BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















sábado, 31 de janeiro de 2009

O LOBO DO MAR

Logo depois da revolução de 30, embora o governo brasileiro estivesse `honrando integralmente os compromissos de pagamento da dívida externa` (FGV), jornais começaram a noticiar a possibilidade de os Estados Unidos penhorarem o ouro brasileiro lá depositado.
Getulio ficou irritadíssimo. Osvaldo Aranha tinha deixado o Ministério da Justiça no fim de 1931 e assumido a Fazenda. Depois de uma conversa com um amigo que chegara de Nova York, Aranha disse a Vargas: - Getulio, tu precisas ir lá. Os Estados Unidos excedem em tudo que se pode imaginar. Nova York é uma cidade ciclópica e tentacular, alguma coisa de inacreditável pela grandeza, pelo progresso.
Getulio ouvia em silêncio, charuto na boca:
- Não vou. O cérebro deles é de cimento, chiclete e matéria plástica. E nunca foi lá. Na guerra, quando Franklin Roosevelt quis conversar com ele, teve de vir ao Brasil. Numa cadeira de rodas.
Estados Unidos
Getulio citou cimento, chiclete e matéria plástica. Esqueceu os tiros e bombas. Está no Brasil o subsecretario de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer. Visitou a Petrobras e o ministro de Minas e Energia: `Na pauta, a garantia de abastecimento energético` (Ilimar, `O Globo`).
Os Estados Unidos imaginavam que iam resolver sua crise de petróleo com tiros e bombas, invadindo e ocupando o Afeganistão e o Iraque e intimidando o Irã. As duas guerras continuam matando americanos e devastando os dois países e o Irã, dando uma banana para eles: `A dependência dos Estados Unidos do petróleo, que Barack Obama chama `o sofrimento dos americanos`, está mexendo com o bolso e a cabeça do americano médio. As reservas estratégicas de petróleo do país estão um pouco acima de 700 milhões de barris` (Merval Pereira, `O Globo`).
Petrobras
De repente, a Petrobras descobriu o `pré-sal`, a mais fantástica bacia de petróleo aparecida em todo o mundo nas últimas decadas: de 30 a 50 bilhões de barris, podendo chegar até 100 bilhões. É a nossa Olimpíada.
E não mais que de repente, como diria o poeta, `para patrulhar o Atlântico Sul`, os EUA resolvem recriar a IV Frota de sua Marinha, criada em 1943, durante a guerra e desativada em 50, há 58 anos. A América do Sul é a área prioritária para atuação, podendo, além do mar, penetrar pelos rios Amazonas (Brasil), Orinoco (Venezuela) e Prata (Argentina).
O embaixador dos Estados Unidos, Cliffor Sobel (será que ele também é fissurado numa gravatinha alheia?), nem tentou disfarçar: `Foi sugerido que o restabelecimento da frota está relacionado com descobertas recentes de petróleo. É importante deixar claro: não é o caso`.
IV Frota
O diretor do Departamento de Defesa da Federação das Indústrias de São Paulo, Jairo Candido, não se deixou enganar e foi ao ponto certo: `A IV Frota está sendo ativada porque deveremos estar entre 2013 e 2014 com um bilhão a mais de barris de petróleo por ano, subindo para 2,8 bilhões. Não é para tomar ou ocupar, mas para vigiar esse território`.
O professor da National War College, de Washington, Frank Mora, acha que `a reação emocional da América Latina é compreensível ante o histórico de intervenções militares dos Estados Unidos na região`.
Elio Gaspari
Elio Gaspari, com sua autoridade interna e externa, concorda:
`O professor John Coatsworth, da Universidade de Colúmbia, ensina que, entre 1898 e 1994, os Estados Unidos ajudaram a derrubar 41 governos latino-americanos. Um a cada 28 meses. As intervenções militares diretas foram 17. No Brasil, a primeira intervenção americana ocorreu em 1864, com o seqüestro de um vapor confederado no porto de Salvador`.
O comandante da IV Frota será o contra-almirante Joseph Kernan, especializado em táticas de guerra nos mares e membro do US Navy Sea Air and Land, a elite naval norte-americana. É um oficial com grande currículo nas técnicas de guerra submersa e no treinamento de homens-rãs.
Helio Duque
Meu colega de Bahia e de Câmara, o professor e ex-deputado Helio Duque, do Paraná, me chama a atenção para esses depoimentos e adverte:
1 - `A reativação da IV Frota recoloca na vida brasileira uma questão em que os últimos governos, inclusive o atual, foram negligentes e irresponsáveis: o sucateamento das Forças Armadas. O general Durval de Andrade Nery, do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), estudioso e competente, vem alertando para o descaso no reaparelhamento modernizador das estruturas militares, fundamentais para a soberania nacional. As restrições orçamentárias chegam à irresponsabilidade`.
Durval Nery
2 - `Com sua visão de estrategista, o general Andrade Nery observa o currículo desafiador do comandante da IV Frota: foi chefe da Força Seal, grupo de elite da Marinha norte-americana, considerado o mais avançado para missões supersecretas. Em 2001, na invasão do Afeganistão, comandou a Operação Liberdade Duradoura. Dois anos depois, liderou, em 2003, na invasão do Iraque, a batizada Operação Liberdade. É um lobo do mar`.
3 - `Quem melhor definiu os objetivos da IV Frota e seu comandante foi o almirante James Stavridis, do Comando Sul:
- Ele é o homem certo para as tarefas desafiadoras da região`.
Sebastião Nery (jornalista)
Publicado originalmente: Tribuna da Imprensa, 07/08/08.
O PRÉ-SAL, A PETROBRÁS E O BRASIL

Em 08 de novembro de 2007, as vésperas da realização da Nona Rodada de Licitação para Exploração, Desenvolvimento e Produção de Petróleo e Gás Natural, a Petrobrás anunciou as primeiras avaliações feitas sobre as reservas da sua maior província petrolífera, particularmente da área denominada Tupi, localizada na bacia de Santos. Desde então não cessam de surgir surpresas, suposições, novas descobertas e prognósticos variados. A polêmica é plenamente justificável.


O Brasil anuncia, aos quatro ventos, descobertas gigantescas de novos campos, no mesmo instante em que o mundo desenvolvido se depara com crise energética, em função da incongruência entre seu consumo e sua produção do petróleo, cuja resultante é a patente escassez desse óleo sem haver no horizonte próximo sucedâneo à altura.






A flagrante repercussão não é sem motivo. Se as primeiras avaliações já eram importantes, os números atuais são muito pomposos.
As novas e alvissareiras descobertas se encontram abaixo de uma espessa camada de sal, daí a denominação pré-sal, a aproximadamente 6.000 metros de profundidade. O bloco está distribuído entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, em área de aproximadamente 800 quilômetros, abrangendo as bacias sedimentares do Espírito Santo, de Campos, bem como a bacia de Santos. As primeiras análises apontam para a existência de óleo leve de boa densidade 30º API (American Petroleum Institute).






Inicialmente, previam-se reservas em torno de 5 bilhões de boe, passando-se para 8 bilhões, permitindo prognósticos que já posicionavam o Brasil como exportador de petróleo. Hoje as previsões vão de 100 a 338 bilhões de boe. Para se poder compreender melhor o que representam esses números é necessário saber que atualmente as reservas provadas do Brasil são da ordem de 14 bilhoes de boe, as da Arábia Saudita 264 bilhões boe.






O tamanho da riqueza, como não podia ser diferente, está fazendo a temperatura das discussões e decisões políticas crescerem rapidamente. Em julho foi criada uma comissão de sete pessoas (4 ministros e três presidentes de estatais) para, em 60 dias, apresentar a Lula propostas de regras para a exploração do pré-sal. Mais recentemente, pronunciamentos do Presidente da República e do Ministro das Minas e Energia (este último coordena a comissão afim), apontaram na direção da criação de uma nova empresa puramente estatal, que teria o fim último de gerir a respectiva riqueza; ou seja, a Petrobrás ficaria de fora, pois como falou o presidente Lula, o petróleo do pré-sal não pode ser explorado por `meia dúzia de empresas`.






Essa proposta de retirar das mãos da Petrobrás a exploração dessa imensa riqueza suscita imperativamente uma vigorosa discussão no conjunto da população brasileira. Apresentam-se algumas questões à guisa de melhor problematizar o tema: Em primeiro plano é importante frisar que, a despeito de todas as investidas contrárias, a Petrobrás soube até hoje cumprir seu papel, sendo a adquirida auto-suficiência e a alta tecnologia de prospecção de petróleo prova inconteste.






Segundo, como justificar regras, que excluem a empresa que pesquisa e utiliza seu know how na descoberta, deixando-a de fora da exploração? O prêmio por seu esforço e sua competência seria seu esvaziamento? De tal sorte que na prática é isso que vai ocorrer, pois o que são 14 bilhões próximos dos 100, 200 ou 300 bilhões de boe?
Terceiro, a tecnologia para exploração em águas profundas é patrimônio da Petrobrás e dos seus trabalhadores de forma técnica e tácita, logo surge mais uma questão: em que local essa nova empresa vai buscar a tecnologia? Será que a Petrobrás, além da descoberta dos seus dados, também terá que disponibilizar seus trabalhadores, perdendo memória técnica? Se isso ocorrer, além do esvaziamento financeiro, a Petrobrás também sofrerá o esvaziamento técnico.






Quarto, sob a batuta da Petrobrás, por sua história de luta, seu enraizamento na sociedade, o povo brasileiro tem garantia de que a riqueza descoberta estará segura; quanto a essa nova empresa só restam interrogações? A proposta é que será puramente estatal; mas até quando? O governo Lula passa e depois?






Quinto, outra salvaguarda fundamental da Petrobrás e, portanto, das riquezas que a mesma administra são seus trabalhadores. A qualidade técnica e o compromisso dos mesmos são fatos insofismáveis. Sua capacidade de luta e questionamento ao status quo já foi posto à prova em diversos momentos da história política brasileira; neste tocante, mais recentemente, é digna de nota a greve dos petroleiros de 1995, sabido fator de resistência à política privatista do governo FHC; nessa nova empresa como será?






É importante salientar que reservas minerais ou vegetais, por mais riqueza que elas representem, não têm sido sinônimo de fartura para seus países e seus povos, muitas vezes significam mesmo o oposto. O que dizer dos diamantes da África do Sul, das minas de cobre do Potosi na Bolívia, do petróleo na Nigéria e mesmo do Pau-Brasil, Cana de Açúcar, Borracha, Cacau, Café, Ferro, Manganês, etc., etc., etc, do Brasil?






