BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 2

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 3

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 4

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 5

ANDREIA DO CHARLINNHO PDT PARTE 9

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 10

ANDREIA DO CHARLINHO PARTE 01

ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015 PARTE 12

domingo, 29 de agosto de 2010

CANDIDATA DEPUTADA ESTADUAL ANDREIA CHARLINHO DO PDT 12015

CANDIDATA DEPUTADA ESTADUAL ANDREIA DO CHARLINHO DO PDT 12015 EM CONCEIÇÃO DE JACAREI - MANAGARATIBA.

(EU E ANDREIA)







RECEBIDA CALOROSAMENTE PELO POVO, JUNTO COM O PREFEITO CHARLINHO DE ITAGUAÍ E O EX-PREFEITO FERNANDO JORDÃO DE ANGRA DOS REIS.
O PDT DE MANGARATIBA PRESENTE, TOTAL APOIO A ANDREIA DO CHARLINHO
PREFEITO CHARLINO E ANDREIA



 DEPUTADA ESTADUAL ANDREIA DO CHARLINHO PDT 12015

sábado, 28 de agosto de 2010

Getúlio Vargas - Discurso do Dia do Trabalho de 1951

Leitura da Carta Testamento de Getúlio Vargas.

SUBALTERNOS ACHAM QUE SÓ O QUE É DE FORA TEM VALOR, DIZ LULA


“A pior doença que existe na Humanidade é o preconceito. E eu sei o quanto de preconceito eu fui vítima nesse país”, afirmou o presidente Lula, em discurso emocionado para a multidão que foi assistir ao comício da campanha de Dilma e Zeca do PT, na terça-feira, em Campo Grande-MS. “Hoje eu brinco com o preconceito. Quando eu falo ‘menas laranja’ as pessoas acham engraçado. Se eu falasse em 89, eu era um “anarfa”, salientou.

“Pois a ignorância dos que me achavam anarfa”, prosseguiu Lula, “era confundir a inteligência com o conhecimento e o aprendizado no banco da escolaridade”. “A ignorância era de algumas pessoas que achavam que só tinha valor aquilo que vinha de fora. É americano, é maravilhoso. É europeu, é extraordinário. É chinês, é fantástico. É japonês, é não sei o que lá”.

“Eles se comportavam como cidadãos de segunda classe, como verdadeiros vira-latas que não se respeitavam e não tinham auto-estima”, acrescentou. “Eu me lembro como se fosse hoje, eu estava almoçando na Folha de S. Paulo e o diretor da Folha de S. Paulo (Otávio Frias Filho) perguntou prá mim: escuta aqui ô candidato, o senhor fala inglês? Eu falei, não. Como é que você quer governar o Brasil, se você não fala inglês? Eu falei, mas eu vou arrumar um tradutor. Mas, assim não é possível. O Brasil precisa ter um presidente que fala inglês”.

“Aí eu perguntei prá ele: alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português? Não, mas eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português. Era eu, o subalterno, o país colonizado que tinha que falar inglês e não eles falarem o português”, disse o presidente, sob intensos aplausos.

Lula relatou que se sentiu chateado e decidiu levantar-se da mesa. “Eu não vim aqui para dar entrevista, vim para almoçar. Isso é uma entrevista, portanto, eu vou embora. Eu levantei, larguei o almoço, peguei o elevador e fui embora”, contou o presidente, destacando que vai terminar o mandato, “sem precisar ter almoçado com nenhum jornal e nenhuma televisão”.

“Vou terminar o meu mandato e também nunca faltei com o respeito com nenhum deles. Já faltaram com o respeito comigo. E vocês sabem o que já fizeram comigo. Se dependesse de determinados meios de comunicação eu teria zero na pesquisa e não 80% de bom e ótimo como nós termos nesse país”, frisou.

Dirigindo-se ao público presente, Lula destacou que “vocês um dia tiveram a mesma consciência que a maioria negra da África do Sul teve ao eleger um negro que representava 26 milhões de pessoas que eram dominados por 6 milhões de brancos. Vocês um dia tiveram a mesma consciência dos negros da África do Sul que elegeram Mandela para presidente da República daquele país depois de 27 anos de cadeia”.

