BRASIL PRA FRENTE

BRASIL PRA FRENTE!
O RIO DE JANEIRO DE PÉ PELO BRASIL!





















quarta-feira, 30 de julho de 2008


AS LOUCURAS DAS ILUSÕES LOUCAS
As loucuras são intensas, nas loucas pessoas.E pensar que poderia a louca mente estaria só.

Ser só da mente louca.

Mas a loucura foi tanta que afastou o louco e atraiu os iludidos.

A loucura daquele amor que passou a ser de ilusões loucas do amor loucamente inviável.

O louco adquiriu consciência.

O louco pensou que poderia viver um louco amor...mas, as barreiras da ilusão , impede que os loucos se aproximem.
O que será da loucura, da louca mente...que viabiliza seu corpo...para que vivamos aquele corpo louco...depois foge correndo nos braços dos iludidos daquela amor sem vida?

Seria loucura procurar entender esta loucura...que passa nesta iludida mente?
Foi-se a loucura, foi embora o amor louco, a realidade.

A ilusão não quer viver a realidade...quer manter-se iludida...toda ilusão nega a realidade...pensa que a vida...está na sua mente... devaga...perdem-se no nada...

Quando a ilusão por um instante vai embora?

A realidade é mais louca...mas ela é palpável...a realidade, a vida real, com loucura pode ser mudada...por força da ação real de um louco real, de um "maluco beleza".

Mas há os loucos sem beleza...e são muitos...que na ilusão de dizerem que são loucos..., são iludidos, negam a si e a realidade...

Os verdadeiros loucos, afirmam a realidade.

Querem que a vida louca...torna-se realmente muito mais louca...com grandes loucuras a fazer e de novas loucuras a transformar...

Nós os loucos...caminhamos... conscientemente loucos...sejamos mais numerosos, sempre...

São estes que fazem a realidade avançar para melhor.

Os iludidos não são loucos? São iludidos...pensam que são loucos...

Os loucos transformam a realidade, participam intensamente...

Os iludidos, dos seus sonhos fogem...ou agacham-se aos mais iludidos, giram em torno de si.

O restante são ilusões... e ilusão não é loucura é ilusão...

Fujões são os iludidos de almas, que penam nas suas andanças...nos seus moinhos de ventos.

O que pensam... em suas iludidas loucuras de mentes de vento?

Aylton Neves de Mattos Filho
AS LOUCURAS DAS ILUSÕES LOUCAS

As loucuras são intensas, nas loucas pessoas.E pensar que poderia a louca mente estaria só.

Ser só da mente louca.

Mas a loucura foi tanta que afastou o louco e atraiu os iludidos da loucura daquele amor que passou a ser de ilusões loucas do amor loucamente inviável.

O louco adquiriu consciência.

O louco pensou que poderia viver um louco amor...mas as barreiras da ilusão da loucura, impede que os loucos se aproximem.
O que será da loucura, da louca mente...que viabiliza seu corpo...para que vivamos aquele corpo louco...depois foge correndo loucamente nos braços dos iludidos daquela paixão sem vida?Seria loucura procurar entender esta loucura...que passa nesta louca mente?Foi-se a loucura, foi embora o amor louco, a realidade.

A ilusão não quer viver a realidade...quer manter-se iludida...toda ilusão nega a realidade...pensa que a vida...está na sua mente... devaga...perde-se em nada...quando a ilusão por um instante vai embora...

A realidade é mais louca...mas ela é palpável...a realidade, a vida real, com loucura pode ser mudada...por força da ação real de um louco real, de um "maluco beleza".

Mas há os loucos sem beleza...e são muitos...que na ilusão de dizerem que são loucos..., são iludidos, negam a si e a realidade...

Os verdadeiros loucos, afirmam a realidade.

Querem que a vida louca...torna-se realmente muito mais louca...com grandes loucuras a fazer e de novas loucuras a transformar...

Nós os loucos...caminhamos... conscientemente loucos...sejamos mais numerosos, sempre...

São estes que fazem a realidade avançar para melhor.

Os iludidos não são loucos? São iludidos...pensam que são loucos...

Os loucos transformam a realidade, participam intensamente...

Os iludidos, dos seus sonhos fogem...ou agacham-se aos mais iludidos, giram em torno de si.

O restante são ilusões... e ilusão não é loucura é ilusão...

Fujões são os iludidos de almas, que penam nas suas andanças...nos seus moinhos de ventos.

O que pensam... em suas iludidas loucuras de mentes de vento?

Aylton Neves de Mattos Filho
AS LOUCURAS DAS ILUSÕES LOUCAS

As loucuras são intensas, nas loucas pessoas.
E pensar que de poderia a louca mente estaria só.