O Brasil tem pressa, sua desigualdade social e seu povo faminto não podem esperar, sabe-se disso, porém não foi e não é por falta de riqueza que falta educação, saúde, segurança, e qualidade de vida para grande maioria do nosso povo. A dimensão das descobertas do pré-sal, a responsabilidade ética com as futuras gerações exigem decisões abertas, para além dos palácios e comissões, incorporando a voz do conjunto da sociedade. É imprescindível a criação de fóruns de discussão, incorporando a presença e os pontos de vista de organizações e entidades, a exemplo da:






OAB, ABI, UNE, CNBB, DIEESE, CONFEA, MST, CONTAG, Centrais Sindicais, Federações de Trabalhadores, Centrais do Movimento Popular.
Frederico Lisbôa Romão, é doutor em Ciências Sociais pela UNICAMP.
fredericoromao@uol.com.br




Em década de Chávez, pobreza caiu na Venezuela



Programa "Bairro Adentro", usa médicos cubanos em atendimetos


Há dez anos, cerca de 4,8 milhões de venezuelanos viviam em situação de pobreza e a saúde e a educação eram um privilégio.




Desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo, a área social passou a ser prioritária em sua gestão, que contou com o incremento dos preços do petróleo para o financiamento dos projetos sociais.
Até mesmo os críticos da política econômica do governo, cuja estrutura continua dependente fundamentalmente da exploração petrolífera, concordam que as condições de vida dos venezuelanos melhoraram sob a administração chavista.




“Os setores sociais antes marginalizados e excluídos, realmente saíram da pobreza crítica, estão melhor, ninguém pode negar isso. Os que não comiam nem o suficiente, agora estão comendo”, afirmou Domingo Maza Zavala, ex-diretor do Banco Central da Venezuela (BCV).






De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, em 1999, 20,1% dos venezuelanos viviam na extrema pobreza. Em 2007, o índice havia caído para 9,5%.
O número de pobres total no início do governo era de 50,5 % - mais de 11 milhões de venezuelanos. Esse número caiu para 31,5%.






De um universo de 26,4 milhões de pessoas, 18,8% dos venezuelanos saíram da linha da pobreza (cálculo realizado com base nos dados oficiais).






Para o historiador norte-americano Steve Ellner, professor da Universidade dos Andes, no Estado de Mérida (Venezuela), entre apostar no desenvolvimento econômico e na industrialização do país ou investir no setor social, Chávez privilegiou o segundo na divisão da renda obtida com o petróleo.
“No curto prazo, programas de desenvolvimento econômico teriam dado resultados mais rápidos, mas a prioridade era o social”, afirmou.






O relatório da Cepal de 2008, que aponta a diminuição da pobreza na América Latina, indica que os programas sociais foram os responsáveis pela queda no número de pobres na Venezuela.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2007 pela empresa Datanálisis, nos últimos oito anos o consumo das classes E e D havia aumentado em 22%, impulsionado pelo incremento do salário mínimo (que subiu de US$ 47 em 1999 para US$ 371) e pela ajuda financeira que provém dos programas sociais.
Com exceção dos programas relacionados com a saúde, os beneficiários das “missões” (nome dado por Chávez aos programas sociais) recebem uma ajuda média de US$ 100.






“Parte dos recursos obtidos com o petróleo foi distribuída por meio desses programas”, afirmou o ex-diretor do BCV Maza Zavala.
“Missões”.






O “Bairro Adentro” foi um programa social implementado pelo governo em 2003. Esta “missão”, que presta atendimento médico básico e familiar nas periferias do país, inaugurou o projeto de cooperação Cuba-Venezuela, que hoje está presente nas áreas de saúde, educação e esporte.






Os programais sociais são financiados com a receita excedente do petróleo e contam com estrutura e dinâmicas próprias, que obedecem fundamentalmente às diretrizes da Presidência da República, sem passar pelo filtro dos ministérios.






No entendimento do governo, a estrutura burocrática governamental impediria que os projetos alcançassem, com a velocidade que a conjuntura política exigia, um número considerável da população pobre, que foi e continua sendo a base de apoio do chavismo.






“Quando o governo teve que enfrentar a ameaça de perder o referendo (revogatório realizado em 2004), tirou quase que da manga o programa 'Bairro Adentro ', que teve um impacto extraordinário”, afirmou à BBC Brasil o sociólogo Edgardo Lander, da Universidade Central da Venezuela.




“Agora, as pessoas têm um médico a duas quadras de casa no caso de uma emergência, é uma mudança significativa na qualidade de vida das pessoas”, acrescentou.
Lander explica que a crise da saúde pública no país no período anterior a Chávez estava associada a dois fatores principais: a privatização do sistema e a resistência dos profissionais em atuar no setor público, desmantelado nas décadas anteriores, de acordo com o sociólogo.
Agora, as pessoas têm um médico a duas quadras de casa no caso de uma emergência, é uma mudança significativa na qualidade de vida

Edgardo Lander, sociólogo
“Para esses médicos, ir a um bairro pobre era o mesmo que ir a uma zona de guerra. Era algo completamente alheio à sua realidade”, disse.
Organização
Magaly Perez é coordenadora de um Comitê de Saúde no bairro periférico de 23 de Enero, em Caracas.
Os comitês reúnem voluntários da vizinhança onde está instalado o programa “Bairro Adentro”, que diagnosticam os problemas de saúde do local e auxiliam na atuação dos médicos cubanos.
Perez conta que o trabalho de censo da população do bairro fez com que esses voluntários “tomassem consciência da organização comunitária e da importância de participar para transformar nossa realidade”.
De acordo com os moradores do bairro, antes, a única alternativa para a população de baixa renda era enfrentar horas de fila em hospitais para receber algum tipo de atenção.
“Antes, morriam pessoas aqui porque não tínhamos assistência médica adequada. Isso mudou com a revolução”, afirmou Magaly Perez à BBC Brasil, enquanto anotava a lista dos idosos que participariam do exercício matinal realizado três vezes por semana com o auxílio de um técnico cubano.


“Os cubanos trabalham dia e noite, mas os médicos venezuelanos não, eles são capitalistas e o povo deu as costas a ele. Eles não sobem o morro para socorrer ninguém”, afirmou Magaly Perez.


Antes, morriam pessoas aqui porque não tínhamos assistência médica adequada. Isso mudou com a revolução

Magaly Perez


Em 1998, havia 1,6 mil médicos atuando no atendimento primário de uma população de 23,4 milhões de pessoas. Atualmente há 19,6 mil para uma população de 7 milhões. Deste total, 14 mil profissionais são cubanos, entre médicos, enfermeiras e técnicos em saúde.


A disputa entre os médicos venezuelanos - que alegam falta de condições e segurança para atuar nas periferias e hospitais públicos – e o governo – que argumenta que o problema é de natureza política - levou a administração chavista a criar um sistema de saúde paralelo, com a ampliação do “Bairro Adentro” em pequenas clínicas especializadas.


O resultado da disputa, de acordo com Lander, foi o abandono ainda maior da rede de hospitais públicos.
“A rede hospitalar foi abandonada na parte de insumos e atendimentos, os hospitais sofreram um deterioramento grande”, afirmou.
A quantidade de novas clínicas do “Bairro Adentro”, porém, ainda é insuficiente para atender a toda a população, de acordo com a organização não-governamental PROVEA.
Política


Na mesa da sala de espera do pequeno consultório no bairro de 23 de Enero havia um abaixo assinado em apoio à emenda constitucional que irá a referendo em 15 de fevereiro, cuja eventual aprovação colocará fim ao limite para a reeleição aos cargos públicos, entre eles, a Presidência.


Uma das senhoras que aguardavam atendimento se antecipou em dar uma explicação: "A saúde aqui não tem ideologia política, muitos que vêm aqui não apóiam o comandante (Chávez), mas, mesmo assim, são beneficiados", afirmou Josefina Rodriguez, de 70 anos.


De acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil também foi combatida na última década, ao passar de 21,4 por cada mil nascidos, em 1998, para 13,7 em 2007. No Brasil, em 2007, o índice era de 24,32 por cada mil nascimentos.

Taxa Selic elevada alimenta spread bancário astronômico




Taxa de juro do BC é um guarda-chuva para os bancos sem correr os riscos dos empréstimos.



Recentemente, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, interpelou o presidente do Bradesco e da Febraban, depois que este sugeriu que o Comitê de Política Monetária do BC deveria se reunir com mais frequência para que a queda na taxa de juros básica (Selic) fosse acelerada. “Vamos falar seriamente, o problema não é a Selic, é o spread bancário”, disse Meirelles.



O “spread” é a diferença entre a taxa com que um banco capta dinheiro e a taxa com que empresta esse dinheiro. Um dos principais componentes do “spread” é a taxa básica de juros, pela qual são remunerados os títulos públicos comprados pelos bancos. Mas, segundo a percuciente teoria que Meirelles formulou alguns dias depois, “o spread se descolou da Selic”. Ou seja, o “spread” dos bancos nada teria a ver com a taxa de juros do Banco Central.



Se essa tolice fosse verdade, seria um fenômeno econômico tão milagroso que só Nossa Senhora de Fátima poderia explicar. Como Meirelles não tem vocação – nem físico - para a santidade, e como suas tolices, em geral, são muito interessadas, vejamos mais de perto esta questão. Porém, antes, uma preliminar.


CRÉDITO



O volume do crédito no Brasil é atrofiado em relação ao tamanho da economia. No final de 2008, depois da extraordinária expansão do crédito no governo Lula, ele equivalia a 41,3% do PIB. No Japão, equivalia a 180%, na Inglaterra a 160%, na França a 90% do PIB. Aliás, foi o próprio Meirelles quem afirmou que o volume de crédito no Brasil era tão baixo que nem chegava ao das Filipinas, Hungria, Chile, Tailândia, Coréia do Sul ou Malásia (v. sua conferência, de título quase autobiográfico, “Brasil: O desafio do crescimento”).



A razão principal para uma restrição tão grande do crédito são os altíssimos “spreads” bancários. E a base para esses “spreads” é a altíssima taxa básica de juros do Banco Central. Essa taxa, inclusive, impede os bancos públicos de baixar seu “spread”. Voltemos, então, a este.



Segundo dados divulgados pelo BC na última terça-feira, os bancos, em dezembro, estavam pagando uma taxa, em média, de 12,6% ao ano pelo dinheiro que captam. Esse dinheiro estava sendo emprestado a uma taxa - também em média - de 43,2% ao ano. Portanto, a média do “spread” bancário, considerados os empréstimos a pessoas e empresas, estava em 30,6 pontos percentuais.



Se considerados somente os empréstimos a pessoas, esse “spread” estava em 45,1 pontos percentuais, margem verdadeiramente cosmológica, significando que o dinheiro pelo qual os bancos pagavam 12,6% ao ano estava sendo emprestado a uma taxa média de 57,7% ao ano. No caso das empresas, esse dinheiro era emprestado a uma média de 30,9% ao ano. É necessário observar que essas taxas médias são referentes ao que os bancos e seus consultores chamam de “clientes de primeira linha”. Para outros, a maioria, as taxas – e, por consequência, o “spread” - são muito maiores.