“Vocês tiveram consciência de eleger um metalúrgico que tinha perdido muitas eleições por ser igual à maioria do povo”. “E o povo não acreditava que fosse capaz de dar a volta por cima. O povo não acreditava porque nós aprendemos a vida inteira que nós éramos seres inferiores”, disse o presidente. “Que para governar esse país precisava ser um usineiro, tinha que ser fazendeiro, tinha que ser advogado, tinha que ser empresário, tinha que ser doutor, mas um igual a gente não poderia governar esse país. Nós não sabemos governar”.

E, dirigindo-se ao candidato a governador, Zeca do PT, que é bancário, Lula disse emocionado: “Se coloca no seu lugar, bancário, porque esse país foi feito para ser governado por banqueiro e não por bancário”. E, dirigindo-se a Dilma, falou: “Se coloca no seu lugar, mulher. Porque esse país é para ser governado por homens e não por mulher”.

E, por fim, completou: “Se coloca no seu lugar, metalúrgico. Porque esse mundo não é para ser governado pelos que moram no andar de baixo, mas sim pelos que moram no andar de cima. É assim que a escola ensinou. É assim que a sociologia ensinou. É assim que nos ensinaram a vida inteira. Até que um dia, eu, lendo um poema do Vinicius de Moraes, “Operário em Construção”, aprendi que um operário poderia dizer não. E quando ele disse não, a lógica perversa que estava montada...”.
“É verdade que eu perdi três eleições, mas eu já ganhei duas eleições e vamos ganhar a terceira, com essa mulher que vai ser a presidente da República”, concluiu, arrancando muitos aplausos.

Antes do presidente, Dilma destacou a importância de ir para as ruas e disputar o voto. “É importante que nós não achemos que já ganhamos [a eleição], porque quem ganha é o voto do povo nas urnas. E nós respeitamos o voto povo”, disse.

Recife de braços abertos para Dilma e Lula

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estamos entrando no jornalismo da Era da Rede

TUCANO É PAUTADO POR MIDIA E MARQUETEIROS

Tentam pautar Dilma, conseguem fazer agenda de Serra...

"Estão tentando pautar a minha campanha. Como falar em ajuste (fiscal) em um país que cresce 5% ao ano, tem geração de emprego e US$ 255 bi em reservas (cambiais)?" O questionamento é da nossa candidata a presidente Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) ante a insistência da mídia em anunciar que ela já tomou as primeiras deliberações de seu futuro governo, quando ainda está em campanha.

Com Dilma a mídia está tentando. Com nosso adversário, José Serra, presidenciavel da coligação de direita PSDB-DEM-PPS ela conseguiu. Serra está sendo dirigido e pautado pela mídia e pelos marqueteiros. Em cada Estado, em campanha, ele promete tudo - como fez ontem, em relação a uma refinaria de petróleo para o Rio Grande do Norte.

Esta história do Serra no Nordeste, de anunciar uma grande obra por Estado e prometer tudo em cada um, não resolve, não cola, nem apaga seu histórico de adversário da região. Quando Ministro do Planejamento de FHC e como deputado e senador, Serra sempre se opôs às políticas de desenvolvimento e incentivos fiscais ao Nordeste e ao Norte do Brasil.

Antero de Barros, o "fantasma" de Serra em Cuiabá

José Serra é o responsável pela não aprovação da reforma tributária, da mudança no ICMS cujos principais beneficiados seriam os nordestinos. E não é só isso: o candidato tucano fez oposição às principais obras do presidente Lula na área, como a Transnordestina e a integração e transposição na bacia do rio São Francisco. Fora o fato de sempre ter se oposto ao papel do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e à ação do BNDES na região, dois dos principais pilares do crescimento ali.

Por isso Dilma está coberta de razão quando cobra coerência do adversário."Ele está fazendo o que não é correto. Crítica e esconde que está criticando. Era melhor assumir isso", acentuou Dilma mostrando um exemplo dessa incoerência: o tucano tenta desqualificar a campanha dela com críticas ao governo Lula, mas mostra a imagem do presidente em sua propaganda na TV.