Ser só da mente louca.Mas a loucura foi tanta que afastou o louco e atraiu os iludidos da loucura daquele amor que passou a ser de ilusões loucas do amor loucamente inviável.E pensar que poderia viver um louco amor...mas as barreiras da ilusão da loucura, impede que os não loucos se aproximem.
O que será da loucura, da louca mente...que viabiliza seu corpo...para que vivamos aquele corpo louco...depois foge correndo loucamente nos braços dos iludidos daquela paixão sem vida?Seria loucura procurar entender esta loucura...que passa nesta louca mente?Foi-se a loucura, foi embora o amor louco, é realidade, e a loucura não quer viver a realidade...quer manter-se louca...toda loucura nega a realidade...pensa que a vida...está na sua mente...que devaga...perde-se em nada...quando a loucura por um instante vai embora...a realidade é mais louca...mas ela é palpável...a realidade, a vida real com loucura pode ser mudada...por força da ação real de um louco real, "maluco beleza".

Mas há os loucos sem beleza...e são muitos...que na ilusão de dizerem que são são loucos..., são iludidos, negam a si e a realidade...

Os verdadeiros loucos, afirmam a realidade. Querem que a vida louca...torna-se realmente muito mais louca...com grandes loucuras a fazer e de novas loucuras a transformar...mas deixem, nós os loucos...caminhamos...que os conscientemente loucos...sejam mais numerosos, sempre...

E os iludidos que não são loucos? São iludidos...pensam que são loucos...

Os loucos transformam a realidade, participam intensamente...

Os iludidos, dos sem sonhos, fogem...ou agacham-se aos mais iludidos, giram em torno de si.

O restante são ilusões... e ilusão não é loucura é ilusão... é amigos...fujões são os iludidos das almas, que penam nas suas andanças...nos seus moinhos de ventos...

O que pensam... em suas iludidas loucuras de mentes de vento?

Aylton Neves de Mattos Filho

terça-feira, 29 de julho de 2008


AS LOUCURAS DAS ILUSÕES
As loucuras são intensas, nas loucas pessoas.
Pensar que se poderia a louca mente estaria só. E ser só da mente louca.
Mas a loucura foi tanta que afastou o louco e atraiu os iludidos da loucura daquele amor que passou a ser de ilusões loucas do amor loucamente inviável.
E pensar que poderia viver um louco amor...mas as barreiras da ilusão da loucura, impede que os não loucos se aproximem.
O que será da loucura, da louca mente...que viabiliza seu corpo...para que vivamos aquele corpo louco...depois foge correndo loucamente nos braços dos iludidos daquela paixão sem vida?
Seria loucura procurar entender esta loucura...que passa nesta louca mente...Foi-se a loucura, foi embora o amor louco, é realidade, e a loucura não quer viver a realidade...quer manter-se louca...todo loucura nega a realidade...pensa que a vida...está na sua mente...que devaga...perde-se em nada...quando a loucura por instante vai embora...a realidade é mais louca...mas ela é palpável...a realidade, a vida real com loucura pode ser mudada...por força da ação real de um louco real, "maluco beleza".
Mas há os loucos sem beleza...e são muitos...que na ilusão de dizerem que não são loucos...negam a si e a realidade...os verdadeiros loucos, afirmam, a realidade existe...querem que a vida louca...torna-se realmente muito mais louca...com grandes loucuras a fazer e de novas loucuras a transformar...mas deixem, nós os loucos...caminharem...que os conscientemente loucos...sejam mais numerosos, sempre...e os iludidos que não são loucos, são iludidos...pensem que são loucos...os loucos transformam a realidade, participam intensamente...os iludidos, os sem sonhos fogem...só os loucos sonham...e transformam...o restante são ilusões... e ilusão não é loucura, é ilusão... é amigos...fujões são os iludidos das almas, que penam nas suas andanças...nos seus moinhos de ventos... que pensam...em suas iludidas loucuras de mentes de vento...

Aylton Neves de Mattos Filho

segunda-feira, 28 de julho de 2008



O PRESIDENTE LULA TEM RAZÃO.


"O MELHOR REMÉDIO DE COMBATER A INFLAÇÃO É COM A PRODUÇÃO"


CRESCIMENTO, COM GERAÇÃO DE MILHÕES DE EMPREGOS, ELEVANDO O PODER AQUISITIVO DOS TRABALHADORES, COMBATE-SE A INFLAÇÃO.

AS VIUVAS, DO NEO-ENTREGUISMO, INCRUSTADA, BANCO CENTRAL

QUEREM MANTER O BRASIL, ATRELADO A POLITICA DE FAVORECIMENTO, AOS ESPECULADORES, AS CUSTAS DA MISÉRIA.

É ISSO AÍ PRESIDENTE.

POR ISSO QUE O POVO QUER A SUA REELEIÇÃO NOVAMENTE.