Trata-se, provavelmente, do maior “spread” do mundo, inviabilizando que a maior parte das empresas e dos consumidores tomem financiamentos nos bancos.
O problema é: por que o “spread” é tão alto no Brasil?
O economista Victor José Hohl, que trabalhou durante 17 anos no BC, formulou uma resposta sintética para essa pergunta: “O principal motivo é que as instituições financeiras não estão realmente interessadas em emprestar”.



E por que os bancos não estão interessados em emprestar?
Porque a taxa que o Banco Central estabelece para os títulos públicos é elevadíssima. Sem correr riscos, sem emprestar a empresas e pessoas, os bancos têm lucros estratosféricos com a mera compra de títulos públicos indexados às taxas do Banco Central. Os juros que os bancos auferem com esses títulos, juros que são estabelecidos pelo Copom/BC, são suficientes para que tenham entradas bilionárias - sem qualquer espécie de risco.


Evidentemente, isso nada tem a ver com “mercado”. O BC, na verdade, ceva um monopólio bancário com suas altas taxas de juros – e com dinheiro público. Tendo garantidos esses elevados lucros, os bancos estabelecem “spreads” altíssimos quando se trata de emprestar a empresas e pessoas. Se estes não quiserem ou não puderem pagar esses “spreads”, que se danem, pois o banco não precisa emprestar a eles para lucrar.



Nas palavras de outro economista, André Modenesi, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), entrevistado por Luiz Sérgio Guimarães, em sua coluna da última terça-feira no jornal “Valor Econômico”:
“’Não é por acaso que no país onde se pratica uma das maiores taxas básicas de juros do planeta também se verificam spreads bancários exorbitantes’, diz Modenesi. A razão é muito simples: as LFT (Letras Financeiras do Tesouro - títulos indexados à Selic) constituem um ativo especial ao possuir alta liquidez, elevada rentabilidade e risco desprezível. Com isso, diz o economista, os bancos brasileiros não precisam emprestar (….) para gerar resultado; basta comprar LFT. ‘É por isso que os bancos brasileiros são altamente rentáveis apesar de não realizarem a contento sua função primordial: produzir empréstimos’” (grifos nossos).
Victor José Hohl observa que “dificilmente” uma empresa e “muito menos pessoas físicas” conseguem, em seus negócios, um retorno superior (nós diríamos: nem semelhante) às taxas do BC para os títulos públicos. No entanto, os bancos obtêm esse retorno simplesmente comprando Letras Financeiras do Tesouro (LFT) indexadas à taxa Selic do Banco Central. Então, por que baixariam seus “spreads”, se não precisam emprestar a mais ninguém para obter elevadíssimos lucros?



André Modenesi diz que as altas taxas do BC têm outro efeito: “os bancos não precisam competir entre si na concessão de empréstimos para dar lucro”. De forma geral, os bancos privados têm tendência atávica ao monopólio, ou seja, a constituir um cartel. O que eles fazem (ou tentam fazer) é, precisamente, monopolizar o dinheiro da sociedade. Mas, realmente, as altas taxas de juros do Banco Central são um incentivo extra (e extremamente forte) ao monopólio – é suficiente para eles extorquir um só cliente, o Estado. Para lucrar, não precisariam, a rigor, emprestar dinheiro a nem um mais.


TÍTULOS



O que também impede que os bancos públicos possam baixar seus “spreads” até um nível qualitativamente diferente dos bancos privados. Se o fizessem, estariam permitindo que o cartel privado aumentasse seu peso no setor financeiro. A idéia de que, se baixassem substancialmente seus “spreads”, poderiam atrair para si os clientes atuais dos bancos privados, é absurda – até porque a captação de dinheiro pelo cartel bancário é maior do que as dos bancos públicos, que não podem atender todos os que necessitam de financiamento no país. São, portanto, fundamentalmente as taxas de juro do Banco Central que impedem que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e outros bancos estatais baixem seus “spreads” e possam competir com os bancos privados para impedir o monopólio do dinheiro e do crédito. Pelo contrário, as taxas do BC fazem com que os bancos públicos tenham de se submeter ao monopólio dos bancos privados, concentrados em torno dos juros extraídos dos títulos públicos.


CARLOS LOPES
Quando ler jornal faz mal ao fígado... (2)


Ao criar a Voz do Brasil, Vargas permitiu que milhões de brasileiros sem acesso a jornal e não alfabetizados tivessem acesso a informações, sobretudo alguma presença dos poderes públicos nos grotões, numa verdadeira ação radiofônica de integração nacional. Como sabemos, ainda hoje, a Voz do Brasil é a única fonte de acesso, de milhões de brasileiros que não lêem jornais, a informações que a maioria das rádios não difunde. Eis porque a ditadura midiático-financeira trabalha para eliminar a Voz do Brasil
BETO ALMEIDA*
Episódio saboroso para refletirmos é o caso Maldof, quando o mega-especulador, ex-presidente da Bolsa Nasdaq, baseada em sua credibilidade neste mundo da economia virtual, arquitetou uma fraude de 50 bilhões de dólares que lesou também rentistas brasileiros. Esta minoria de brasileiros, experimentados na arte de ganhar dinheiro sem produzir um prego ou sem mesmo trabalhar, escolada na evasão de divisas para paraísos fiscais, provavelmente, não imaginasse que um dos seus ícones do mundo financista os lesaria. Pois bem, nem toda a leitura do mundo, ou talvez tenha sido exatamente excesso de certa leitura, salvou-os do rombo. Talvez não tivessem o correto discernimento de que a economia especulativa era insustentável, que o castelo de cartas ia cair e continua caindo...
Enquanto os poucos rentistas que evadem divisas para o exterior estão sendo lesados por “profissionais” mais experimentados, o faxineiro do Aeroporto de Brasília, que achou um envelope de milhares de dólares no lixo e o devolveu ao dono, nos oferece um fortíssimo exemplo para reflexão. Ele, que também não lê jornais, tem uma leitura do mundo, um discernimento da realidade, que o leva a ser ético, limpo e honesto, com o dinheiro alheio, a despeito da avalanche de exemplos negativos que recebe das elites, sobretudo de financistas.
Montanhas de preconceitos elitistas também foram despejadas contra Evo Morales, o valente presidente de uma Bolívia que sai das trevas do neoliberalismo. Pois, poucos sabem que Evo viveu quando criança em Tucumã, na Argentina, onde sua família tentou sobreviver trabalhando no corte de cana. E o menino Evo também foi reprovado na escola primária argentina, com um veredicto que deveria ser amplamente discutido hoje: os pedagogos argentinos chegaram à conclusão que Evo era inapto para o mundo letrado. Uma condenação que não levava em consideração sua condição de indígena, sua noção de tempo, sua postura frente à natureza, seu comportamento destoante das relações sociais de uma sociedade consumista e individualista, as dificuldades para pensar e escrever no idioma espanhol que não era o seu idioma originário, a carga do preconceito e humilhações que sofreu por parte de seus colegas não-indígenas... Hoje, o menino que havia sido condenado como incapaz para o letramento é o presidente da República da Bolívia e foi o mandatário que transformou a economia mais débil da América do Sul em “Território Livre do Analfabetismo”!!! Como, então, afirmar soberbamente, de modo absoluto e mecânico, sem considerar as dialéticas do retirante Lula e do indígena Evo, que sem leitura é impossível haver o discernimento da realidade??? Aliás, o próprio método de alfabetização cubano, aplicado na Venezuela, na Bolívia, em indígenas da Nova Zelândia ou no Haiti, considera que os educandos já têm acesso a um conjunto de informações que vão decodificando deste mundo complexo da idade-mídia, têm uma capacidade de discernimento sim, razão pela qual é possível reduzir drasticamente o tempo de alfabetização, sendo o tempo, segundo Marx, “matéria prima mais preciosa da humanidade”.
JORNALISMO PÚBLICO E CIDADÃO
Foi exatamente o presidente que teve menos acesso à leitura o que teve a grande sensibilidade de ver que boa parte da programação da televisão brasileira é simplesmente degradante, embrutecedora, animalizante. E criou a TV Brasil, que enfrenta seus desafios para expandir-se, consolidar-se, qualificar-se e caminha positivamente, saldando um pouco daquela imensa dívida informativo-cultural que despejou contra os brasileiros, sobre aqueles proibidos da leitura. Foi ainda o presidente que não lê quem trouxe de volta, para o bem estar da civilização, o ensino obrigatório da música e da filosofia nas escolas, abolido antes por presidentes que devoravam livros e... também direitos humanos. Villa-Lobos e Sócrates agradecem.
Enquanto isto, dos rigorosos críticos da academia, jamais se ouviu um queixume sobre, por exemplo, o fato da própria Constituição de 1988 não ser acessível ao povo, não só materialmente, mas também na sua linguagem, bastante incompreensível para a grande maioria proibida da leitura. No entanto, apesar do povo jamais ter tido acesso à Constituição, há uma lei que estabelece que o conhecimento das leis é obrigatório pelo cidadão, que a ninguém é dado o direito de desconhecer a lei. Enquanto o presidente que não lê está criando instrumentos para reduzir o desequilíbrio informativo no país, além de expandir a universidade pública e multiplicar os institutos tecnológicos, ainda não se ouviu da academia uma proposta concreta para reverter este absurdo de termos, uma Constituição desconhecida, de conhecimento exigido a todo um povo que não pode lê-la.
Quem sabe não é chegada a hora, diante de tantas identidades entre Lula e Evo, de que a decisão do presidente da Bolívia de criar um jornal público a ser editado aos milhões, com distribuição gratuita ou acessível às grandes massas pobres bolivianas, que agora já sabem ler, fosse também implementada aqui no Brasil? Sempre lembrando que o Brasil tem a maior economia da região, tem uma capacidade ociosa crônica de 50 por cento em sua indústria gráfica, ao mesmo tempo em que tem um povo sem qualquer acesso a jornal. É bem provável que os círculos acadêmicos que tentaram identificar uma crítica de Lula a um certo tipo de jornalismo como uma elegia à não-leitura não tenham agora razões para não apoiar a estruturação de um jornal popular público, de distribuição gratuita e massiva, aos milhões e milhões, aproveitando esta indústria gráfica semi-paralisada e os contingentes de jornalistas e escritores desempregados e sem onde escrever. Ao criar a Voz do Brasil, Vargas permitiu que milhões de brasileiros sem acesso a jornal e não alfabetizados tivessem acesso a informações, sobretudo alguma presença dos poderes públicos nos grotões, numa verdadeira ação radiofônica de integração nacional. Como sabemos, ainda hoje, a Voz do Brasil é a única fonte de acesso, de milhões de brasileiros espalhados por todos os grotões sociais, e que não lêem jornais, a informações que a maioria das rádios não difunde, a não ser naquele horário obrigatório. Eis porque a ditadura midiático-financeira trabalha para eliminar a Voz do Brasil.
Não será hora também de se criar um jornal público, popular e gratuito, livre do controle editorial da bancocracia, considerando que o mercado, por si só, dificilmente resolverá o problema de eliminar as várias proibições sócio-econômicas à leitura ainda vigentes? Obstáculos à democratização da leitura de jornal sempre haverá. Monteiro Lobato nos conta um deles.
Quando, na década de 40 procurou os poderosos proprietários de um dos maiores jornais paulistas, propondo-lhes que este diário se engajasse numa campanha para erradicar o analfabetismo, obteve uma resposta desconcertante, mas sociologicamente auto-explicativa. “Ô Monteiro, mas se todos aprenderem a ler, quem é que vai trabalhar na enxada???” Estamos em plena mudança de eras. Aquele que para oligarquia midiática deveria estar na enxada está no Palácio do Planalto. Não lê jornal, mas é dos brasileiros mais bem informados.
* Presidente da TV Comunitária de Brasília

terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Agnelli ganha R$ 448 mil por mês
Autor da proposta “inovadora”, o atual presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, é um funcionário que o Bradesco colocou à frente da segunda maior empresa do país - a despeito de só ter cerca de 8% das ações com direito a voto da Vale - e recebe a módica quantia de R$ 5,375 milhões anuais ou R$ 448 mil por mês (cf., HP, 21/01/2009).
O que ele chama de proposta para garantir emprego - cortar em 50% o salários dos trabalhadores que forem colocados de licença - só vale até o dia 31 de maio. Depois disso, “vai depender do que acontecer”.
O Bradesco obteve do governo Fernando Henrique não só a permissão para comprar ações da empresa – o que era ilegal já que foi um dos bancos que fez a avaliação que preparou a venda – mas o fez com dinheiro público.
Com trambiques jurídicos, o banco ainda aboletou lá um presidente que, depois de extorquir aumentos cavalares em associação com o cartel internacional de minério, acha que pode chantagear o governo brasileiro e os trabalhadores.
Mas, como lembrou bem o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, “o poder estatal ainda detém mais de 50% da Vale do Rio Doce, embora seu comando, sua direção, por esses artifícios de natureza legal, pertencem a 8%, detidos por um determinado banco privado”.


QUANDO LER JORNAL FAZ MAL AO FIGADO (1)
O argumento e de que não pode haver discernimento da realidade sem a leitura também pode conter uma injusta soberba acadêmica para com esta grande maioria de brasileiros, hoje ainda proibida da leitura de jornais e livros por razões fundamentalmente sócio-econômicas
BETO ALMEIDA*
Ao declarar à Revista Piauí de janeiro que não lia jornal porque sofre de azia, Lula talvez tenha deixado muitos jornalistas perplexos e desapontados. E também intelectuais inconformados. Roberto Damatta, por exemplo, reagiu num típico “pito acadêmico” proclamando, em artigo publicado no Estadão, que não se pode ter discernimento da realidade sem a leitura, mas parece tomar uma crítica informal de Lula a um certo jornalismo como se fosse uma aversão à leitura em geral. Ao repreender Lula porque este parece “estar seguro de que é mesmo possível saber das coisas por tabela e em segunda mão, por meio de olhos alheios”, Damatta talvez polemize mais com Schopenhauer do que com o presidente. O célebre filósofo alemão também já havia causado muita celeuma, há mais de século, quando levantou dúvidas acerca da possibilidade de uma correta compreensão da realidade unicamente a partir da leitura, pondo em dúvida a qualidade dos textos, inclusive nos jornais. Questionando aqueles que absolutizam a leitura, Schopenhauer afirma que “assim como a leitura, a mera experiência não pode substituir o pensamento”. E para aqueles, como Damatta, que deploram os que não lêem e porque aprenderiam por tabela, o pensador germânico sustenta ainda que “um livro nunca pode ser mais do que a impressão dos pensamentos do autor”, alertando que “quando lemos, somos dispensados, em grande parte, do trabalho de pensar” e que, “a nossa cabeça é, durante a leitura, uma arena de pensamentos alheios”. Citá-lo não significa defender suas posições históricas, mas adicionar elementos na polêmica atual, quando vivemos na “idade mídia” sob intenso dilúvio informativo, com variadas possibilidades de informação. A celeuma levanta também reflexões interessantes, não só comentários injustos, já que Lula não fez nenhuma apologia da não-leitura, e sim uma crítica ao jornalismo atual. E o fez ao seu modo, com um raciocínio nada convencional, porque é o raciocínio simples e direto sintonizado e compreendido pela grande massa da população, que durante toda uma vida também foi praticamente proibida da leitura. Assim, poderíamos partir do princípio de que, tal como a esmagadora maioria do povo brasileiro, o presidente Lula também não lê jornal. E confessa. As razões são múltiplas e até diferentes em cada caso.
O argumento de que não pode haver discernimento da realidade sem a leitura também pode conter uma injusta soberba acadêmica para com esta grande maioria de brasileiros, hoje ainda proibida da leitura de jornais e livros por razões fundamentalmente sócio-econômicas. É injusta porque ignora ou despreza outras modalidades de discernimento, interpretação e ação transformadora das grandes massas sobre esta mesma realidade. Segundo estatísticas da UNESCO - talvez não sejam as mais atuais - a taxa de leitura de jornais e revistas no Brasil é inferior à da Bolívia, país mais pobre da América do Sul, mas que acaba de realizar uma façanha que exige reconhecimento de todos nós: a Bolívia foi declarada, no dia 20 de dezembro último, pela mesma UNESCO “Território Livre do Analfabetismo”. Segundo a Agência da ONU, enquanto no Brasil são lidos apenas 27 exemplares de jornais ou revistas por cada grupo de 1 mil leitores, na Bolívia, são 29 exemplares. Talvez, o que devesse merecer mais a preocupação da academia é o fenômeno da leitura-proibida, um sistema que torna difícil o acesso dos brasileiros à leitura, que não educa leitores, que não democratiza livros, ao invés de uma quase indignada/desconcertada reação diante da evidente crítica feita pelo presidente Lula à qualidade do jornalismo praticado no Brasil.
Será que a informalidade da crítica de Lula - preciosa característica do presidente, sobretudo quando a cultiva no exercício do cargo - a um certo jornalismo que já chegou a entrar de modo desrespeitoso e arrasador na vida pessoal e familiar do presidente em sua primeira campanha, ao mesmo tempo que preservou obedientemente outros presidentes do mesmo desconforto, não tem razão de ser? Estaria, afinal, acima de críticas um jornalismo que tem reiteradamente operado mais como desinformação da sociedade do que como a instrumento de comunicação social, tal como estabelecido pela Constituição Federal?
OUÇA UM BOM CONSELHO
Tomemos alguns casos recentes de “jornalismo que faz mal ao fígado”, alguns já argumentados pelo próprio presidente, para alargarmos este debate.
Quando o governo brasileiro propôs à Unasul, em sua primeira reunião, a formação de um Conselho de Defesa Sul-americano, praticamente todos os jornais estamparam, com fartura, que a proposta havia sido derrotada, rejeitada, um fiasco, afinal. Pouco tempo depois, a proposta do Conselho, debatida e examinada com tempo pelos governos, foi oficialmente aprovada e é hoje uma realidade. Mais do que isso, tem a importância histórica de ser uma entidade sem a presença dos EUA, que sempre tutelaram a região com ferro e fogo das ditaduras, mas também, de representar um esforço coordenado de recuperação da indústria bélica regional, com a relevância intrínseca - ainda mais destacada por vivermos num mundo de sombras, tensões e violência - de promover independência tecnológica setorial. Afinal, um país sem defesa não tem soberania! Será que os jornais que manchetaram “o fracasso do Conselho” estariam agora dispostos a confessar seu equívoco e reavaliar a informação defeituosa que difundiram? E a esclarecer, com informações verazes, o significado de reorientação estratégica que a nova entidade tem, sobretudo quando os países emergentes foram praticamente obrigados a aceitar a demolição de suas políticas de defesa e de suas indústrias bélicas? Alguém sabe informar se o Procon também cuida de informação com defeito???
A FAZENDA QUE NÃO FOI VENDIDA
Um segundo caso diz respeito também à família do presidente, sempre alvo de comentários preconceituosos, como de resto os que se lançam também contra o presidente Evo Morales, por ser indígena, ou ao presidente Hugo Chávez, por suas características étnicas e sua origem militar. Refiro-me à “notícia” de suposta compra de uma grande fazenda por um dos filhos do presidente Lula. Até mesmo o portal da Central de Mídia Independente reproduziu a suposta transação, acompanhada de inúmeros comentários insultantes e ofensivos ao presidente Lula. E mesmo depois que, numa pequeníssima nota da Agência Estado, o proprietário da referida fazenda esclarecia que já estava cansado de atender jornalistas ao telefone e desmentir cabalmente que tenha vendido o imóvel para o filho do presidente ou para qualquer outro, mesmo assim, nem a Central de Mídia Independente dignou-se a corrigir seu erro de difundir versões de um “jornalismo que faz mal para o fígado”, mantendo, até bem pouco tempo no portal, a falsa notícia da compra da fazenda, e a mesma coleção de insultos ao presidente. Nem os outros veículos cuidaram de divulgar as declarações do verdadeiro proprietário do imóvel desmentindo a transação. Qual o nome que deve ser dado a este “jornalismo”? Ou melhor, será isto jornalismo? Mas que dá azia... isso dá.
ONDE ESTÃO OS PROFETAS DO CALOTE
Mais recentemente, o Globo estampou em primeira página manchete sobre a preparação de um calote do Equador contra o Brasil, insinuando que até mesmo funcionária da Receita Federal brasileira havia sido cedida para trabalhar nesta operação, cujo intuito seria o de evitar que os financiamentos feitos pelo BNDES ao país andino fossem saldados. Gravíssima acusação: o governo cederia uma funcionária para preparar calote contra ele. Mas, o jornal não publicou o pedido de direito de resposta da funcionária da Receita informando objetivamente que não tinha prestado qualquer consultoria técnica relativa a financiamentos brasileiros ao Equador, mas sim à Auditoria da Dívida Privada que está curso naquele país, uma decisão de Estado inscrita na Constituição, tal como consta das Disposições Transitórias de nossa Constituição a realização de uma auditoria da dívida. No fundo, este é o temor dos banqueiros refletido por este jornalismo que dá azia. Um jornalismo que cuida de preservar os indecentes privilégios que o setor financeiro tem no mundo da economia, da especulação, que despreza o valor do trabalho, transformando o sistema bancário mundial numa bancocracia ou verdadeiro cassino, como também lembrou o presidente. Há quanto tempo não temos um presidente que chama as coisas pelo verdadeiro nome!!!! Pois bem. Especulou-se no jornal, depois no rádio, depois na tv, sobre o calote equatoriano ao Brasil. O jornalismo aziago teve todo o espaço do mundo, consultores ligados aos bancos foram hiper-entrevistados, repetiram-se, anunciaram o caos. Mas, quando na semana em que o Governo Equatoriano pagou a parcela de 243 milhões de dólares da dívida para com o BNDES, os profetas do calote se calaram, os consultores desapareceram e o Globo não informou aos seus leitores, com a mesma importância que havia dado inicialmente ao tema, que não houve calote. Eis aqui um exemplo de como a leitura de jornal também pode não conduzir a um correto discernimento da realidade...
JORNALISMO DA DESINTEGRAÇÃO
Muitos exemplos justificam uma maior reflexão e elaboração sobre o que vem a ser um jornalismo de desintegração, aquele que desconsidera ou não informa sobre a implementação de medidas reais, de Estado, visando a integração regional latino-americana. A este jornalismo da desintegração, que também pode causar azia, que decreta editorialmente que a integração é apenas retórica diletante do Itamaraty, deve-se contrapor com um jornalismo de integração, ainda por ser elaborado, mas que tem como sustentação teórica, histórica e política nada menos que a Constituição, na qual está consolidado que a construção de uma integração latino-americana baseada na solidariedade, na economia, na cultura, na informação é um objetivo da República Federativa do Brasil. Claro, o jornalismo que faz mal ao fígado prefere apenas cultuar e pôr em prática o artigo 166 da Constituição, aquele que sacraliza a gastança com os serviços da dívida, tornando-os mais importante do que merenda escolar, saúde pública, habitação popular, previdência social etc. Contra esta gastança, esta verdadeira esterilização de recursos públicos nos juros da dívida, o jornalismo aziago nada informa. Quando o Brasil realizou com sucesso o teste do Veículo Lançador de Satélites, em dezembro, a mídia não noticiou, ignorando a dimensão deste fato, quando apenas um clube fechado de países tem acesso ao mundo da estratégica economia satelital. Tal como ignorou quando a Venezuela, recentemente, lançou o satélite Simon Bolívar, preferindo ironizar que Chávez tenha declarado que é um satélite socialista. Sim, será colocado à disposição de países pobres para a cooperação. Onde cabe a ironia? Ambos os casos são de avanço da independência tecnológica.
Aliás, foi necessário um “presidente que não lê”, conforme define o acadêmico Damatta, para que o idioma espanhol tenha se transformado em matéria obrigatória nas escolas básicas brasileiras, com indiscutível impulso à integração latino-americana, como também para que o Brasil assumisse a construção da Unila (Universidade da Integração Latino-Americana), assim como a Universidade da África, em Redenção, cidade cearense, pioneira na abolição da escravatura. Mas, para o jornalismo da desintegração tudo isto é apenas retórica itamarateca terceiro-mundista. Até mesmo a retirada do dólar nas operações comerciais Brasil-Argentina, a cooperação entre os dois vizinhos na construção de um carro de combate, na indústria aeronáutica e na esfera nuclear, ou a participação brasileira na construção de um gasoduto na argentina, ou nas obras de infra-estrutura no Peru e Bolívia, na construção da estrada que ligará finalmente o Atlântico ao Oceano, a presença da Embrapa na Venezuela ou no Timor Leste, da Petrobrás em Cuba, tudo isto, apenas retórica. Farta-se de repetir o jornalismo que faz mal ao fígado. Mas, quando aquele chanceler de sobrenome judeu tirou o sapato ante as ordens de um guardinha da alfândega dos EUA, este mesmo jornalismo tangenciou a simbologia do gesto. Como qualificar? Vocação para a vassalagem???
Muito ainda precisa ser feito para que o Brasil supere seus níveis indigentes de leitura, sobretudo no campo das políticas públicas. É motivo de preocupação a monopolização do setor editorial, sobretudo a do livro didático, bem como sua desnacionalização e controle por editoras estrangeiras muito próximas da Opus Dei. Mas, são salutares e devem ser expandidas fortemente as políticas públicas já implementadas pelo governo Lula e governos como o do Paraná para assegurar o livro didático público e gratuito aos milhões. Estamos na era das mudanças e na mudança de eras também quando o país mais pobre da América do Sul, a Bolívia, consegue extirpar a praga do analfabetismo ou quando a Venezuela, também declarada território livre do a-nalfabetismo pela Unesco, distribui gratuitamente 1 milhão de exemplares do livro “Dom Quixote”, de Cervantes, “Os miseráveis”, de Vitor Hugo, “Contos”, de Machado de Assis, este com uma distribuição gratuita de 300 mil exemplares. Basta informar que a tiragem padrão de livros no Brasil é de apenas 3 mil exemplares. Segundo a Unesco, Cuba chegou a publicar, em 1986, 480 milhões de exemplares de livros num ano, quando sua população era de apenas 10 milhões de habitantes. Ainda temos muito que aprender, muito por fazer nesta área.
A DIALÉTICA DO RETIRANTE
Mas, esta dívida informativo-cultural despejada pelas elites sobre o povo brasileiro, proibindo-o da leitura, não deve ser mecanicamente dimensionada como um obstáculo intransponível para que os milhões e milhões que não leem jornal ou qualquer coisa não tenham um discernimento adequado da realidade. Talvez não tenham o “discernimento” que segmentos das elites, econômica ou cultural, gostariam que o povo tivesse, sobretudo para uma escolha eleitoral sintonizada à linha editorial do jornalismo que faz mal ao fígado. Realmente, a maioria do povo, tal como o presidente Lula na sua dialética de retirante, foi obrigada a desenvolver uma interpretação realista do mundo para salvar a própria vida. Lula declarou recentemente que quando um nordestino, nem ele consegue vencer a pena de morte da elevada taxa de mortalidade infantil no nordeste “torna-se um encrenqueiro”. Para os que admiram o fato de que ele tenha levado 13 dias de viagem num pau-de-arara para ir de Garanhuns a São Paulo, dormindo ao relento e cozinhando com as águas barrentas do Velho Chico, ele lembrou que seus tios, que também não liam jornal, já tinham feito o mesmo percurso, mas em seis meses, porque o fizeram a pé!!!! São atos heróicos que apontam para uma outra leitura do mundo, a partir da dialética do retirante, tão capaz de permitir um real discernimento da vida como capaz de permitir que salvassem suas próprias vidas e permitindo-lhes progredir na mobilidade social, superar os estágios de sobrevivência vegetativa quase animalesca a que estavam condenados no nordeste sem água, sem terra, sem trabalho e sem nada!!! E sem jornal para ler...
Talvez, alguns círculos acadêmicos irritem-se ainda mais com esta abordagem e a condenem como elogio à não-leitura. Mas, o que se trata de argumentar aqui é que para aqueles milhões de brasileiros condenados à não-leitura, por razões do elitismo sócio-econômico, não há outra saída que não inventar uma forma nova de ler o mundo, de caminhar na vida, de discernir, sim, a realidade e de uma forma tão eficiente que lhes permitiu, no caso de Lula, sair da indigência do sertão, preparar a si próprio para escapar da pena de morte da fome, preparar coletivamente a classe trabalhadora para fazer política, construir instrumentos como o PT e a CUT para que viabilizar o protagonismo dos próprios trabalhadores na política e alcançar a Presidência da República. E o fez não exatamente a partir da leitura de jornal, mas informando-se profundamente sobre o funcionamento da sociedade. Afinal, nem sempre ler jornal é informar-se.
Em muitos casos, como vimos acima, é exatamente o contrário. A provocação de Schopenhauer ainda está bailando por aí. E ele acrescenta: “há eruditos que ficam burros de tanto ler”.
*Presidente da TV Comunitária de Brasília

