te, chama-te a deixar a tua marca na vida, uma marca que determine a história, que determine a tua história e a história de muitos.
A vida de hoje diz-nos que é muito fácil fixar a atenção naquilo que nos divide, naquilo que nos separa. Querem fazer-nos crer que fechar-nos é a melhor maneira de nos protegermos daquilo que nos faz mal. Hoje nós, adultos, precisamos de vós para nos ensinardes a conviver na diversidade, no diálogo, na partilha da multiculturalidade não como uma ameaça mas como uma oportunidade: tende a coragem de nos ensinar que é mais fácil construir pontes do que levantar muros! E todos juntos pedimos que exijais de nós percorrer as estradas da fraternidade. Construir pontes… Sabeis qual é a primeira ponte a construir? Uma ponte que podemos realizar aqui e agora: um aperto de mão, estender a mão. Coragem! Fazei agora, aqui, esta ponte primordial, e dai-vos a mão. É a grande ponte fraterna, e podem aprender a fazê-la os grandes deste mundo… Não para a fotografia, mas para continuar a construir pontes cada vez maiores. Que esta ponte humana seja semente de muitas outras; será uma marca.
Hoje, Jesus, que é o caminho, chama-te a deixar a tua marca na história. Ele, que é a vida, convida-te a deixar uma marca que encha de vida a tua história e a de muitos outros. Ele, que é a verdade, convida-te a deixar as estradas da separação, da divisão, do sem-sentido. Aceitais? Que respondem as vossas mãos e os vossos pés ao Senhor, que é caminho, verdade e vida?
 http://papa.cancaonova.com/discurso-na-vigilia-de-oracao-com-os-jovens/

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Com US$ 52 trilhões em papel podre o Deutsche Bank aderna



Após perdas de US$ 7,3 bi no ano passado e suspender pagamento de dividendos, maior banco alemão anuncia queda de 98% nos lucros no segundo trimestre

Depois de ter sofrido perdas de US$ 7,3 bilhões no ano passado e anunciado a suspensão do pagamento de dividendos por dois anos, a saída de dez países, a venda de subsidiárias e a demissão de até 35 mil funcionários, o Deutsche Bank, o maior banco alemão, anunciou que seu lucro, no segundo trimestre de 2016, despencou 98%, para US$ 22 milhões, comparado com US$ 818 milhões de um ano atrás. Desde o início do ano, suas ações já encolheram 45%, atingindo o recorde de baixa e com o “valor de mercado” do Deutsche Bank reduzido a 8% do que “valia” no pico da especulação em 2007.
Desde 2008 – depois de ter virado um conduíte para a venda em massa de papéis podres emitidos pelos bancos norte-americanos no mercado europeu -, a crise do Deutsche Bank não amaina e, de acordo com os números de março do próprio banco, está soterrado por US$ 52 trilhões de derivativos, o que levou o FMI a declará-lo no dia 29 de junho como “o mais importante contribuidor líquido para riscos sistêmicos” do sistema financeiro global. Problema que se agrava, diante do papel central que o banco representa para a economia alemã, cujas principais corporações têm vínculos com o banco.
A subordinação do Deutsche Bank a Wall Street chegara a um ponto tal que, durante o bailout de 2008/9, recebeu US$ 11,8 bilhões de socorro do Federal Reserve, via a AIG, apesar de ser um banco estrangeiro. Também foi, no auge da crise, o segundo maior tomador de uma linha de empréstimos de juros baixíssimos do Fed e o maior usuário do programa “Term Asset-Backed Securities Lending Facility”, que o permitiu descartar US$ 290 bilhões de papéis podres.
Nada menos que 70% dos lucros do Deutsche Bank provinham dessas operações especulativas, e depois do crash jamais conseguiu remontar essa pirâmide. (Como relata o jornalista Michael Lewis, os especuladores norte-americanos se divertiam com os “idiotas alemães” que seguiam comprando lixo tóxico nos meses de frenesi que antecederam o crash).
Após o fiasco deste primeiro trimestre, o atual CEO do Deutsche Bank, o inglês John Cryan, que no pipoco de janeiro viera a público asseverar que o banco “era sólido como uma rocha”, mudou de tom, dizendo que a reestruturação terá de ser “mais rápida e com mais intensidade”. Na época da primeira declaração, o ministro das Finanças alemão, e carrasco de gregos, portugueses, italianos, irlandeses, cipriotas e espanhóis, Wolfgang Schauble, dissera que “não se preocupava” com o Deutsche Bank.