"Em todas as oportunidades, meu adversário tem usado um método ineficaz com falsas afirmações com as quais tenta impor o medo e a criação de um clima que lembra a estratégia de 2002", reforçou Dilma.

Ela fez campanha em Rondonópolis (MT) e Cuiabá para reeleger o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) e derrotar Antero Paes de Barros, o candidato tucano ao Senado. Antero é empregado de Serra que o contratou como integrante do conselho de administração da SABESP, estatal paulista, apesar dele morar em Cuiabá, a 2 mil km de São Paulo.

ZÉ DIRCEU

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ANDREIA PDT 12015

CANDIDATA DEPUTADA ESTADUAL ANDREIA PDT 12015

ANDREIA PDT 12015

ANDRÉIA CANDIDATA DO PDT CHARLINHO 12015

PESQUISAS POLÊMICAS

Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse nove pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores? O artigo é de Marcos Coimbra.

Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor.

Pesquisas nas quais não se pode confiar são um problema. Elas atrapalham o raciocínio. É melhor não ter pesquisa nenhuma que tê-las.

Ao contrário de elucidar e ajudar a tomada de decisões, confundem. Quem se baseia nelas, embora ache que faz a coisa certa, costuma meter os pés pelas mãos.

Isso acontece em todas as áreas em que são usadas. Nos estudos de mercado, dá para imaginar o prejuízo que causam? Se uma empresa se baseia em uma pesquisa discutível na hora de fazer um investimento, o custo em que incorre?

Na aplicação das pesquisas na política, temos o mesmo. Ainda mais nas eleições, onde o tempo corre depressa. Não dá para reparar os erros a que elas conduzem.

Pense-se o que seria a formulação de uma estratégia de campanha baseada em pesquisas de qualidade duvidosa. Por mais competente que fosse o candidato, por melhores que fossem suas propostas, uma candidatura mal posicionada não iria a lugar nenhum. Com a comunicação é igual. Boas pesquisas são um insumo para a definição de linhas de comunicação que aumentam a percepção dos pontos fortes de uma candidatura e que explicam suas deficiências. As incertas podem fazer que um bom candidato se torne um perdedor.

E na imprensa? Nela, talvez mais que em qualquer outra área, essas pesquisas são danosas. Ao endossá-las, os veículos ficam em posição delicada.

Neste fim de semana, a Folha de São Paulo divulgou a pesquisa mais recente do Datafolha. Os problemas começaram na manchete, que se utilizava de uma expressão que os bons jornais aposentaram faz tempo: “Dilma dispara…”. “Dispara..”, “afunda…” são exemplos do que não se deve dizer na publicação de pesquisas. São expressões antigas, sensacionalistas.

Compreende-se, no entanto, a dificuldade do responsável pela primeira página. O que dizer de um resultado como aquele, senão que mostraria uma “disparada”? Como explicar que Dilma tivesse crescido 18 pontos em 27 dias, saindo de uma desvantagem para Serra de um ponto, em 23 de julho, para 17 pontos de frente, em 20 de agosto? Que ganhasse 24 milhões de eleitores no período, à taxa de quase um milhão ao dia? Que crescesse nove pontos em uma semana, entre 12 e 20 de agosto, apenas nela conquistando 12,5 milhões de novos eleitores?

O jornal explicou a “disparada” com uma hipótese fantasiosa: Dilma cresceu esses nove pontos pelo “efeito televisão”. Três dias de propaganda eleitoral (nos quais a campanha Dilma teve dois programas e cinco inserções de 30 segundos em horário nobre), nunca teriam esse impacto, por tudo que conhecemos da história política brasileira. Aliás, a própria pesquisa mostrou que Dilma tem mais potencial de crescimento entre quem não vê a propaganda eleitoral. Ou seja: a explicação fornecida pelo jornal não explica a “disparada” e ele não sabe a que atribuí-la. Usou a palavra preparando uma saída honrosa para o instituto, absolvendo-o com ela: foi tudo uma “disparada”.