Manifestantes ocuparam o centro de Belgrado em repúdio à prisão de Karadzic e à corte-farsa
Pelo segundo dia consecutivo, centenas de manifestantes tomaram o centro de Belgrado, capital da Sérvia, para denunciar a prisão do ex-presidente da República Sérvia da Bósnia, Radovan Karadzic, e repudiar sua entrega à corte da Otan, organização criminosa de guerra que bombardeou a Iugoslávia para impor o desmembramento do país. O ato foi convocado por entidades patrióticas e pelos partidos que se opõem ao governo colaboracionista no poder.
Aos brados de "Sérvia!", "Karadzic", "Vojislav" [Seselj] – líder do Partido Radical Sérvio mantido sob seqüestro em Haia -, e "Mladic" – o general que chefiou na Bósnia a resistência armada à partição do país -, os manifestantes repeliram a intenção do governo Tadic de vender Karadzic em troca de algumas migalhas da União Européia. Eles denunciaram que a prisão do líder sérvio-bósnio não passa de "traição" à Iugoslávia e à Sérvia.
Enquanto diziam que a Iugoslávia não podia existir porque juntava "povos distintos", EUA e Alemanha afirmavam exatamente o contrário quando se tratava da Bósnia-Herzegovina: os sérvios estariam obrigados a se manter sob o mesmo "mini-estado" com "muçulmanos"-pró EUA, bósnios e croatas. Até hoje, a Bósnia está sob ocupação da Otan, que foi preparada pela mídia imperial através de campanhas de desinformação como "a matança do mercado de Sarajevo" e "o massacre de Srebenica". Assim como fizeram contra o Iraque para justificar a invasão: "armas de destruição em massa", "massacre de curdos" e "atentado contra Bush pai".