JURAS
 
Tais juras não lograram abafar os persistentes rumores de que o Deutsche marcha para o colapso. Segundo declaração do Berenberg Bank, provavelmente o mais antigo banco alemão, que existe desde o século XVI, os problemas do Deutsche Bank podem ser “intransponíveis” devido à alavacagem de 40 vezes. Isto é, os papéis podres e dívidas do DB são quarenta vezes maiores que sua base de capital próprio.
Os banqueiros alemães se lambuzaram do outro lado do Atlântico, desde as fraudes da Enron e World.com até a montanha de hipotecas subprime que ruiu em 2008. Não há uma trapaça em que não hajam se metido, como a manipulação da taxa libor e suas congêneres europeia e japonesa. Trapacearam com ações, câmbio e juros e sofrem processos de Nova Iorque a Moscou, passando por Londres e Bruxelas.
O banco acabou multado pelos órgãos reguladores britânicos e americanos em US$ 2,5 bilhões e dois executivos forçados a se demitir. Como disse um procurador do caso, o Deutsche Bank “secretamente conspirou com seus competidores” [Citibank, Merrill Lynch, BNP Paribas, UBS, Barclays e Société General] para “fraudar as taxas de juro referenciais no coração do sistema financeiro global”.
São esses processos em curso e prováveis multas adicionais que forçaram o Deutsche a provisionar US$ 7,3 bilhões mas muitos analistas prevêem que o total será ainda maior. Outra pesada multa que aguarda o banco é pura chantagem – por ter feito negócios com países contra os quais os EUA aplicaram sanções, como a Rússia e o Irã – o que é parte da campanha pró TTIP.
A tentativa de escorar seu ‘banco de investimento’ que desmoronou segue a trancos e barrancos. Uma das unidades de especulação em operação nos EUA falhou recentemente no ‘teste de estresse’ realizado pelo Federal Reserve.
 
Em fevereiro, os rumores de que o Deutsche não teria dinheiro para pagar o juro de papéis de dívida especiais que emitira – os chamados “CoCo” -, que pagam 6% e podem ser transformados em ações, forçaram a direção do banco a anunciar que poderia recomprar até US$ 5,1 bilhões desses papéis, após a perda sobre o valor de face ultrapassar os 30%.
Em relação ao Deutsche Bank, o que não faltam são notícias ruins. No trimestre, as receitas encolheram 12%, sendo que a receita da unidade de especulação nos “mercados globais” despencou 28% ano-sobre-ano. A única divisão que aumentou receitas e lucros foi o Postbank [Banco Postal]– justamente a que Cryan quer vender para fazer caixa, e cujo preço já abateu quase pela metade, dos iniciais US$ 4 bilhões. As operações com papéis de dívida tombaram 19%, enquanto nos competidores ianques aumentaram 22%.

EXPOSIÇÃO
 
Entre as fontes de problemas, há ainda a exposição do Deutsche ao desmanche de preços no setor de energia e commodities. Também os efeitos, sobre os lucros dos bancos, da política do BCE de juros reais negativos. Sem esquecer o Brexit, a saída da Grã Bretanha da União Europeia, quando 19% das receitas do banco provêm das operações em Londres. Assim como o arrocho capitaneado por Merkel, que mantém a zona do euro estagnada ou sob recessão aberta, e a desaceleração da economia chinesa.
Editorial do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung expressa com fidelidade a tensão que a crise do Deutsche Bank provoca na Alemanha. “O que se pode pensar de um banco que tem de prometer a seus clientes e investidores que é capaz de pagar de volta créditos? Quão sólido é um banco que sangrou um terço de seu valor de mercado em um mês, e metade dele ao longo de um ano? Não é mais apenas os clientes de um par de bancos gregos que estão perguntando tais duras questões, mas os clientes do Deutsche Bank”. Conhecendo a devastação cometida contra a Grécia para proteger os bancos alemães, não resta dúvida a disposição dos banqueiros do Deutsche para se manterem como o elo vital entre a ocupação da Alemanha pelos EUA e a trapaça generalizada de um lado e outro do Atlântico.
 
              ANTONIO PIMENTA
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O POVO AMERICANO ESCOLHER ENTRE A GONORREIA E A CÓLERA