É impossível explicar a “disparada” pela simples razão que ela não aconteceu. Dilma só deu saltos espetaculares para quem não tinha conseguido perceber que sua candidatura já havia crescido. Ela já estava bem na frente antes de começar a televisão.

Mas as pesquisas problemáticas não são danosas apenas por que ensejam explicações inverossímeis. O pior é que elas podem ajudar a cristalizar preconceitos e estereótipos sobre o país que somos e o eleitorado que temos.

Ao afirmar que houve uma “disparada”, a pesquisa sugere uma volubilidade dos eleitores que só existe para quem acha que 12,5 milhões de pessoas decidiram votar em Dilma de supetão, ao vê-la alguns minutos na televisão. Que não acredita que elas chegaram a essa opção depois de um raciocínio adulto, do qual se pode discordar, mas que se deve respeitar. Que supõe que elas não sabiam o que fazer até aqueles dias e foram tocadas por uma varinha de condão.

Pesquisas controversas são inconvenientes até por isso: ao procurar legitimá-las, a emenda fica pior que o soneto. Mais fácil é admitir que fossem apenas ruins.

Marcos Coimbra - Correio Braziliense


SERRA/FHC É REJEITADO POR 40,7% DOS ELEITORES.

Para o Instituto, Dilma Rousseff venceria no primeiro turno com 55,3% dos votos válidos

Apresentando a pesquisa que seu instituto realizou nos dias 20 a 22 agosto, o diretor do Sensus, Ricardo Guedes, disse que “é uma eleição tecnicamente decidida em primeiro turno”.

Para os institutos de pesquisa tudo é “tecnicamente”. Mas, realmente, o que os números coletados pelo Sensus apontam é que Dilma Rousseff vence no primeiro turno das eleições presidenciais.

Em votos válidos – que são os que importam – Dilma, segundo o Sensus, estava, até então, com 55,3% das preferências contra 33,7% de Serra. Trata-se de uma diferença (21,6 pontos percentuais) acachapante – sobretudo considerando que, quando a pesquisa foi encerrada, a campanha para presidente estava apenas no terceiro dia de horário eleitoral na televisão.

Seu significado político é claro: a derrocada, a bancarrota, talvez não seja exagero, o desabamento político-eleitoral do reacionarismo entreguista, antinacional, antipopular e, como nos últimos dias está se tornando cada vez mais evidente, antidemocrático. É quase inevitável lembrar Fernando Henrique, à sombra do qual Serra sempre ficou, prometendo sepultar a “Era Vargas”. Muito rápido, foram eles os sepultados, em poucos anos. A época de Getúlio, iniciada em 1930, está evoluindo bem depois de 80 anos.

Junto com a abjeção neo-entreguista, faliu também os que tentaram fraudar pesquisas para mantê-la. Em seu último esforço, a sopapos, para impedir que a realidade a triture, a “Folha de S. Paulo” e seu instituto, o “Datafolha”, quinta-feira divulgaram que Dilma está com 55% dos votos válidos, vencendo em todas as regiões do país – inclusive no Estado de São Paulo, onde ela vence na capital e no interior. É até interessante o comentário de um dos funcionários do Otavinho: “No Sul, com o qual Serra contava, houve crescimento de cinco pontos da petista. Entre os mais velhos, o salto foi de nove pontos. Entre os com renda acima de dez salários mínimos, de 12 pontos. No Sul, Dilma subiu de 38% para 43%. Em Minas (um Estado pêndulo capaz de decidir a eleição), a petista subiu sete pontos. No Rio Grande do Sul, alta de oito pontos. Na Bahia, 12. (…) todos pareciam querer distância do PT, de Lula e de Dilma. Agora, conservadores, idosos, ricos, sulistas e até paulistas se agarram às suas franjas”.

O “todos pareciam querer distância” e as “franjas” são um problema da “Folha”, sempre atribuindo aos outros tanto a sua fraude, quanto o fracasso dela, quanto o seu oportunismo. Quando deixa de roubar um pouco nos números, a “Folha” rouba na interpretação deles.