domingo, 27 de julho de 2008

Ali Kamel, o "mais pior" dos jornalistas Mauro Carrara*
Kamel entrava por uma porta da matriz de São Félix do Araguaia, enquanto o lépido prelado espanholito saía pela outra. Exaurido, molhado e humilhado, sem qualquer informação, o repórter da Veja retornou ao Rio de Janeiro, onde bolou uma pensata para enfiar nas colunetas anti-Teologia da Libertação da revista do Seo Civita.É longa a lista de reveses do jornalista, longa o bastante para a edição de uma bela brochura de inconfidências. Se não se saía lá muito bem como repórter e redator, Kamel empenhou-se em mostrar fidelidade canina a seus patrões. Como sabujo, prosperou. Em O Globo, notabilizou-se como chefete, a um só tempo fraco e cruel. Dirigindo-se aos subordinados, costumava repetir um argumento de coação: "você vai fazer porque estou mandando, e porque minha mãe precisa ler essa matéria amanhã cedo". Kamel é autor do livro Não Somos Racistas, um espetacular exercício de farsa epistemológica, em que ousa até distorcer estudos do finado Florestan Fernandes. Nessa peça velhaca, destinada a desqualificar a instituição de cotas raciais nas universidades, o jornalista afirma, em cândida patifaria, que findará a desigualdade quando todos tiverem as mesmas condições. Em 200 páginas marotas, no entanto, não logra estabelecer um modelo alternativo para que se obtenha um alinhamento na oferta de oportunidades. Tamanhas demonstrações de afinação com o pensamento dos barões da mídia renderam a Kamel o cargo de diretor de jornalismo da Rede Globo de Televisão. Neste Agosto de rescaldo, estreou como assessor, e escreveu A Grande Imprensa, conjunto de mal traçadas linhas destinadas a apresentar defesa da mídia monopolista, fortemente criticada depois da cobertura criminosa da tragédia com o Airbus da TAM. Kamel afirma que a "grande imprensa" vem sendo atacada por setores "autoritários e antidemocráticos" que "sentem-se ameaçados". Cabe perguntar ao assessor de imprensa dos barões quais seriam os tais setores autoritários. Caso se refira ao Governo Federal, vale uma reflexão sobre a tal "liberdade de imprensa", obsessivamente evocada pelos golpistas brasileiros. Se tal direito é garantido ao meios de comunicação, por que não pode ser estendido àqueles que, por eles, se julgam injuriados, caluniados e difamados? Em sua sofística de botequim, Kamel parte do pressuposto absurdo de que a liberdade de expressão é unilateral. Vale, portanto, apenas para aqueles que detêm os meios de informação, e nunca para aqueles que neles são detratados. Segundo Kamel, o tais setores autoritários consideram notícia apenas aquilo que não "atrapalha os seus planos de poder". A crítica tem endereço: o governo Lula e os partidos da base aliada. Não se vê, entretanto, o capitão-do-mato dos Marinho exigir autonomia quando jornalistas, inclusive da Rede Globo, são pressionados e ameaçados por figuras como o governador de São Paulo, José Serra, interventor eventual e informal em várias redações, nas quais freqüentemente faz rolar cabeças. Ao criticar aqueles que se mobilizam contra a distorção do noticiário, Kamel diz que "mentem, atribuem à grande imprensa coisas que ela não fez e denunciam conspirações inexistentes". Cabe novamente indagar: quem mente? Ex-globais como Paulo Henrique Amorim, Azenha e Rodrigo Vianna têm mostrado ao mundo, para perfeito entendimento, até dos entes planetários, que a emissora dos Marinho inventa, manipula e distorce. O relato público de Vianna, em especial, mostra de que maneira a Rede Globo se consolidou como podre partido político, conservador, fomentador do vale-tudo na campanha de desconstrução de imagens públicas. A Rede Globo e a grande imprensa têm longa folha corrida. Do caso Escola Base ao caso TAM, há uma extensa relação de abusos, de distorções, de julgamentos sumários e de imputações indevidas. Conspirações? Existem, sim. Basta relembrar o que ocorreu quando do caso "dossiê", que levou a eleição presidencial ao segundo turno, em 2.006. Que Kamel nos responda: a) por que a grande imprensa evitou qualquer investigação sobre a participação de José Serra e outros membros do PSDB na máfia dos sanguessugas? b) por que até agora a Rede Globo não explicou de que modo foi obtida a foto do dinheiro pago pela documentação? Aposto que Kamel não explicará. Sabe-se da vergonhosa tramóia que envolveu o delegado-15-minutos-de-fama e os reporteiros Boccardi e Tralli. Seguindo em sua peça de defesa, Kamel arrisca um refinamento literário: "É uma tautologia, mas, na atual conjuntura, vale dizer: o jornalismo só é livre e independente quando não depende de nenhuma fonte exclusiva de financiamento". Poder-se-ia criticá-lo pelo pecado sintático, mas reza o livro da boa educação que nos restrinjamos ao debate de idéias. "Livre" e "independente" são termos que não deveriam ser utilizados no caso de grandes redes de televisão. Designação imprópria. Não há ingenuidade que justifique a assertiva do assessor de imprensa. Logicamente, as grandes redes de TV não defendem um interesse específico e singular, mas uma doutrina política de viés conservador, propagandeada pelas grandes corporações e pelos setores políticos que lhes servem. Sabemos muito bem, por exemplo, por qual breviário ora o presidente da Philips. Segundo Kamel, somente a grande imprensa "tem os meios para investir em recursos humanos e tecnológicos capazes de torná-la apta a noticiar os fatos com rapidez, correção, isenção e pluralismo, sem jamais se preocupar se o que é noticiado vai ser bom ou ruim para este ou aquele cliente, para este ou aquele governo". Os brasileiros viram, no entanto, a propalada "isenção" da Globo na cobertura de duas tragédias recentes. Na primeira, na abertura da cratera do metrô, jamais se apresentou qualquer conjectura desfavorável ao governo de José Serra, preservado com máximo critério. No caso TAM, entretanto, a Globo adiantou-se em apresentar a causa do acidente, atribuindo-o à pista e, por tabela, ao presidente da República. Talvez, o critério de "isenção" seja o mesmo aplicado em 1989, na edição criminosa do debate presidencial. Por fim, ao analisar o papel da imprensa na cobertura da tragédia da TAM, Kamel nos apresenta a pérola de seu texto: "como não é pitonisa, como não é adivinha, desde o primeiro instante foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim". Ora, caro assessor, testando hipóteses?? Que que é isso? Se não é pitonisa, talvez copie os métodos do mago Merlim, em suas estripulias de invenção. Como testar, Seo Kamel? Deontologicamente, como admitir que a imprensa assuma esse papel? Estava em jogo, ali, a reputação de personalidades públicas, a imagem de técnicos de diversas áreas e a sensibilidade das famílias das vítimas da tragédia. A imprensa precisa é investigar, mas jamais emitir laudos. Pior, porque agora, admite-se que a Globo chutava, arriscava e apostava. Juntou-se a imperícia, a irresponsabilidade e a intenção de dolo. O assessor Kamel afirma ainda que o grande público tem discernimento. Ora, se a Globo descobriu as capacidades do povo, por que não o respeita? Afinal, a maior parte dessas pessoas elegeu Luiz Inácio Lula da Silva duas vezes para a presidência da República. E se o telespectador exige mesmo informação de qualidade, por que William Bonner o compara a Homer Simpson? Ora, Seo Kamel, diante de tão incongruente argumentação, adivinhamos a causa de seu fracasso no jornalismo. E caso não dê refinamento ao produto de seu novo trabalho, é certo que também perderá o emprego de assessor.*Mauro Carrara é jornalista do site NovaE