Assange, do WikiLeaks: nem Trump nem Hillary 

Em entrevista ao Democracy Now, o fundador e editor-chefe do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que escolher entre as candidaturas de Hillary Clinton e Donald Trump à presidência dos EUA é o mesmo que escolher entre duas doenças terríveis. “Bem, você está me perguntando, eu prefiro o cólera ou a gonorreia?”, respondeu Assange, sublinhando que “pessoalmente, eu não prefiro nenhuma”, embora a eleição de um dos dois seja “inevitável”.
Questionado sobre como funciona o processo eleitoral nos Estados Unidos, Assange denunciou o jogo de “corrupção” e cartas marcadas em favor das grandes corporações. “Olha, você sabe, nós sabemos como funciona a política nos EUA. Quem quer que seja, qual for o partido político, entra governo e sai governo, vai fundir-se com a burocracia muito rapidamente. E assim, lobistas corporativos controlarão as alavancas do poder. Por isso não faz muita diferença no final”, explicou.
Sobre a recente divulgação de 20 mil e-mails internos do Comitê Nacional Democrata - que demonstraram como a cúpula partidária sabotou a campanha de Bernie Sanders em favor de Hillary Clinton -, o fundador de WikiLeaks prometeu surpreender os eleitores estadunidenses com “muito mais” documentos, que serão tornados públicos antes das eleições. Diante do escândalo provocado pelas mensagens que a incriminam, a presidente do Partido Democrata, Debbie Wasserman Schultz, viu-se obrigada a renunciar.
Perseguido pelo governo estadunidense, Assange, que encontra-se asilado na embaixada do Equador em Londres há quatro anos, lembrou que as duas dezenas de milhares de correios eletrônicos cobrem o período entre janeiro de 2015 até maio de 2016, ponto alto das armações.
Sobre a acusação pela campanha de Hillary de que foi a Rússia que vazou o material, Assange afirmou que a política do WikiLeaks é de preservar as fontes. Ele acrescentou que os simpatizantes da candidata deveriam refletir e focar no que dizem os documentos em relação a Sanders, Clinton e à direção do Partido Democrata.
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Papa denuncia guerras movidas por lucros e para dominar povos


Ao falar a jornalistas sobre o assassinato do padre
Jacques Hamel numa igreja francesa por um jovem terrorista, o papa Francisco disse que essa guerra não
 tem nada a ver com nenhuma religião
Durante viagem de Roma para Cracóvia na Polônia onde participará até o próximo domingo (31) da Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco deu aos jornalistas uma importante declaração ao ser perguntado sobre o assassinato na terça-feira (26) de um padre católico na França assumido pelo Estado Islâmico. “Vivemos uma terceira guerra mundial a pedaços. Não se trata de uma guerra de religiões”, afirmou, deixando claro que não há uma guerra entre religiões ou religiosos.
“Há uma guerra por interesses, por dinheiro, pelo lucro, há uma guerra pelos recursos naturais, há uma guerra pelo domínio dos povos. Essa é a guerra que há. Alguém pode pensar que estou falando em guerra de religiões. Não. Todas as religiões queremos a paz. Os que querem as guerras são outros. Entendido?”, declarou enfaticamente o sumo pontífice sincera e visivelmente enojado com a manipulação que os gananciosos senhores da guerra e seus homens da imprensa fazem com as religiões e mostrando que onde há contradição não é entre catolicismo e islamismo ou entre outras quaisquer religiões, mas entre os que acham que ganância é bom e os que sofrem sob a dominação dos gananciosos.
O papa Francisco falou com tristeza da morte do padre Jacques Hamel: “ele é um, mas quantos cristãos, quantos inocentes, quantas crianças...” disse, referindo-se aos milhares de homens, mulheres e crianças imigrantes mortos nos últimos tempos em função dos deslocamentos forçados que são obrigados a sofrer por verem seus países devastados por guerras desiguais e injustas, e acrescentou: “Pensemos na Nigéria, por exemplo... Ah! Mas ali é a África... Não devemos ter medo de dizer a verdade. O mundo está em guerra por que perdeu a paz. A verdadeira palavra é guerra.”
O conflito provocado por potências ocidentais em países do Oriente Médio e da África responsáveis pela grande onda de imigração vitimando milhares de pessoas tem comovido o papa Francisco que disse recentemente “abram suas portas e seus corações aos imigrantes”.
Há pouco tempo no Vaticano o papa afirmou que “para construir o diálogo e conseguir a paz é preciso ter coragem. Muito mais do que para fazer a guerra. É preciso coragem para dizer sim para a reunião e não ao confronto; sim ao diálogo e não à violência; sim às negociações e não à hostilidade; sim para respeitar os acordos e não às provocações; sim à sinceridade e não à hipocrisia. Para estes valores, é necessária uma grande força de espírito.”
Sábias palavras as do sumo pontífice. Antes de tudo, um homem de caráter.
ROSANITA CAMPOS
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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Idosa cubana explica o que foi a Revolução em Cuba

Calou a boca da repórter da veja





FOME EM CUBA ?

Sim. Ja existiu : Antes de 1959 e no periodo especial nos anos 90, ( culpa do bloqueio imposto pelos EUA) .
Atualmente existem mais famintos numa quadra de SP do que em toda Cuba

BANCA DE JORNAL

Hipocrisia, terrorismo e cumplicidade

Podemos falar em guerra contra o terrorismo num contexto em que os países centrais (EUA, Inglaterra, França etc) criam condições concretas para que grupos extremistas surjam, revertido ou não por dogmas supostamente religiosos?