Se o principal oponente de Dilma fosse um sujeito, digamos, mais racional, deveria estar querendo encerrar logo essa campanha. Se fosse racional mesmo, já devia ter desistido. A continuar na mesma tecla, uma mistura demagógica de agressão estúpida e enrolação inútil, é impossível saber quanto – isto é, quão baixo – ele irá afundar. E, se mudar de tecla, também.
Algumas coisas na pesquisa Sensus são sugestivas desse soçobramento, que não é infinito - pois não há número negativo de votos - mas que está longe do fim.

A primeira é a rejeição. Serra aparece com 40,7% de rejeição – isto é, 40,7% dos entrevistados disseram que não votam nele de jeito algum, nem se fosse candidato único. Diz o diretor do Sensus que “acima de 40% de rejeição, um candidato perde um pouco a capacidade de ganhar a eleição”. Deve ser verdade, já que parece algo difícil um candidato se eleger com metade dos eleitores querendo que ele vá cantar em outra freguesia.

Dilma tem a menor taxa de rejeição entre os candidatos – somente 28,9% dos pesquisados disseram que não votariam nela, o que quer dizer que 71,1% deles ou votam ou admitem a possibilidade de votar na candidata do presidente Lula.

Serra está a caminho de bater o recorde de rejeição, o de Fernando Henrique em 2002, quando, segundo o Sensus, 53,9% queriam vê-lo fora do Planalto logo, já, e o quanto antes.

Porém, o mais significativo é a evolução da rejeição. Antes do horário eleitoral na TV, eram 30,8% os que não votariam em Serra sob nenhuma hipótese. Ou seja, a rejeição aumentou 9,9 pontos após três dias de propaganda televisiva. Enquanto isso, Dilma só oscilou ligeiramente acima da margem de erro da pesquisa, pois antes do programa sua taxa de rejeição era 25,3% e a margem de erro é (+ou-) 2,2.

A segunda questão é o que o Sensus chama de “expectativa de vitória”. Nada menos do que 61,8% dos pesquisados acham que Dilma vence as eleições, isto é, 6,5 pontos acima dos que dizem que vão votar nela. Já Serra, somente 21,9% acham que ele vai ganhar, ou seja, 11,8 pontos abaixo dos que dizem que vão votar nele. Logo, boa parte dos que dizem votar nele, acham que vai perder. Mesmo se mantiverem o voto, essa faixa, aliás, crescente, não estará animada para recomendar a outros o seu candidato.

A terceira é a avaliação do programa eleitoral na TV: 56% acham que o programa de Dilma é melhor do que o de Serra, contra 34,3% que acham o inverso.

A quarta é a aprovação de Lula – 80,5% aprovam o desempenho do presidente.

Portanto, Dilma tem ainda muito para crescer. E Serra para descer.

CARLOS LOPES

CARTA-TESTAMENTO: O MAIOR LIBELO DA HISTÓRIA DO BRASIL

No início de agosto de 1954, tudo indicava que o governo do presidente Getúlio Vargas

 havia derrotado a conspiração golpista que começara antes mesmo de sua posse (a quatro meses das eleições presidenciais, Carlos Lacerda escreveu em seu jornal, a Tribuna da Imprensa: “O sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.
Em junho, uma tentativa de impeachment não conseguira o apoio nem ao menos de toda a UDN – fora derrotada por 136 votos contra e 35 votos a favor.

Mas, em 5 de agosto, os golpistas conseguiram um cadáver, o de um major que fazia a segurança de Lacerda – e uma farsa, a história de um suposto atentado contra Lacerda, hoje completamente insustentável, após o trabalho dos repórteres Palmério Dória e Hamilton Almeida Filho (“Mataram o Presidente!”, Editora Alfa-Omega, 1978) e do pesquisador Ronaldo Conde Aguiar (“Vitória na Derrota – A Morte de Getúlio Vargas”, Ed. Casa da Palavra, 2004). Para uma síntese, ver HP, 28/08/2005.