quinta-feira, 24 de julho de 2008



Povo acolhe Bashir em Darfur e rechaça corte colonialistaPopulação de Al-Fasher tomou as ruas para receber e ouvir o presidente sudanês: "Nós vamos continuar a desenvolver Darfur e a explorar o nosso petróleo" O Sudão não é, e nem será, lacaio da América", afirmou o presidente do Sudão, Omar Bashir, ao falar para uma multidão que o saudou na capital de Darfur, Al-Fasher, no dia 23. "Nós vamos continuar a desenvolver Darfur e a explorar o nosso petróleo", disse o presidente.Centenas de milhares saíram às ruas de Al-Fasher para apoiar o presidente e repudiar a agressão à soberania do país pelo promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, que emitiu mandado de prisão ilegal contra Bashir. "Mentiroso, mentiroso Ocampo", clamavam os milhares de presentes à manifestação. "A conversa de Ocampo não nos preocupa", disse Bashir. "Nós sabemos quem está por trás dele e quem o está manipulando".No dia seguinte, Bashir foi recebido com festa na cidade de Nyala, ao sul de Darfur. Além disso, o presidente irá visitar Geneia, a oeste de Darfur, perto da fronteira com o Chad, onde a guerra causou a maior destruição. Nesta cidade, Bashir vai vistoriar as obras de recuperação de infra-estrutura e moradia que estão em curso para criar condições para o retorno de refugiados."Eu digo aos moradores de Darfur que vamos devolver a paz e a segurança a vocês", declarou o presidente sob intensos aplausos e saudações. "Vamos devolver aos desabrigados e aos refugiados serviços básicos como água, saúde e eletricidade. Cada pessoa deslocada deve retornar para sua vila. O governo fornecerá ajuda social", acrescentou Bashir."Nós estamos aqui para mandar uma mensagem ao mundo: nós somos um povo de paz, nós queremos a paz, somos nós que fazemos a paz. Se Ocampo quer nos aterrorizar, diremos a ele que não nos prostramos perante mais ninguém que não seja Alá", declarou o presidente.A Assembléia Nacional aprovou, no dia 14, a Nova Lei Eleitoral, que convoca eleições gerais para o início do ano que vem com a participação de formações que estavam rebeladas e organizações civis de Darfur. A lei foi resultado da assinatura do "Amplo Acordo de Paz", com a participação da grande maioria das forças nacionais, inclusive as de Darfur, no dia 9 de junho, com a mediação da União Africana. "As forças que movem Ocampo tentam impedir que avancemos, obstruindo as eleições previstas para o ano que vem e sabotando os esforços para alcançar a paz em Darfur", afirmou Bashir.Os países árabes se mobilizaram em defesa do Sudão e de seu governo legítimo e transferiram a Bashir um plano conjunto para enfrentar a crise. A União Africana pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que desautorize as acusações do TPI contra o presidente sudanês, e a Liga Árabe denunciou que elas abrem um precedente perigoso.O presidente da Síria, Bashar Al Assad rejeitou a decisão do TPI: "Esta decisão da corte sabota os esforços para estabelecer a paz em Darfur e mina a estabilidade no Sudão". O presidente também enfatizou que a Síria, que presidiu o encontro da Liga, vai fazer "tudo o que for necessário em termos de solidariedade ao Sudão, que está sofrendo complôs cujo alvo é a sua estabilidade".O Conselho de Ministros do Exterior dos Países Árabes, reunido no Cairo, também rejeitou a decisão de Ocampo e declarou-a "legalmente inválida e fora de sua jurisdição". O Conselho acrescentou seu repúdio a este "atentado que busca minar a soberania e a estabilidade do Sudão" e convocou a comunidade internacional e as organizações internacionais a "confrontarem a decisão do TPI nos terrenos jurídico e político"."O governo do Sudão tem buscado a paz e cooperado com a ONU e a União Africana neste sentido", destaca o Conselho de Ministros.

Povo acolhe Bashir em Darfur
e rechaça corte colonialistaPopulação de Al-Fasher tomou as ruas para receber e ouvir o presidente sudanês: "Nós vamos continuar a desenvolver Darfur e a explorar o nosso petróleo" O Sudão não é, e nem será, lacaio da América", afirmou o presidente do Sudão, Omar Bashir, ao falar para uma multidão que o saudou na capital de Darfur, Al-Fasher, no dia 23. "Nós vamos continuar a desenvolver Darfur e a explorar o nosso petróleo", disse o presidente.Centenas de milhares saíram às ruas de Al-Fasher para apoiar o presidente e repudiar a agressão à soberania do país pelo promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, que emitiu mandado de prisão ilegal contra Bashir. "Mentiroso, mentiroso Ocampo", clamavam os milhares de presentes à manifestação. "A conversa de Ocampo não nos preocupa", disse Bashir. "Nós sabemos quem está por trás dele e quem o está manipulando".No dia seguinte, Bashir foi recebido com festa na cidade de Nyala, ao sul de Darfur. Além disso, o presidente irá visitar Geneia, a oeste de Darfur, perto da fronteira com o Chad, onde a guerra causou a maior destruição. Nesta cidade, Bashir vai vistoriar as obras de recuperação de infra-estrutura e moradia que estão em curso para criar condições para o retorno de refugiados."Eu digo aos moradores de Darfur que vamos devolver a paz e a segurança a vocês", declarou o presidente sob intensos aplausos e saudações. "Vamos devolver aos desabrigados e aos refugiados serviços básicos como água, saúde e eletricidade. Cada pessoa deslocada deve retornar para sua vila. O governo fornecerá ajuda social", acrescentou Bashir."Nós estamos aqui para mandar uma mensagem ao mundo: nós somos um povo de paz, nós queremos a paz, somos nós que fazemos a paz. Se Ocampo quer nos aterrorizar, diremos a ele que não nos prostramos perante mais ninguém que não seja Alá", declarou o presidente.A Assembléia Nacional aprovou, no dia 14, a Nova Lei Eleitoral, que convoca eleições gerais para o início do ano que vem com a participação de formações que estavam rebeladas e organizações civis de Darfur. A lei foi resultado da assinatura do "Amplo Acordo de Paz", com a participação da grande maioria das forças nacionais, inclusive as de Darfur, no dia 9 de junho, com a mediação da União Africana. "As forças que movem Ocampo tentam impedir que avancemos, obstruindo as eleições previstas para o ano que vem e sabotando os esforços para alcançar a paz em Darfur", afirmou Bashir.Os países árabes se mobilizaram em defesa do Sudão e de seu governo legítimo e transferiram a Bashir um plano conjunto para enfrentar a crise. A União Africana pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que desautorize as acusações do TPI contra o presidente sudanês, e a Liga Árabe denunciou que elas abrem um precedente perigoso.O presidente da Síria, Bashar Al Assad rejeitou a decisão do TPI: "Esta decisão da corte sabota os esforços para estabelecer a paz em Darfur e mina a estabilidade no Sudão". O presidente também enfatizou que a Síria, que presidiu o encontro da Liga, vai fazer "tudo o que for necessário em termos de solidariedade ao Sudão, que está sofrendo complôs cujo alvo é a sua estabilidade".O Conselho de Ministros do Exterior dos Países Árabes, reunido no Cairo, também rejeitou a decisão de Ocampo e declarou-a "legalmente inválida e fora de sua jurisdição". O Conselho acrescentou seu repúdio a este "atentado que busca minar a soberania e a estabilidade do Sudão" e convocou a comunidade internacional e as organizações internacionais a "confrontarem a decisão do TPI nos terrenos jurídico e político"."O governo do Sudão tem buscado a paz e cooperado com a ONU e a União Africana neste sentido", destaca o Conselho de Ministros.