No caso do Estado Islâmico, o cinismo estadounidense vem subestimando a humanidade. É preciso entender primeiramente que a intervenção criminosa no Iraque comandada pelos EUA, fragilizando esse país, somada às intervenções na Síria mediante o armamento de grupos rebeldes ao governo de Assad, condicionou que organizações extremistas surgissem como opção a miséria e a sistemática perda da autonomia. Sabe aquelas armas químicas no Iraque? Nunca foram encontradas. É possível pautar a necessidade de um regime democrático na Síria enquanto a Arábia Saudita, um dos regimes mais fechados do planeta e principal financiador de organizações fundamentalistas no Oriente Médio, permanece como um dos principais parceiros comercial dos EUA?
Democracia e liberdade são as palavras de ordem da conveniência imperialista. Se um país, como é caso da Arábia Saudita, permite que grandes volumes de recursos financeiros sejam encaminhados para essas organizações dita terroristas com ampla facilidade, por que não recebem do ocidente o mesmo tratamento que o Afeganistão, Iraque e Síria?
E no caso da Turquia, país membro da OTAN? Ai nos deparamos com uma avalanche de contradições. Seu atual governo protagoniza repressões violentas acompanhada de assassinatos à grupos opositores, especialmente de esquerda e ainda por cima ajudam o Estado Islâmico a combater os curdos. Ora, se os curdos representam atualmente a principal força de resistência e combate terrestre ao ISIS, porque estaria a Turquia caminhando na contramão do enfrentamento ao dito terrorismo e bombardeando regiões curdas? Vejam bem, o governo de extrema direita turca vem atualmente dando suporte financeiro e logístico ao EI, faz vista grossa a entrada e saída de combatentes pela sua fronteira, compra petróleo entre outros produtos contrabandeado desse grupo, enfrenta os curdos e em nenhum momento os grandes meios de comunicação fazem qualquer tipo de denúncia. Foi necessário derrubarem um caça russo, potência militar que atua na Síria combatendo o Estado Islâmico, para que a face fascista do governo turco viesse à tona.


Estão mesmo a França, EUA e cia tão empenhados no combate ao Estado Islâmico? Os bombardeios e milhares de mortes de civis ocorridas na Síria e Iraque provocadas pelas intervenções militares a esses países não se igualam às ações dos grupos ditos como terroristas? Por que a Turquia e a Arábia Saudita ainda não sofreram nenhum boicote econômico da União Europeia e dos EUA?
A hipocrisia e a indignação seletiva predominam na geopolítica internacional. Lágrimas de crocodilo escorreram nos olhos dos presidentes Obama e Hollande após o triste atentado de Paris em que a morte de centenas de inocentes comove infinitamente mais que as milhares de vida retiradas pelas covardes ações militares do ocidente no Oriente Médio e das diárias mortes provocadas pelo Estado Islâmico na região em que atua. Enquanto as ações da indústria bélica crescem na bolsa de valores e a disputa pela região petrolífera movimentarem as atuações dos países imperialista, não se pode falar em combate ao terrorismo e sim cumplicidade.
Phillipe Cupertino
Militante do Levante Popular da Juventude

O que está por trás do editorial do jornal O Globo sobre a privatização do ensino superior?