No dia 24 de agosto, o presidente Getúlio sacrificava sua vida – e sua carta-testamento se tornaria o documento mais importante, mais candente e mais profundo de toda a História do Brasil. É este texto que hoje republicamos.
Getúlio havia explicitado a posição que posteriormente nortearia seu governo em maio de 1947, discursando no Senado. Disse ele:
“O que existe por parte de alguns homens em nosso país, arvorados em líderes da economia nacional, é apenas um acentuado complexo contra o trabalhador brasileiro. Acham que ele não deve ser operário nas fábricas, que o Brasil não deve ter indústria, que é indispensável destruir toda e qualquer possibilidade de trabalho fora dos campos. O Brasil, no conceito desses homens, deve ser uma nação essencialmente agrícola. O operário deve mudar de profissão, pelo que pretendem, ou então voltar ao regime de escravatura”.

Durante a campanha eleitoral, tornou mais nítidos os seus pontos de vista. Em 10 de agosto de 1950, discursaria em São Paulo:

“O que existe, defendida intransigentemente pelos velhos partidos, com novos rótulos, é a democracia política, baseada em leis que lhe asseguram o gozo de privilégios para oprimir e explorar o trabalho alheio. O trabalhismo brasileiro surgiu, assim, como uma afirmação contra a máquina montada em nome da liberdade política, com sacrifício da igualdade social”.

A questão fundamental era clara para ele há muito tempo. Em 1944, ao se referir às relações econômicas com os EUA no pós-guerra, havia enunciado:

“Não podemos admitir a hipótese de que terminada a guerra e depois de tantos sacrifícios venham a persistir nas relações entre os povos os mesmos processos condenáveis de dominação econômica. (…) E nem vale a pena pensar em que desorganização caótica, de revoluções e perturbações, mergulhará o mundo de novo se não for ouvida a voz da razão e não nos convencermos de que não é possível a hegemonia de nenhum povo ou raça, isoladamente, sobre os demais”.

A eleição, além da vitória esmagadora de Getúlio, confinou a UDN a três governos estaduais - Alagoas, Mato Grosso e Paraná. Num quarto, o Pará, a UDN venceu em coligação com o PSP, de Ademar de Barros, que apoiava Getúlio.

Apesar disso, a campanha golpista começou logo em seguida – para isso, funcionava no Rio de Janeiro o “Escritório Monsen”, uma suposta empresa de advocacia pertencente à Standard Oil, que tinha como um de seus principais membros o genro do diretor da Hollerith, uma subsidiária da IBM.

A questão, confessada depois pelo próprio Lacerda e por Eugênio Gudin – o mais notório defensor da nossa suposta “vocação agrícola” - era impedir que a política de Getúlio se tornasse “permanente”, se consolidasse como o programa do Estado e da Nação brasileira naquela nova fase da nossa história.

Para isso, a conspirata golpista seguiu por três lados: a tentativa de isolar o governo das Forças Armadas; a tentativa de privar Getúlio de qualquer órgão de comunicação com o povo; e a tentativa de isolá-lo do empresariado nacional.

O primeiro episódio não poderia ser mais claro sobre o caráter dos golpistas: a campanha contra o ministro da Guerra, general Newton Estillac Leal, por sua oposição a que o Brasil enviasse tropas para ajudar os EUA na agressão à Coreia. Em dezembro de 1951, o presidente decidiu, definitivamente, que o Exército Brasileiro não iria coadjuvar a agressão.

No mesmo mês, Getúlio enviou ao Congresso o projeto inicial de criação da Petrobrás. Isso iniciaria dois anos de luta pela aprovação.

Em 31 de dezembro de 1951, o presidente denunciou a escandalosa remessa de lucros das empresas estrangeiras. Logo em seguida, a 3 de janeiro de 1952, ele assinaria um decreto limitando em 10% dos lucros as remessas para o exterior. Os EUA, imediatamente, ameaçaram suspender todos os financiamentos ao Brasil. Mas o presidente manteve o decreto.

Enquanto isso, a oposição dos militares brasileiros a que fossem morrer pelos norte-americanos na Coreia e seu apoio à Petrobrás foram tachados de “comunistas”. A questão era atrair, neutralizar e intimidar oficiais com essa cruzada, para fazer com que o Ministério da Guerra ficasse em mãos cada vez menos firmes – em 1952, Estillac Leal sai do ministério.