domingo, 25 de janeiro de 2009

ELEIÇÃO EUA E A HUMANIDADE



PENSO QUE A ELEIÇÃO DE OBAMA HUSSEIN, REPRESENTA O INICIO DAS MUDANÇAS QUE A SOCIEDADE AMERICANA CLAMA E POVOS E NAÇÕES DO MUNDO INTEIRO.

DURANTE ANOS A POLITICA AMERICANA FOI DE PRÁTICA DE TERRORISMO DE ESTADO. TANTO A PRATICADA CONTRA SEU PRÓPRIO POVO E OS POVOS DO MUNDO INTEIRO.


EM MAIS DE 50 ANOS A CUPULA FASCISTA,BELICISTA, ASSASSINA DOS EUA, MATOU MILHÕES E MILHÕES DE SERES HUMANOS. EXEMPLO TEMOS A GUERRA DO VIETNÃ (03 MILHÕES DE MORTES), CORÉIA (05 MILHÕES DE MORTES), NO IRAQUE (01 MILHÃO), NO AFEGANISTÃO (500.000 MOTRTES), FORA OS GOLPES DE ESTADO NA AMÉRICA LATINA, ÁFRICA, ASIA, EUROPA, ONDE OS GOVERNOS DE VERMES CAPACHOS IMPUSERAM O TERROR AOS SEUS POVOS.

AMEAÇAS, TORTURAS, ASSASSINATOS, TENTATIVAS E GOLPES DE ESTADO. NENHUM PAÍS FICOU DE FORA DA POLITICA TERRORISTA PRATICADA PELO GOVERNO AMERICANO.TENTARAM IMPOR AOS POVOS PARA QUE ESTES ENTREGASSEM SEU PATRIMONIO. A POLITICA ECONOMICA DE "ESTADO MINIMO", DIZIAM QUE IRIA RESOLVER OS PROBLEMAS DA HUMANIDADE, O MERCADO VIROU O SALVADOR DOS MALES HUMANOS.

NA REALIDADE ESTA POLITICA SIGNIFICA A EXPROPRIAÇÃO DA RIQUEZA DOS POVOS, PARA ALIMENTAR OS PARASITAS ESPECULADORES DE WALL STRETT. COM ISSO MILHÕES DE HOMENS E MULHERES SE VIRÃO PRIVADOS DOS SEUS DIREITOS MAIS ELEMENTARES.


A FOME ESPALHOU-SE COMO NUNCA, MILHÕES MORRERAM POR NÃO TER ÁGUA POTÁVEL, ESGOTOS, NÃO TEREM MORADIAS DIGNAS.

PARA IMPOR ESTA DEVASTAÇÃO, ESTA POLITICA DE GUERRA DE ASSALTO, AO PATRIMONIO DOS POVOS, UTILIZOU-SE TAMBÉM DA PROPAGANDA MENTIROSA, DIARIAMENTE VEICULADA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INTERNACIONAIS, A CENSURA FOI IMPOSTA COMO POLITICA DE DEFESA DA "DEMOCRACIA" DELES.