Para quem leu despercebidamente o editorial d’O Globo lançado hoje (24 de julho de 2016), intitulado “Crise força o fim do injusto ensino superior gratuito”, pareceu até que o jornal defendeu a inclusão das camadas sociais mais pobres da sociedade brasileira no ensino superior e, assim, uma maior democratização da educação. Balela. Esse editorial é um recado para o presidente golpista Michel Temer: privatização é a solução.
Voltemos um pouco. Há cerca de 20 dias, Kroton e Anhanguera, os dois maiores conglomerados da educação privada no país, se fundiram, criando uma empresa com valor de mercado de 24 bilhões de reais, estando entre as 20 maiores do país na BOVESPA, sendo responsável por quase 1 milhão de estudantes.
Nas palavras do editorial, faz-se necessário debater o ensino superior privado pago, porque hoje o sistema “favorece apenas os ricos, de melhor educação profissional, donos das primeiras colocações nos vestibulares” e aponta a indagação “por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal.” Agora é importante algumas perguntas: Por que a solução para a democratização do ensino superior seria a “privatização” das universidades públicas? E desde quando a Rede Globo se preocupa com as camadas mais pobres da população?
Realmente, o ensino superior precisa ser democratizado. Aliás, todo o sistema educacional brasileiro precisa ser reformulado. Apesar de que a educação no Brasil tenha melhorado nos últimos anos, ainda há muito chão para ser percorrido. Os ensinos fundamental e médio carecem de uma restruturação gigantesca, que vai desde da implementação de estruturas físicas de qualidade nas escolas, até mesmo um plano de carreira decente para os docentes das instituições. Há avanços que nos permitem ver as pretas e os pretos nos corredores das Universidades, filho de pedreiro sendo doutor, etc. Entretanto, ainda hoje as universidades do país são elitizadas e não há vagas suficientes para toda a população brasileira. Resultado: das 8,4 milhões de pessoas que se inscreveram no último ENEM, apenas 1 milhão e meio adentraram nas universidades por meio do SISU, do FIES e do PROUNI.
De fato, o sistema é injusto. Mas será que a Rede Globo, dona do maior conglomerado de comunicação do país (e um dos maiores do mundo), que apoiou a ditadura militar em 1964 e apoiadora do golpe atual que instaurou um governo que não tem nenhum compromisso com a educação brasileira, está preocupada com isso?
Não. Não está. A Rede Globo tem um projeto muito nítido, que é acabar com as empresas públicas no país, privatizar a PETROBRAS, desmontar a educação pública, retirar todos os direitos conquistados nos últimos anos e tornar a sociedade brasileira refém das empresas que não têm nenhum compromisso com o progresso e com a soberania do nosso país.
No Editorial d’O Globo mencionam como solução para o ensino superior a privatização, já que a alta carga tributária brasileira seria “uma via esgotada”. Entretanto, não lembram que essa  carga tributária atinge uns e não outros, reproduzindo a desigualdade no país ao taxar mais os que ganham menos e menos os que ganham mais. Segundo a Carta Capital: “metade da renda das famílias que ganham até dois salários mínimos (cerca de mil reais) segue para o governo federal, estados e municípios. A “mordida” cai a 26% para as famílias com rendimento mensal acima de 15 mil reais”. Se está faltando dinheiro por conta da crise, por que não fazer uma auditoria da dívida pública ou mesmo taxar as grandes fortunas, a começar pela família Marinho?
Precisamos, portanto, avançar na democratização do acesso às universidades públicas e nas condições de permanência para que os estudantes possam ter uma formação de qualidade. Entretanto, a saída NÃO É A PRIVATIZAÇÃO! A educação pública é um direito do povo brasileiro. A proposta do Editorial d’O Globo é de entrega das nossas universidades públicas aos tubarões da educação privada, como Kroton e Anhanguera. A educação não deve ser tratada como mercadoria. Ela deve estar comprometida com o desenvolvimento e a construção de um projeto soberano de país. É por isso que continuaremos denunciando essa mídia golpista e entreguista e na luta por um projeto popular para a educação!
por Túlio Cabral e Mariana Davi, militantes  do Levante Popular da Juventude na Paraíba.
levantepb.org

terça-feira, 19 de julho de 2016

Nacionalismo

Conversas de Justiça e Paz com Jessé Souza

Aula Magna - Políticas Públicas e Desigualdade em Tempos de Crise

Jessé Souza - A classe média "revolucionária" do Brasil

Jessé Souza - A hierarquia moral no capitalismo

A História de São João Marcos



Mangaratiba

São João Marcos: Uma História Conhecida por Poucos

segunda-feira, 18 de julho de 2016

LIBERTAÇÃO DOS NEGROS BRASILEIROS


A obra de libertação dos negros é a libertação do Brasil. Este é o país que os negros têm de assumir, pois eles o construíram. O fim do racismo não é uma necessidade apenas dos negros, mas do Brasil. Como poderemos encontrar nosso destino, se uma parte de nós for discriminada por outra? Mas é verdade que é nas mãos sobretudo dos negros que está essa missão de liberdade. Nesse sentido, eles são os portadores, por excelência, ainda que não exclusivos, dos destinos da Pátria

O sonegador da Fiesp e os patos da Paulista


Por Altamiro Borges



Após esconderem as suas máscaras carnavalescas do "Japonês da Federal", o contrabandista, muitos midiotas devem estar pensando o que farão com os patinhos amarelos distribuídos pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) nas marchas golpistas pelo impeachment de Dilma. Nesta segunda-feira (18), o Estadão revelou que um importante diretor da entidade patronal deve R$ 6,9 bilhões em impostos ao governo federal - mais do que as dívidas dos estados da Bahia e Pernambuco. O jornal oligárquico, que adora usar adjetivos contra os seus adversários políticos, evita chamar o ricaço de "sonegador" ou "corrupto". Mas a matéria confirma que os midiotas serviram de massa de manobra aos falsos moralistas que se travestem de éticos para enganar os otários. Vale conferir alguns trechos:

O empresário Laodse de Abreu Duarte, um dos diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é o maior devedor da União entre as pessoas físicas. Sua dívida é maior do que a dos governos da Bahia, de Pernambuco e de outros 16 Estados individualmente: R$ 6,9 bilhões.


Laodse - que já foi condenado à prisão por crime contra a ordem tributária, mas recorreu - é um dos milhares de integrantes do cadastro da dívida ativa da União, que concentra débitos de difícil recuperação. Além de Laodse, aparecem no topo do ranking dos devedores pessoas físicas dois de seus irmãos: Luiz Lian e Luce Cleo, com dívidas superiores a R$ 6,6 bilhões.