terça-feira, 22 de julho de 2008

ECONOMIA AMERICANA EM CRISE



O FannieMae e o Freddie Mac, os dois principais bancos de crédito para habitação, respondem por 50% da dívida em hipotecas dos EUA – US$ 5 trilhões – e teriam um rombo de US$ 75 bilhões de capital para bancar empréstimos e garantir hipotecasO sistema de financiamento da habitação dos EUA praticamente entrou em colapso no final de semana, após insistentes rumores e advertências sobre o estado crítico dos dois principais bancos de fomento do setor, o Fannie Mae e o Freddie Mac, levarem o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, a anunciar medidas de emergência. Somados, o Fannie e o Freddie são responsáveis pela metade da dívida em hipotecas dos EUA – US$ 5 trilhões – e teriam um rombo de pelo menos US$ 75 bilhões de capital para bancar os empréstimos e as garantias concedidas a hipotecas. Na sexta-feira, o quadro era de caos no sistema bancário dos EUA. O segundo maior banco independente do setor de hipotecas, o IndyMac, da Califórnia, faliu. O banco de investimento Lehman Brothers – que tem assento no Fed de Nova Iorque – viu suas ações afundarem 20%. Tornou-se público que Citibank, Merrill Lynch, JP Morgan Chase e Wachovia iriam apresentar novos – e enormes - rombos nos balanços do segundo trimestre. O órgão federal de supervisão do sistema bancário, FDIC, admitiu o risco de quebra de mais "90 bancos". Para completar, as ações do Fannie Mae e do Freddie Mac, negociadas em Wall Street, desabaram respectivamente 30 e 45% só numa semana. SOLIDEZFaltava pouco para declarar o sistema hipotecário do país na UTI, e Paulson e o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ainda tentaram com declarações no Senado dos EUA adiar o colapso. Asseveraram a "solidez" do Fannie e do Freddie e que ambos "estavam regulatoriamente capitalizados". Mas, antes que a bolsa de Nova Iorque abrisse – e desmoronasse –, Paulson anunciou no domingo urgentes medidas de contenção, e que o Fed de Nova Iorque estava autorizado a garantir os créditos necessários para mantê-las à tona. Como se vê, além do Fed, agora também dá expediente no domingo o secretário do Tesouro de Bush. A agência Reuters registrou, inclusive, que o governo dos EUA estudava até mesmo a aquisição de ações dos bancos de fomento – "não uma nacionalização", explicaram, mas uma "tomada de controle" temporária. Criado pelo presidente Roosevelt durante a Grande Depressão para estimular a indústria da construção civil e a venda de moradias, o Fannie Mae empresta para bancos e caixas hipotecárias, e não para o público; foi privatizado em 1968. Posteriormente, foi criado o Freddie Mac, com funções análogas. Apesar de considerado um banco "patrocinado" pelo governo, é uma instituição privada, com ações em Wall Street, e operando com bonds e derivativos. Desde o estouro da bolha do subprime, as duas empresas vinham sendo pressionadas ao extremo, para absorverem mais e mais hipotecas e papéis bichados dos grandes bancos abalroados pela crise. Em março, quando se deu a bancarrota do Bear Stearns, o governo Bush mandou arrombar os dois bancos de fomento, através de, entre outras coisas, esticar seu limite para compra desses títulos-lixo para aliviar Wall Street. Não se sabe exatamente quanto é o rombo gerado. Artigo do "The New York Times" apontou US$ 11 bilhões. Um ex-diretor do Fed afirmou que o buraco é de US$ 75 bilhões. E com os maiores bancos, corretoras e caixas imobiliárias dos EUA pendurados. GARANTIAO NYT afirmou que "o governo [Bush] chegou até mesmo a analisar criar uma lei que ofereça uma garantia explícita do governo para os US$ 5 trilhões de débito possuído ou garantido pelas companhias". O que, apontou, seria "uma opção muito menos atrativa, porque efetivamente dobraria o tamanho da dívida pública". (Além de "ineficaz", porque "os mercados já aceitam amplamente que o governo está por trás das companhias"). O jornal advertiu, também, que o colapso poderia "causar danos às economias do mundo inteiro, porque os papéis do Fannie e Freddie 'são mantidos por numerosas instituições financeiras, bancos centrais e investidores estrangeiros'". A intervenção é permitida por uma lei de 1992, em caso do Fannie e Freddie estarem "criticamente subcapitalizados". Outra gravíssima conseqüência, como assinalou o jornal nova-iorquino, é que, como as duas são "de longe, as maiores provedoras de financiamento para empréstimos para a casa própria", se não tivessem como obter empréstimos "não seriam capazes de comprar hipotecas dos empres-tadores comerciais". O que, avaliou, "faria mais caro e mais difícil, senão impossível, o crédito para os compradores de casas", resultando no "congelamento do mercado de moradia nos EUA". A intervenção do secretário do Tesouro, e de Bernanke, no domingo, não evitou que, na segunda-feira, as ações do Fannie Mae e do Freddie Mac continuassem no mais baixo ponto em 17 anos. Após serem infladas no início do pregão, voltaram a despencar pesadamente, acabando por encolher 5% (Fannie) e 8% (Freddie). Mas tem mais bancos chegando na UTI. O Washington Mutual viu também na segunda-feira suas ações despencarem 34%, após relatório do Lehman Brothers dizer que terá US$ 21 bilhões de rombo no balanço do segundo trimestre. Já o National City, de Cleveland, – também entre as 500 maiores empresas da "Fortune" – sofreu queda de 14,7% na cotação de suas ações.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