A OLIGARQUIA BELICISTA FINACEIRA, FRAUDOU INCLUSIVE AS ELEIÇÕES AMERICANAS, PARA COLOCAR NO PODER UM IDIOTA, DÉBIL MENTAL, SEM ESCRUPLO, NA PRESIDENCIA, NEM MESMO A "DEMOCRACIA", AS REGRAS ELEITORAIS AMERICANAS, QUE SÃO DIFERENTES DO BRASIL, FOI RESPEITADA.


A CORRUPÇÃO PASSOU A SER PRÁTICA COMUM. CENTENAS DE DIRIGENTES DE GOVERNOS, FORAM ARRASTADOS PARA ESTA POLITICA DE DEVASTAÇÃO.VIMOS PRESIDENTES PRINCIPALMENTE NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO, DEFENDEREM ESSES INTERESSES ESCUSOS, COM O DISCURSO DO "ESTADO MINIMO". O QUE OCORREU NA REALIDADE FOI O ASSALTO AO PATRIMONIO PÚBLICO, DEZENAS DE EMPRESAS PÚBLICAS FORAM "PRIVATIZADAS".
EM TODOS OS CONTINENTES ESTA PRÁTICA POLITICA DE DEVASTAÇÃO FOI PRATICADA.


QUALQUER SINAL DE NACIONALISMO, DE DEFESA DOS INTERESSES NACIONAIS DOS POVOS OU DOS GOVERNOS, ERAM TRATADOS COMO RETROGADOS, DINOSSAUROS, QUE NÃO CABIA NO MUNDO "MODERNO". TODOS DEVERIAM RENDER-SE A "GLOBALIZAÇÃO".

A OS POVOS RESTAVAM APENAS CONFORMAR-SE A FICAR NA MISÉRIA. ESSE ERA O NOSSO DESTINO, NÃO PODIAMOS ESCAPAR. ISTO FOI DITO AOS QUATRO CANTOS DO PLANETA, MENTIROSAMENTE, DIA APÓS DIA, HORAS E MAIS HORAS, DAS MAIS VARIADAS FORMAS, SEJA NOS JORNAIS, NA TV, RADIOS, NO CINEMA, EM TODOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, COMO VERDADE ABSOLUTA. AOS POVOS RESTAVAM APENAS VER SEU PATRIMÔNIO SER DESTRUIDO, ROUBADO E CONFORMAR-SE COM ISSO.

A GRANDE MÍDIA INTERNACIONAL E COLONIZADA FEZ O PAPEL DE TENTAR NOS CONVENCER,DESTA MENTIRA, DO CAPITALISMO ETERNO. USAM AQUELA MÁXIMA DO IMPÉRIO ROMANO, "NÃO BASTA APENAS ESCRAVIZAR TEMOS QUE CONVENCER O ESCRAVO QUE A SITUAÇÃO EM QUE VIVEM É NORMAL". NASCERAM ESCRAVOS MORRERÃO ESCRAVOS. MAS SPARTUCUS DISSE NÃO A ESCRAVIDÃO. A PONTO DE "JORNALISTAS", BEM PAGOS, PELOS ESPECULADORES, INVENTAREM TESES, TEORIAS, SURGIRAM ESPECIALISTAS, DIZENDO QUE ERA O FIM DA HISTÓRIA, O CAPITALISMO SERIA ETERNO E ETC.


PODEMOS ENUMERAR EXEMPLOS: NA EUROPA A DERRUBADA DO PRESIDENTE DA IUGUSLÁVIA, MELOSOVIC, RETRATADO COMO SE FOSSE UM BANDIDO, O PAÍS FOI AGREDIDO, COM BOMBAS INCLUSIVE COM FRAGMENTOS ATOMICOS. A PALESTINA ATÉ HOJE AGREDIDA. NO IRAQUE A AGRESSÃO E DERRUBADA E ASSASSINATO DO PRESIDENTE SADAM HUSSEIN E SEUS DIRIGENTES. O IRÃ, A LIBIA, A SIRIA, A COREIA DO NORTE, AFEGANISTÃO, VENEZUELA, CONGO, ZIMBABUE, A HEROICA CUBA, E DEZENAS DE NAÇÕES COSNTANTEMENTE AMEAÇADAS E AGREDIDAS, POR NÃO ACEITAR A POLITICA DE ASSALTO AOS SEUS POVOS, A MIDIA IMPERIALISTA E COLONIZADA TRATA SEUS LÍDERES DIRIGENTES COMO FOSSEM BANDIDOS, O DIABO. O BUSH, E SUA QUADRILHA DE MARGINAIS COMO FOSSEM HERÓIS SALVADORES DA HUMANIDADE. MENTEM, ATACAM DIARIAMENTE, MUDAM INCLUSIVE COM IMAGENS.


NO BRASIL ESTA MÍDIA COLONIZADA, NÃO É DIFERENTE. VEJAM APOIARAM O ADVERSÁRIO DE OBAMA, QUE APARECIA MUITO MAIS NAS TVS E JORNAIS QUE OBAMA HUSSEIN. REPETIAM E REPETEM COMO VENTRÍCULOS A MENTIRAS CONTRA SADAM, MELOSOVIC, HUGO CHAVES, EVO MORALES, LULA E ETC. MENTEM E ATACAM ATÉ LIDERANÇAS DO BRASIL DE ONTEM E DE HOJE COMO GETULIO VARGAS,LEONEL BRIZOLA, LULA.


NÃO QUEREM QUE QUALQUER SENTIMENTO NACIONALISTAS DESPERTEM NA CONSCIÊNCIA DO POVO BRASILEIRO. MAS O POVO BRASILEIRO AMA SUA PÁTRIA CONSTRUÍDA A SANGUE.

NÃO SERÁ ESTA MIDIA COLONIZADA QUE IRÁ NOS CONVENCER, ELES JÁ TIVERAM DEMONSTRAÇÃO QUANDO DA MORTE DE GETULIO, QUANDO O POVO INVADIU SUAS REDAÇÕES E FEZ O QUE FEZ. TEM AQUELA MÁXIMA: "O POVO NÃO É BOBO FORA REDE GLOBO", EXPRESSÃO MAIOR DA MIDIA COLONIZADA ESTA PAUTA AS OUTRAS MÍDIAS, ASSIM COMO A REVISTA APARTHIED DA VEJA E FOLHA E ESTADÃO DE SP.
NESTE PERÍODO O QUE VIMOS É O AUMENTO DA FOME, DA MISÉRIA, DA VIOLÊNCIA, DO TRÁFICO DE DROGAS, DA PROSTIUIÇÃO, DO DESEMPREGO, DA DESTRUIÇÃO DE DEZENAS DE LARES E FAMILIAS.PRATICAMENTE FICAMOS DUAS DECADAS DEBAIXO DESTA POLITICA DE DESTRUIÇÃO NACIONAL. AQUI NO BRASIL E NOS PAISES EM DESENVOLVIMENTO, COM RARAS EXECEÇÕES.


MAS A VIDA TEM SUAS CONTRADIÇÕES, A VIDA É DIALÉTICA. E OS POVOS FORAM A LUTA E RESISTIRAM.
PODEMOS DIZER QUE NÃO FOI E NÃO ESTA SENDO UM PASSEIO PARA ELES IMPOREM ESTA POLITICA DE DESTRUIÇÃO.

AS MAIS VARIADAS FORMAS DE RESISTÊNCIA OCORRERAM E OCORREM, E ELES A CÚPULA IMPERIALISTA, TEM SIDO DERROTADA, A HUMANIDADE SE IMPÕE A CADA MOMENTO.
APESAR DAS BAIXAS QUE OS POVOS TIVERAM, PASSAMOS DA FASE DA RESISTÊNCIA A OFENSIVA.

EXEMPLO: NA AMÉRICA LATINA OS GOVERNOS ATRELADOS A ESTA POLITICA DO IMPERIALISMO FORAM DERROTADOS: BRASIL, VENEZUELA, PARAGUAI, URUGUAI, ARGENTINA, EQUDOR, CHILE, BOLIVIA, NICARAGUA E CUBA VIVE.

NA AFRICA COMO SIMBOLO MAIOR FOI A ELEIÇÃO DE NELSON MANDELA, NA AFRICA DO SUL E O FIM DO APARTHEID, A DERROTA NA SOMÁLIA, O FIM DA GUERRA EM ANGOLA, SIGNIFICOU A DERROTA DOS CAPACHOS DO IMPÉRIO.



NA ASIA, A CHINA DESPONTA COMO GRANDE NAÇÃO, COM A DIREÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA, A COREIA DO NORTE MANTEN-SE VIVA, ASSIM COMO A INDIA, A MALÁSIA ROMPEM COM A POLITICA IMPERIALISTA, COMO A LIBERTAÇÃO DO TIMOR LESTE. CENTENAS DE PAÍSES E POVOS DESTES, NOS CINCO CONTINENTES LUTAM E NÃO SE DEIXAM ESCRAVIZAR.

NO BRASIL A RESISTÊNCIA AS PRIVATIZAÇÕES, A POLITICA NEOENTREGUISTA, DERRUBOU UM PRESIDENTE E CONSEGUIMOS EVITAR A PRIVATIZAÇÕES DE EMPRESAS ESTRATÉGICAS, COMO A PETROBRÁS, BANCO DO BRASIL, CORREIOS, CAIXA ECONÔMICA E FOMOS AS RUAS E O PAU QUEBROU CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA USIMINAS E VALE DO RIO DOCE.


LUTAMOS E NÃO DEIXAMOS QUE DESTRUÍSSEM AS LEIS TRABALHISTAS, A CHAMDA "FLEXIBILIZAÇÃO".


A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE LULA SIGNIFICOU UM ROTUNDO NÃO A POLITICA PRÓ-IMPÉRIO.


A ELEIÇÃO DE OBAMA É REFLEXO DAS LUTAS DOS POVOS EM TODO O MUNDO E DO POVO AMERICANO.

AS INVASÕES OCORRIDA NOS PAÍSES COMO IRAQUE, AFEGANISTÃO E A RESISTÊNCIA A BALA, OCORRE DE FORMA HERÓICA . SIGNIFICAM A PONTA DA RESISTÊNCIA ARMADA A AGRESSÃO SOFRIDA PELAS NAÇÕES.


O IMPERIALISMO AMERICANO, COM SUA POLITICA TERRORISTA, NA ERA BUSH, FEZ COM QUE AS NAÇÕES FOSSEM A LUTA E SEM MEDO O DERROTARAM.