No caso desses três irmãos, quase a totalidade do valor atribuído a cada um diz respeito a uma mesma dívida, já que eles eram gestores de um mesmo grupo empresarial familiar que está sendo cobrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A soma dos valores devidos por empresas e pessoas para o governo federal ultrapassou recentemente R$ 1 trilhão. São milhões de devedores, mas uma pequena elite domina o topo desse indesejável ranking: os 13,5 mil que devem mais de R$ 15 milhões são responsáveis, juntos, por uma dívida de R$ 812 bilhões aos cofres federais - mais de três quartos do total devido à União.

O débito desses maiores devedores representa cinco vezes o buraco total no Orçamento federal previsto para 2016.

Nesse grupo - que exclui dívidas do estoque previdenciário, do FGTS e dos casos em que há suspensão da cobrança por determinação judicial - estão desde empresas quebradas, como a Varig e a Vasp, mas também motores do PIB nacional, como a Vale, a Carital Brasil (antiga Parmalat) e até a estatal Petrobras.

Mas como pessoas físicas chegam a dever tanto ao Fisco? A explicação é que os integrantes da família Abreu Duarte foram incluídos como corresponsáveis em um processo tributário que envolveu uma de suas empresas, a Duagro - que deve, no total, R$ 6,84 bilhões ao governo.

Segundo a Fazenda, a empresa realizou supostas operações de compra e venda de títulos da Argentina e dos Estados Unidos sem pagar os devidos tributos entre 1999 e 2002. Denúncia do Ministério Público apontou que a Duagro "fraudou a fiscalização tributária." Para o MP, há dúvida sobre a real existência dos títulos negociados, já que alguns não foram lançados nas datas registradas na contabilidade.

A Procuradoria suspeita que a empresa tenha servido como "laranja" em "um esquema de sonegação ainda maior, envolvendo dezenas de outras renomadas e grandes empresas, cujo valor somente poderá vir a ser recuperado, em tese, se houver um grande estudo do núcleo central do esquema".

Segundo o site da Fiesp, Laodse é um dos atuais 86 diretores da entidade, sem especificação. Ele também integra o Conselho Superior do Agronegócio da federação e preside o Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais e seus derivados em São Paulo.

ELES PENSAM QUE SOMOS PATO. CORJA DE LARÁPIOS

Foi esta corja de larápios que orquestrou e financiou o "golpe dos corruptos" que depôs a presidenta eleita democraticamente pela maioria dos brasileiros. No maior cinismo, ela incentivou as marchas contra a corrupção e distribuiu os patinhos amarelos na Avenida Paulista. Acostumada a fazer lobby para corromper políticos, ela nunca teve qualquer compromisso com a ética. Seu intento sempre foi o de sabotar o "reformismo brando" dos governos Lula e Dilma que garantiu alguns avanços sociais nos últimos anos. Seu desejo sempre foi o de sonegar impostos, remeter ilegalmente suas fortunas ao exterior, retirar direitos trabalhistas e reduzir os gastos nas áreas sociais para elevar os seus lucros. Na prática, os midiotas que carregaram os patinhos da Fiesp foram os patéticos patos dos sonegadores!

HIPOCRISIA DA MÍDIA VASSALA




"Não é na resignação, mas na rebeldia em face das injustiças que nos afirmaremos."

Interessante que EUA, França, Inglaterra,Otan, roubam, assassinam no Iraque, Líbia, Síria e no mundo afora milhões de pessoas inocentes e a mídia lacaia nada diz. Dizem que querem a paz? 
Terroristas são os atuais dirigentes destes países. Certamente que não esta certo o que fizeram na França. Mas como não é certo que os membros da Otan, fazem. É um ato de terrorismo de Estado, as vezes com apoio da ONU. Querem paz desocupem o Iraque, Líbia e tirem as patas aqui do Brasil. Todos os povos querem a PAZ. Mas o que eles querem é que fiquemos calados, submissos, roubem nossas riquezas, vivamos na miséria. E tenhamos PAZ.A paz do opressor é
O imperialismo quer roubar nosso Pré-Sal.

GOLPISTA CANALHA!





Este golpista, entreguista, canalha, presidente da Firjan(Federação das Indústrias dos RJ) apoiou, financiou passeatas para a saída da Dilma Rousseff, porque quer abocanhar a BR Distribuidora da Petrobrás, conforme reportagem do Ancelmo Gois, do jornal vagabundo O Globo. Agora está explicado o que esse traidor da pátria quer é roubar nosso patrimônio.



NEUTRALIDADE, OMISSÃO,HIPOCRISIa

"Que é mesmo a minha neutralidade senão a maneira cômoda, talvez, mas hipócrita, de esconder minha opção ou meu medo de acusar a injustiça? "Lavar as mãos" em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele."






sexta-feira, 8 de julho de 2016

Liberais Querem Transformar Brasil Em Um Imenso "Congo Sul-Americano".