FIM DO ENTULHO NEOENTREGUISTA

Partiu de mim a sugestão ao então secretário Roberto Mangabeira Unger para que escolhesse o economista Márcio Pochmann para a presidência do IPEA. Não é meu, porém, o mérito pelo fato de ele ter aceitado. É do atual ministro Mangabeira. Alegando problemas reais de família, Márcio me fez acreditar que não aceitaria. Foi Mangabeira, com uma insistência tenaz, quem o convenceu do contrário. Com isso, honrou o Governo Lula com um dos mais competentes quadros do País no terreno da pesquisa e da investigação econômica.
Não precisei de indicar João Sicsú para o segundo posto no IPEA. Quando ia mencionar o seu nome, Márcio já o havia escolhido. Indiquei, sim, como pesquisador ou para qualquer outro posto no Instituto, o economista Miguel Bruno. É o mais notável da nova geração de pesquisadores econômicos brasileiros. Fez uma primorosa tese de doutorado na França sobre financeirização da economia. Eu a usei na carta Momento Nacional, do Instituto Desemprego Zero, mostrando que 29% da renda interna líquida do País, entre 1992 e 2005, são juros.

É graças a essa tese, ignorada pela maior parte da imprensa brasileira com a rara exceção do jornal "Valor", que o jovem doutor está sendo submetido à mais sórdida campanha de jornais como "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" – os mesmos que denigrem a imagem do IPEA, com base em informantes desqualificados de ressentidos. A motivação explícita é uma mudança de métodos na divulgação de pesquisas de conjuntura. A implícita é o despudor de quem quer fazer com que o IPEA continue sendo uma "dobradinha" do mercado financeiro.
Para o jornalista Elio Gaspari, no "Globo" de domingo, "o comissariado está destruindo o IPEA". Gaspari conhece as artes da destruição. Ele ajudou a destruir a ditadura com um competente jornalismo no "Jornal do Brasil". Infelizmente, tomou de amores por sua principal fonte, o General Golbery, eminência parda dos governos Castello Branco e Geisel. Sabe-se, pela coleção de livros históricos de Gaspari, tudo o que Golbery lhe contou. Apenas não se sabe o que Gaspari contou a Golbery. Não sei se isso o honra, ou o denigre.
A fúria contra Márcio Pochmann se justifica pela esclarecedora entrevista que deu à "Gazeta Mercantil", no último dia 23, sob o título "BC pode matar ciclo de crescimento". Não é necessário ler mais nada. Está em todos os jornais, todos os dias, afirmações de economistas do mercado e professores-banqueiros segundo as quais o único e exclusivo objetivo da política econômica brasileira é trazer a inflação para o centro da meta. Nada mais, e também nada menos, pois se for menos o Banco Central, contrariado, não terá justificativa para aumentar os juros.