A AÇÃO DO JORNALISTA AMERICANO DE JOGAR-LHE DOIS SAPATOS NO FUCINHO, SIMBOLIZOU O QUE OS POVOS QUERIAM FAZER, QUE É JULGÁ-LO PELOS SEUS CRIMES E CONDENA-LO A MORTE POR CRIME DE GUERRA.


O IMPERIALISMO COM SEU PODERIO BÉLICO TENTAM NOS AMEAÇAR, MAS OS POVOS NÃO SE INTIMIDAM.


A LUTA IDEOLÓGICA TAMBÉM É GRANDE, MUITOS SUCUBIRAM A IDEOLOGIA DO INIMIGO, ACREDITANDO QUE O SOCIALISMO SERIA IMPOSSÍVEL AOS POVOS DO MUNDO CONQUISTA-LO. ALGUNS SE DEIXARAM COOPTAR, OUTROS SE DESLIGARAM DA MILITANCIA. PENSARAM E ACREDITARAM QUE O IMPÉRIO ESTAVA FORTE.


MAS VENCEU A HUMANIDADE, A BABÁRIE NÃO VENCE E NÃO VENCERÁ.


SABEMOS QUE A ELEIÇÃO DE OBAMA NÃO É UM MILAGRE E NEM A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE. É O PRIMEIRO PASSO, E DEMONSTROU A TODOS QUE VALE A PENA LUTAR, PRECISAMOS AVANÇAR MAIS.


CADA AÇÃO POLITICA DE MUDANÇA SIGNIFICA MUITO. QUANTAS PASSEATAS, GREVES, ATOS PÚBLICOS EM DEFESA DOS INTERESSES DOS PAÍSES, DOS TRABALHADORES, FORAM REALIZADAS.EM TODOS OS LOCAIS ONDE ISTO ACONTECEU E ACONTECE, NO MUNDO, SEJA NA RUA, NO PARLAMENTO TODAS AS FRENTES DE LUTA FORAM E SÃO IMPORTANTES.


NESTE MOMENTO A ELEIÇÃO DE OBAMA SIGNIFICA UM PASSO IMPORTANTE NO CAMINHO DAS MUDANÇAS QUE O MUNDO PRECISA.O CAPITALISMO, ESTA PROVADO, NÃO SERVE A HUMANIDADE MAIS. CUMPRIU SEU PAPEL HISTÓRICO ENQUANTO SISTEMA. PRECISAMOS AVANÇAR RUMO AO SOCIALISMO, "PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDANCIA".


OBVIAMENTE QUE NÃO É UMA LUTA FÁCIL, OS MORIBUNDOS RESISTEM.DESISTIR NUNCA, LUTAR SEMPRE, A VITÓRIA SERÁ NOSSA E DA HUMANIDADE.

COMO DIZIA MATHER LUTHER KING "NÃO É OMISSÃO DOS MAUS QUE PREOCUPA E SIM A OMISSÃO DOS BONS".
POR MAIS ADVERSAS SEJAM AS CONDIÇÕES, TEMOS QUE PROSSEGUIR... A LUTAR SEMPRE.


EM RESPEITO AQUELES QUE LUTARAM E LUTAM ATÉ HOJE PARA QUE TENHAMOS UM PAÍS PROSPERO E UM MUNDO MAIS JUSTO. TEMOS QUE PROSSEGUIR.


COM CERTEZA O POVO AMERICANO TEM MUITO A CONTRIBUIR PARA HUMANIDADE, ASSIM COMO CONTRIBUIU NO PASSADO.

O BRASIL, COM NOSSO POVO INTELIGENTE, TRABALHADOR, ESTÁ CONTRIBUINDO PARA O PROGRESSO DE TODOS DA HUMANIDADE, TEMOS UM GRANDE EXEMPLO SANTOS DUMONT, COM AVIÃO, QUE SERVE A HUMANIDADE E GETULIO VARGAS. ESTE ULTIMO, DISSE FRANKILIN ROOSEVELT, QUE INSPIRAVA-SE NO PRESIDENTE GETULIO PARA APLICAR A SUA POLITICA NOS EUA. A LUTA SE SEGUE, "ATÉ VITÓRIA SEMPRE!"


AYLTON NEVES DE MATTOS FILHO





































sábado, 24 de janeiro de 2009

ELEIÇÕES NOS EUA E A HUMANIDADE
Autor: Aylton Neves de Mattos Filho




PENSO QUE A ELEIÇÃO DE OBAMA HUSSEIN, REPRESENTA AS MUDANÇAS QUE A SOCIEDADE AMERICANA CLAMA E POVOS E NAÇÕES DO MUNDO INTEIRO.
DURANTE ANOS A POLITICA AMERICANA FOI DE PRÁTICA DE TERRORISMO DE ESTADO, TANTO A PRATICADA CONTRA SEU PRÓPRIO POVO E COM OS POVOS DO MUNDO INTEIRO.
EM MAIS DE 50 ANOS A CUPULA FASCISTA, ASSASSINA DOS EUA, MATOU MILHÕES E MILHÕES DE SERES HUMANOS. EXEMPLO TEM A GUERRA DO VIETNÃ (03 MILHÕES DE MORTES), CORÉIA (05 MILHÕES DE MORTES), NO IRAQUE (01 MILHÃO), NO AFEGANISTÃO (500.000 MOTRTES), FORA OS GOLPES DE ESTADO NA AMÉRICA LATINA, ÁFRICA, ASIA, EUROPA, ONDE OS GOVERNOS DE VERMES CAPACHOS IMPUSERAM O TERROR AOS SEUS POVOS.
AMEAÇAS, TORTURAS, ASSASSINATOS, TENTATIVAS E GOLPES DE ESTADO. NENHUM PAÍS FICOU DE FORA DA POLITICA TERRORISTA PRATICADA PELO GOVERNO AMERICANO.
TENTARAM IMPOR AOS POVOS PARA QUE ESTES ENTREGASSEM SEU PATRIMONI. A POLITICA ECONOMICA DE “ESTADO MINIMO”, DIZIAM QUE IRIA RESOLVER OS PROBLEMAS DA HUMANIDADE, O MERCADO VIROU O SALVADOR DOS MALES HUMANOS.
NA REALIDADE ESTA POLITICA SIGNIFICA A EXPROPRIAÇÃO DA RIQUEZA DOS POVOS, PARA ALIMENTAR OS PARASITAS ESPECULADORES DE WALL STRETT. COM ISSO MILHÕES DE HOMENS E MULHERES SE VIRÃO PRIVADOS DOS SEUS DIREITOS MAIS ELEMENTARES
A FOME ESPALHOU-SE COMO NUNCA, MILHÕES MORRERAM POR NÃO TER ÁGUA POTÁVEL, ESGOTOS, NÃO TEREM MORADIAS DIGNAS.
PARA IMPOR ESTA DEVASTAÇÃO, ESTA POLITICA DE GUERRA DE ASSALTO, AO PATRIMONIO DOS POVOS, UTILIZOU-SE TAMBÉM DA PROPAGANDA MENTIROSA, DIARIAMENTE VEICULADA NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO INTERNACIONAIS, A CENSURA FOI IMPOSTA COMO POLITICA DE DEFESA DA “DEMOCRACIA” DELES.
A OLIGARQUIA BELICISTA FINACEIRA, FRAUDOU INCLUSIVE AS ELEIÇÕES AMERICANAS, PARA COLOCAR NO PODER UM IDIOTA, DÉBIL MENTAL, SEM ESCRUPLO, NA PRESIDENCIA, NEM MESMOA “DEMOCRACIA”, AS REGRAS ELEITORAIS AMERICANAS, QUE SÃO DIFERENTES DO BRASIL, FOI RESPEITADA.
A CORRUPÇÃO PASSOU A SER PRÁTICA COMUM. MILHARES DE DIRIGENTES DE GOVERNOS, DOS TRABALHADORES FORAM ARRASTADOS PARA ESTA POLITICA DE DEVASTAÇÃO.
VIMOS PRESIDENTES PRINCIPALMENTE NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO DEFENDEREM ESSES INTERESSES ESCUSOS, COM O DISCURSO DO “ESTADO MINIMO”. O QUE OCORREU NA REALIDADE FOI O ASSALTO AO PATRIMONIO PUBLICO, DEZENAS DE EMPRESAS PUBLICAS FORAM “PRIVATIZADAS”.
EM TODOS OS CONTINENTES ESTA PRÁTICA POLITICA DE DEVASTAÇÃO FOI PRATICADA.
QUALQUER SINAL DE NACIONALISMO, DE DEFESA DOS INTERESSES NACIONAIS DOS POVOS OU DOS GOVERNOS, ERAM TRATADOS COMO RETROGADOS, DINOSSAUROS, QUE NÃO CABIA NO MUNDO “MODERNO”. TODOS DEVERIAM RENDER-SE A “GLOBALIZAÇÃO
A OS POVOS RESTAVAM APENAS CONFORMAR-SE A FICAR NA MISÉRIA. ESSE ERA O NOSSO DESTINO, NÃO PODIAMOS ESCAPAR. ISTO FOI DITO AOS QUATRO CANTOS DO PLANETA, MENTIROSAMENTE, DIAS APÓS DIAS, HORAS E MAIS HORAS, DAS MAIS VARIADAS FORMAS, SEJA NOS JORNAIS, NA TV, RADIOS, NO CINEMA, EM TODOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, COMO VERDADE ABSOLUTA. AOS POVOS RESTAVAM APENAS VER SEU PATRIMONIO SER DESTRUIDO, ROUBADO E CONFORMAR-SE COM ISSO.
A GRANDE MÍDIA INTERNACIONAL E COLONIZADA FEZ O PAPEL DE TENTAR NOS CONVENCER,DESTA MENTIRA, DO CAPITALISMO ETERNO. USAM AQUELA MÁXIMA DO IMPÉRIO ROMANO, “NÃO BASTA APENAS ESCRAVIZAR TEMOS QUE CONVENCER O ESCRAVO QUE A SITUAÇÃO EM QUE VIVEM É NORMAL”. NASCERAM ESCRAVOS MORRERAM ESCRAVOS. MAS SPARTUCUS DISSE NÃO A ESCRAVIDÃO. A PONTO DE “JORNALISTAS”, BEM PAGOS, PELOS ESPECULADORES, INVENTAREM TESES, TEORIAS, SURGIRAM ESPECIALISTAS, DIZENDO QUE ERA O FIM DA HISTÓRIA, O CAPITALISMO SERIA ETERNO E ETC.
PODEMOS ENUMERAR EXEMPLOS: NA EUROPA A DERRUBADA DO PRESIDENTE DA IUGUSLÁVIA, MELOSOVIC, RETRATADO COMO SE FOSSE UM BANDIDO, O PAIS FOI AGREDIDO, COM BOMBAS INCLUSIVE COM FRAGMENTOS ATOMICOS. NA PALESTINA ATÉ HOJE AGREDIADA, NO IRAQUE A AGRESSÃO E DERRUBADA E ASSASSINATO DO PRESIDENTE SADAM HUSSEIN E SEUS DIRIGENTES, O IRÃ, A LIBIA, A SIRIA, A COREIA DO NORTE, AFEGANISTÃO, VENEZUELA, CONGO, ZIMBABUE, A HEROICA CUBA, E DEZENAS DE NAÇÕES COSNTANTEMENTE AMEAÇADAS E AGREDIDAS, POR NÃO ACEITAR A POLITICA DE ASSALTO AOS SEUS POVOS, A MIDIA IMPERIALISTA E COLONIZADA TRATA SEUS LIDERES DIRIGENTES COMO FOSSEM BANDIDOS O DIABO E O BUSH, E SUA QUADRILHA DE MARGINAIS COMO FOSSEM HEROIS SALVADORES DA HUMANIDADE. MENTEM, ATACAM DIARIAMENTE MUDAM INCLUSIVE COM IMAGENS.
NO BRASIL ESTA MIDIA COLONIZADA, NÃO É DIFERENTE. VEJAM APOIARAM O ADVERSÁRIO DE OBAMA, QUE APARECIA MUITO MAIS QUE OBAMA. REPETIMA COMO VENTRÍCULOS A MENTIRAS CONTRA SADAM, MELOSOVIC, HUGO CHAVES, EVO MORALES E ETC. MENTEM E ATACAM ATÉ LIDERANÇAS DO BRASIL DE ONTEM E DE HOJE COMO GETULIO VARGAS,LEONEL BRIZOLA, LULA. NÃO QUEREM QUE QUALQUER SENTIMENTO NACIONALISTAS DESPERTEM NA CONSCIÊNCIA DO POVO BRASILEIRO. MAS O POVO BRASILEIRO AMA SUA PÁTRIA CONSTRUÍDA A SANGUE. NÃO SERÁ ESTA MIDIA COLONIZADA QUE IRÁ NOS CONVENCER, ELES JÁ TIVERAM DEMOSNTRAÇÃO QUANDO DA MORTE DE GETULIO, QUANDO O POVO INVADIU SUAS REDAÇÕES E FEZ O QUE FEZ. TEM AQULE MÁXIMA: “O POVO NÃO É BOBO FORA REDE GLOBO”, EXPRESSÃO MAIOR DA MIDIA COLONIZADA ESTA PAUTA AS OUTRAS MIDIAS, ASSIM COMO A REVISTA APARTHIED DA VEJA E FOLHA E ESTADÃO DE SP
NESTE PERÍODO O QUE VIMOS É O AUMENTO DA FOME, DA MISÉRIA, DA VIOLÊNCIA, DO TRAFICO DE DROGAS, DA PROSTIUIÇÃO, DO DESEMPREGO, DA DESTRUILÇÃO DE DEZENAS DE LARES E FAMILIAS.
PRATICAMENTE FICAMOS DUAS DECADAS DEBAIXO DESTA POLITICA DE DESTRUIÇÃO NACIONAL.
MAS A VIDA TEM SUAS CONTRADIÇÕES, A VIDA É DIALÉTICA. E OS POVOS FORAM A LUTA E RESISTIRAM.