Era impossível, no entanto, derrubar o governo sem isolá-lo do povo, portanto, tentar destruir o único jornal com que Getúlio contava, a “Última Hora”, de Samuel Wainer.

Em abril de 1953, Lacerda publicou uma acusação falsa, a de que Wainer não havia nascido no Brasil: a Constituição de 46 proibia a propriedade de órgãos de comunicação por estrangeiros ou brasileiros naturalizados. O serviçais do escritório da Standard Oil acusavam Wainer de ser... estrangeiro.

Em seguida, a acusação passou a ser a de que o jornal tinha obtido créditos bancários para se viabilizar. Exigiam da empresa que fosse a única no mundo a sobreviver sem empréstimos. Por fim, acusavam o governo de favorecer o jornal. Com sua falta de escrúpulos, Lacerda inventou um crédito de Cr$ 300 mil que teria sido concedido pelo Banco do Brasil ao “Última Hora” sem que Wainer tivesse que pagá-lo. Além disso, um aval cambial para importação de papel de imprensa, que o BB estava, por lei, obrigado a conceder, foi chamado de “empréstimo”.

No entanto, a “Última Hora” era o jornal que devia menos ao BB – a dívida executável era de 8 mil cruzeiros. Já os “Diários Associados”, de Chateaubriand, deviam CR$ 162 milhões ao BB; “O Globo”, somente nos dois anos anteriores, tinha obtido US$ 1.022.211,00 do BB em sucessivos empréstimos, dando sempre como garantia uma mesma velha impressora, e sem quitar durante esse período sequer o primeiro desses empréstimos. O próprio jornal de Lacerda, insignificante quanto à tiragem, era devedor do BB.

O próximo alvo foi o Ministério do Trabalho, encabeçado por João Goulart.

A 8 de março de 1953, o “The New York Times” iniciou, em editorial, a campanha contra Jango, mais jovem ministro da História da República, logo copiada pela imprensa golpista interna.

Em seu primeiro ano de governo, Getúlio havia aumentado o salário mínimo – que ficara sem nem ao menos reajuste durante oito anos - de 380 cruzeiros para 1.200 cruzeiros. Agora, na iminência de outro aumento, a ser concedido em maio de 1954, foi inventada uma peculiar teoria, segundo a qual o aumento não poderia ultrapassar a inflação, isto é, não poderia haver aumento real, sob pena do empresariado ir à falência.

Diante da gritaria que conseguiu envolver setores do empresariado e alguns militares de prestígio - o chamado “manifesto dos coronéis” -, Jango resolveu demitir-se para privar a conspiração de um alvo e impedir que o governo fosse paralisado. Mas o aumento de 100% foi decretado no dia 1º de maio de 1954 - e nenhuma empresa faliu por causa dele. Pelo contrário, representou a expansão do mercado interno para essas empresas.

Nesse primeiro de maio, olhando para algumas décadas mais tarde, Getúlio afirmou:
“Constituís a maioria. Hoje estais com o governo. Amanhã sereis o governo. A satisfação dos vossos reclamos, as oportunidades de trabalho, a segurança econômica para os vossos dias de infortúnio, o amparo às vossas famílias, a educação dos vossos filhos, o reconhecimento dos vossos direitos, tudo isso está ao alcance das vossas possibilidades. Não deveis esperar que os mais afortunados se compadeçam de vós, que sois os mais necessitados. Deveis apertar a mão da solidariedade, e não estender a mão à caridade. Trabalhadores, meus amigos! Com consciência da vossa força, com a união das vossas vontades e com a justiça da vossa causa, nada vos poderá deter”.





Carta-testamento



“Mais uma vez, as forças que os interesses contra o povo coordenaram novamente, se desencadeiam sobre mim.

Não me acusam, me insultam; não combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei um regime de liberdade social. Tive que renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se a dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, e mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobras foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária, que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de cem milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma agressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. As aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem sentireis minha alma sofrendo a vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para realização. Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta.
Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”



GETÚLIO VARGAS
C.L