Ministro de Temer defende criação de plano de saúde “baratos” para poder aliviar o SUS


“Estou ministro da Saúde, não do Sistema Único de Saúde”, disse Ricardo Barros, ao elogiar as empresas de convênios

O ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, continua mostrando que tem lado, o dos planos de saúde no caso, na última quarta-feira (6), ele defendeu a criação de convênios mais baratos “para gerar mais conforto para a população que quer em plano de saúde mais não pode arcar com os custos”. Ele também defende que o plano tenha menos serviços de atendimento obrigatórios.
Barros, que teve financiamento dos planos de saúde em suas campanhas eleitorais em 2014 e 2006, já havia afirmado que o país não conseguiria mais sustentar direitos básicos dos cidadãos, como o acesso universal à saúde. Defendendo a privatização, afirmou que o governo federal não teria condições de sustentar os direitos que a Constituição garante.
Quando questionado sobre porque não melhorar o sistema público, em vez de incentivar a população migrar para a saúde privada Barros afirmou, “estou ministro da Saúde, não ministro do Sistema Único de Saúde. O SUS é uma boa parte do que fazemos, mas não é só”. Em entrevista o ministro já havia dito que “ninguém afirmou que a saúde tem de ser bancada apenas pelo governo”.
Para ele, as críticas da população sobre qualidade dos serviços dos planos privados e descumprimento de contrato, não são um problema porque “a adesão dos planos é voluntária, ninguém fica obrigado”.
Ele quer que estes planos reduzam a demanda pelo SUS, porque, como havia afirmado, “quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo em sustentar essa questão”.
Enquanto isso, nada se fala sobre a regulamentação dos planos suplementares, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que deveria regular o setor age mais como um defensor dos planos. Neste ano reajustou os convênios individuais e familiares em até 13,57%, maior aumento desde que a agência foi criada, e mais do que o dobro da inflação do ano passado. A ANS usou de justificativa o índice alto com os custos do setor, como “investimento em novas tecnologias”.
Segundo a ANS, os planos de saúde perderam 951 mil clientes. O setor tem atualmente 48.490 milhões de beneficiários em planos de assistência médica.
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PEC 241 será a morte do SUS, alertam entidades em protesto



 Chamada de “PEC da Morte”, proposta limita verbas da Saúde, Educação, além de outras medidas contra o setor público 
Entidades de diversas áreas sociais ocuparam as ruas de Brasília, nesta quarta-feira, 6, em repúdio ao desmonte do SUS, que tem sido alvo constante do pacote de arrocho fiscal promovido de Dilma a Temer. Após diversos cortes no setor nos últimos anos, segue em tramitação, no Senado Federal, o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241/2016 que atinge não só a Saúde, mas também a Educação e diversas áreas do setor público, ao exigir que União, Estados e Municípios limitem o crescimento de seus gastos apenas de acordo com a inflação do ano anterior.
Para o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos, “com o estabelecimento desse teto [de limite de gastos] pelo atual governo, o repasse vai reduzir mais ainda. Isso significa que o SUS que já estava na UTI, agora teve os aparelhos desligados”, disse, durante a marcha realizada na esplanada.
Ainda como parte das mobilizações em defesa da saúde pública, entidades e movimentos sociais participaram de uma audiência pública no Senado, no dia anterior, dia 5, convocada pela a Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Durante a audiência, a proposta, chamada de “PEC da Morte”, foi duramente criticada pelos participantes. Além de impor limite de gastos, a PEC, que duraria 20 anos, prevê ainda punição aos poderes pelo descumprimento do limite, ficando proibido no exercício seguinte conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos; criar cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa; alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa; admitir ou contratar pessoal, a qualquer título, ressalvadas a reposição decorrente de aposentadoria ou de falecimento de servidores, e as reposições de cargos de chefia e de direção; realizar concurso público.
A proposta já havia sido defendida por Dilma, ainda em fevereiro deste ano, quando prometeu encaminhar até junho um projeto para limitar gastos públicos, defendendo ainda a reforma da Previdência e a volta da CPMF. Ou seja, gastar menos dinheiro com o povo para poder liberar mais para gastar com juros no superávit primário.
“Antes de se pagar a dívida monetária, há de se resgatar a dívida social histórica”, disse o advogado e consultor executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura. Para ele, a busca pelo equilíbrio fiscal não pode prejudicar os fins sociais do Estado.
A COBAP também se uniu aos movimentos sociais nas ruas para protestar contra o desmonte do SUS. Para a entidade, essa “PEC pretende cortar 12 bilhões da área da saúde pública. Caso aprovada, a medida irá reduzir drasticamente o atendimento à população e alterará o modelo de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Na avaliação do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispo auxiliar de Brasília, Dom Leonardo Ulrich Steiner, a PEC significará um retrocesso. Para o secretário-executivo do Grito dos Excluídos, Luiz Bassegio, a proposta representa a perda de direitos estabelecidos na Constituição Federal de 1988. Ele afirmou que as atuais medidas vão ter como consequência imediata o aumento da pobreza.
A Marcha, contou com representantes de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Alagoas, Amazonas, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pará, Amapá, Paraíba, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima, Espírito Santo, Goiás e do Distrito Federal.
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Os dez fundos especulativos que controlam Kroton e Estácio e o seu processo de fusão