PODEMOS DIZER QUE NÃO FOI E NÃO ESTA SENDO UM PASSEIO PARA ELES IMPOREM ESTA POLITICA DE DESTRUIÇÃO.
AS MAIS VARIADAS FORMAS DE RESISTÊNCIA OCORRERAM E OCORREM, E ELES A CÚPULA IMPERIALISTA, TEM SIDO DERROTADA, A HUMANIDADE SE IMPÕE A CADA MOMENTO.
APESAR DAS BAIXAS QUE OS POVOS TIVERAM, PASSAMOS DA FASE DA RESISTÊNCIA A OFENSIVA.
EXEMPLO: NA AMÉRICA LATINA OS GOVERNOS ATRELADOS A ESTA POLITICA DO IMPERIALISMO FORAM DERROTADOS: BRASIL, VENEZUELA, PARAGUAI, URUGUAI, ARGENTINA, EQUDOR, CHILE, BOLIVIA, NICARAGUA E CUBA VIVE.
NA AFRICA COMO SIMBOLO MAIOR A ELEIÇÃO DE MANDELA E O FIM DO APARTHEID, E A DERROTA NA SOMÁLIA, SIGNIFICOU A DERROTA DOS CAPACHOS DO IMPERIO.
NA ASIA, A CHINA DESPONTA COMO GRANDE NAÇÃO, COM A DIREÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA, A COREIA DO NORTE MANTEN-SE VIVA, ASSIM COMO A INDIA, A MALÁSIA ROMPEM COM A POLITICA IMPERIALISTA, ASSIM COMO A LIBERTAÇÃO DO TIMOR LESTE.
ASSIM, CENTENAS DE PAISES E POVOS DESTES, NOS CINCO CONTINENTES LUTAM E NÃO SE DEIXAM ESCRAVIZAR.
MARISA E LULA
NO BRASIL A RESISTÊNCIA AS PRIVATIZAÇÕES, A POLITICA NEOENTREGUISTA, DERRUBOU UM PRESIDENTE E CONSEGUIMOS EVITAR A PRIVATIZAÇÕES DE EMPRESAS ESTRATÉGICAS, COMO A PETROBRÁS, BANCO DO BRASIL, CORREIOS, CAIXA ECONÔMICA E FOMOS AS RUAS E O PAU QUEBROU CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA USIMINAS E VALE DO RIO DOCE.
LUTAMOS E NÃO DEIXAMOS QUE DESTRUÍSSEM AS LEIS TRABALHISTAS, A CHAMDA “FLEXIBILIZAÇÃO”.

A ELEIÇÃO DO PRESIDENTE LULA SIGNIFICOU UM ROTUNDO NÃO A POLITICA PRÓ-IMPÉRIO.
A ELEIÇÃO DE OBAMA É REFLEXO DAS LUTAS DOS POVOS EM TODO O MUNDO E DO POVO AMERICANO.
AS INVASÕES OCOCRRIDA NOS PAISES COMO IRAQUE, AFEGANISTÃO E A RESISTÊNCIA QUE OCORRE,DE FORMA HEROICA , SIGNIFICAM A PONTA DA RESISTÊNCIA ARMADA A AGRESSÃO SOFRIDA PELAS NAÇÕES.
O IMPERIALISMO AMERICANO, COM SUA POLITICA TERRORISTA, NA ERA BUSH, FEZ COM QUE AS NAÇÕES FOSSEM A LUTA E SEM MEDO O DERROTARAM.
A AÇÃO DO JORNALISTA AMERICANO DE JOGAR-LHE DOIS SAPATOS NO FUCINHO, SIMBOLIZOU O QUE OS POVOS QUERIAM FAZER, QUE É JULGÁ-LO PELOS SEUS CRIMES E CONDENA-LO A MORTE POR CRIME DE GUERRA.
O IMPERIALISMO COM SEU PODERIO BÉLICO TENTAM NOS AMEAÇAR, MAS OS POVOS NÃO SE INTIMIDAM.
A LUTA IDEOLÓGICA TAMBÉM É GRANDE, MUITOS SUCUBIRAM A IDEOLOGIA DO INIMIGO, ACREDITANDO QUE O SOCIALISMO SERIA IMPOSSÍVEL AOS POVOS DO MUNDO CONQUISTA-LO. ALGUNS SE DEIXARAM COOPTAR, OUTROS SE DESLIGARAM DA MILITANCIA. PENSARAM E ACREDITARAM QUE O IMPÉRIO ESTAVA FORTE.
MAS VENCEU A HUMANIDADE, A BABÁRIE NÃO VENCE E NÃO VENCERÁ.
SABEMOS QUE A ELEIÇÃO DE OBAMA NÃO É UM MILAGRE E NEM A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE. É O PRIMEIRO PASSO, E DEMONSTROU A TODOS QUE VALE A PENA LUTAR, PRECISAMOS AVANÇAR MAIS.
CADA AÇÃO POLITICA DE MUDANÇA SIGNIFICA MUITO. QUANTAS PASSEATAS, GREVES, ATOS PÚBLICOS EM DEFESA DOS INTERESSES DOS PAÍSES, DOS TRABALHADORES, FORAM REALIZADAS.
EM TODOS OS LOCAIS ONDE ISTO ACONTECEU E ACONTECE, NO MUNDO, SEJA NA RUA, NO PARLAMENTO TODAS AS FRENTES DE LUTA FORAM E SÃO IMPORTANTES.
NESTE MOMENTO A ELEIÇÃO DE OBAMA SIGNIFICA UM PASSO IMPORTANTE NO CAMINHO DAS MUDANÇAS QUE O MUNDO PRECISA.
O CAPITALISMO ESTA PROVADO, NÃO SERVE A HUMANIDADE MAIS. CUMPRIU SEU PAPEL HISTÓRICO ENQUANTO SISTEMA. PRECISAMOS AVANÇAR RUMO AO SOCIALISMO, “PARA QUE TODOS TENHAM VIDA E VIDA EM ABUNDANCIA”.
OBVIAMENTE QUE NÃO É UMA LUTA FÁCIL, OS MORIBUNDOS RESISTEM.
DESISTIR NUNCA, LUTAR SEMPRE, A VITÓRIA SERÁ NOSSA E DA HUMANIDADE.
COMO DIZIA MATHER LUTHER KING “NÃO É OMISSÃO DOS MAUS QUE PREOCUPA E SIM A OMISSÃO DOS BONS”
POR MAIS ADVERSAS SEJAM AS CONDIÇÕES, TEMOS QUE PROSSEGUIR... A LUTAR SEMPRE.
EM RESPEITO AQUELES QUE LUTARAM E LUTAM ATÉ HOJE PARA QUE TENHAMOS UM PAÍS PROSPERO E UM MUNDO MAIS JUSTO. TEMOS QUE PROSSEGUIR
COM CERTEZA O POVO AMERICANO TEM MUITO A CONTRIBUIR PARA HUMANIDADE, ASSIM COMO CONTRIBUIU NO PASSADO.

O BRASIL, COM NOSSO POVO INTELIGENTE, TRABALHADOR, ESTÁ CONTRIBUINDO PARA O PROGRESSO DE TODOS DA HUMANIDADE, TEMOS UM GRANDE EXEMPLO SANTOS DUMONT, COM AVIÃO, QUE SERVE A HUMANIDADE E GETULIO VARGAS, ESTE ULTIMO DISSE FRANKILIN ROOSEVELT, QUE INSPIRAVA-SE NO PRESIDENTE GETULIO PARA APLICAR A SUA POLITICA NOS EUA.