Após registrar um aumento de 61,2% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, a Kroton Educacional está tentando comprar a ‘rival’ Estácio Participações. A possível fusão prevê corte de gastos, entre eles de salários de professores e funcionários, e aumento dos lucros. Os dez acionistas que as empresas têm em comum, que são fundos estrangeiros de investimentos e possuem 46% da Estácio e 32% da Kroton, comemoraram.
A unificação dos negócios entre Kroton e Estácio passa longe da discussão sobre qualidade de ensino, é simplesmente financeira e pode criar um verdadeiro monstro, com 1,6 milhão de estudantes universitários no país. A Kroton já é a maior multinacional de educação controlada pelo capital financeiro internacional presente no país, e acumulou no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de R$ 599,4 milhões.
Entre os dez acionistas que as empresas têm em comum estão: o fundo norte-americano Oppenheimer, que tem 17% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Embraer, MRV e outras; fundo sul africano Coronation, que tem 10% da Estácio e 4,5% da Kroton, além de participações na Hering, Marisa e outras; o fundo norte americano BlackRock, que tem 5% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Embraer e outras; Capital World Investors, que tem 5% da Estácio e 5% da Kroton, além de participações na Klabin, na BM&FBovespa, e outras.
Os fundos BlackRock e Capital World Investors estão entre os maiores fundos de investimentos do mundo e tem investimentos no Bank Of America, Citi Group, JP Morgan, Goldman Sachs. Ou seja, o que não falta é sanguessuga querendo se aproveitar dos estudantes brasileiros.
O objetivo da fusão é remunerar seus acionistas, driblando a crise econômica e a queda dos investimentos no FIES, que garantia lucro certo às privadas. Ricardo Kim, analista da XP Investimentos, afirma que com fusões e aquisições, fica mais fácil gerar receita. No mesmo sentido Bruno Giardino, do Santander, diz que “a compra da Estácio pode ser um gatilho para que outras transações ocorram no segmento, as empresas tendem a ficar inclinadas a se combinar para se manterem competitivas”, palavras bonitas para dizer que mesmo com a crise as empresas não vão deixar de gerar lucro, mesmo que para isso seja preciso demitir, superlotar ainda mais as salas de aula e precarizar ainda mais o ensino.
Segundo os acionistas a proposta da Kroton deve gerar ganhos rápidos para esse grupo de acionistas por meio de cortes de custos, já que a operação da Estácio é considerada “menos eficiente”. A expectativa é que a Kroton integre a área administrativa das empresas, “o que geraria redução direta de despesas [leia-se postos de trabalho] logo que concluída uma fusão”.
Outro ponto importante são os custos com professores. “Um fator chave nas grandes companhias privadas de ensino é a capacidade de manter um alto número de alunos por sala de aula, de forma a impedir que a formação de muitas turmas com poucos estudantes se torne onerosa. Para isso, a Kroton tem um modelo acadêmico que consegue combinar turmas numa mesma sala de aula e, do ponto de vista do investidor, esse modelo é mais eficaz que o da Estácio”, dizem os analistas do jornal Valor Econômico em defesa da experiência da multinacional.
A Associação de Docentes da Estácio de Sá (Adesa), que representa os cinco mil professores da rede anunciou que é contra a fusão das instituições. Antonio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Professores do Município do Rio e Região (SinproRio), avaliou “quando eles fundem, você perde a referência de negociação [...] Hoje, os professores do Rio ganham, por hora-aula, em torno de R$ 50, no caso de professor auxiliar, em torno de R$ 53, no caso professor assistente, com pós-graduação, R$ 57, no caso de quem tem mestrado, e R$ 60, para professores com doutorado. Na Unipli (que pertence à Kroton), em Niterói, eles pagam de R$ 25 a R$ 30”.
A nível de comparação, em 2015, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeoesp), um professor da rede estadual paulista (ensino fundamental/médio), recebia em torno de R$ 56 por hora aula.
ERRATA: Afirmamos, na última edição, que o grupo GP Investiments era controlador da Estácio com 20% das ações da empresa, mas o grupo de desfez de suas ações em 2013.
CAMILA SEVERO
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