Num instituto de pesquisa, como em qualquer repartição pública burocrática, a hierarquia é fundamental. Menos no IPEA. Ali, qualquer economista ressentido pode bater boca com seus dirigentes, sob a cobertura da liberdade de expressão e do direito à divergência. No "Globo" de sábado, 28 de junho, Paulo Levy se arvora o direito de definir o papel do IPEA. Ao lado, Márcio Pochmann procura esclarecer que o papel do Instituto não é fazer projeções. Elas mudam todo o dia, ao sabor da especulação financeira. E pergunta: "Por que erram tanto?"
A resposta é simples. Erram porque são fruto de especulação primária, as quais, por sua vez, são a base dos gigantescos ganhos financeiros com que o povo brasileiro, através do superávit orçamentário primário combinado com taxas de juros estratosféricas e o swap reverso, premia os gangsters do mercado. De fato, Márcio, que, como Miguel Bruno e João Sicsú, jamais se meteu com esse bando, a não ser como crítico, está pagando o preço de sua honestidade intelectual. É uma sorte que o Brasil conte, na administração pública, com gente como ele.
Ele varreu o IPEA. Leva farpas de gente que se esconde no BNDES e que, não contente com a terapia ocupacional a que foi relegada, se alia ao rebotalho da casa para denegrir a honra das pessoas e das instituições. Em linguagem bem clara, cospem no prato em que comeram. O Brasil sofrido, o Brasil honesto, o Brasil trabalhador (mas ainda sem emprego suficiente), merece Márcio Pochmann, Sicsú e Miguel Bruno. Quanto a Bruno, Ancelmo Góis tem razão. Um dia, será o primeiro Prêmio Nobel brasileiro, por causa de sua tese sobre financeirização. É mais velho que Einstein quando recebeu o de Física.

José Carlos de Assis é economista, professor e presidente do Instituto Desemprego Zero (http://desempregozero.org/)Partiu de mim a sugestão ao então secretário Roberto Mangabeira Unger para que escolhesse o economista Márcio Pochmann para a presidência do IPEA. Não é meu, porém, o mérito pelo fato de ele ter aceitado. É do atual ministro Mangabeira. Alegando problemas reais de família, Márcio me fez acreditar que não aceitaria. Foi Mangabeira, com uma insistência tenaz, quem o convenceu do contrário. Com isso, honrou o Governo Lula com um dos mais competentes quadros do País no terreno da pesquisa e da investigação econômica.
Não precisei de indicar João Sicsú para o segundo posto no IPEA. Quando ia mencionar o seu nome, Márcio já o havia escolhido. Indiquei, sim, como pesquisador ou para qualquer outro posto no Instituto, o economista Miguel Bruno. É o mais notável da nova geração de pesquisadores econômicos brasileiros. Fez uma primorosa tese de doutorado na França sobre financeirização da economia. Eu a usei na carta Momento Nacional, do Instituto Desemprego Zero, mostrando que 29% da renda interna líquida do País, entre 1992 e 2005, são juros.

É graças a essa tese, ignorada pela maior parte da imprensa brasileira com a rara exceção do jornal "Valor", que o jovem doutor está sendo submetido à mais sórdida campanha de jornais como "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" – os mesmos que denigrem a imagem do IPEA, com base em informantes desqualificados de ressentidos. A motivação explícita é uma mudança de métodos na divulgação de pesquisas de conjuntura. A implícita é o despudor de quem quer fazer com que o IPEA continue sendo uma "dobradinha" do mercado financeiro.
Para o jornalista Elio Gaspari, no "Globo" de domingo, "o comissariado está destruindo o IPEA". Gaspari conhece as artes da destruição. Ele ajudou a destruir a ditadura com um competente jornalismo no "Jornal do Brasil". Infelizmente, tomou de amores por sua principal fonte, o General Golbery, eminência parda dos governos Castello Branco e Geisel. Sabe-se, pela coleção de livros históricos de Gaspari, tudo o que Golbery lhe contou. Apenas não se sabe o que Gaspari contou a Golbery. Não sei se isso o honra, ou o denigre.
A fúria contra Márcio Pochmann se justifica pela esclarecedora entrevista que deu à "Gazeta Mercantil", no último dia 23, sob o título "BC pode matar ciclo de crescimento". Não é necessário ler mais nada. Está em todos os jornais, todos os dias, afirmações de economistas do mercado e professores-banqueiros segundo as quais o único e exclusivo objetivo da política econômica brasileira é trazer a inflação para o centro da meta. Nada mais, e também nada menos, pois se for menos o Banco Central, contrariado, não terá justificativa para aumentar os juros.

Num instituto de pesquisa, como em qualquer repartição pública burocrática, a hierarquia é fundamental. Menos no IPEA. Ali, qualquer economista ressentido pode bater boca com seus dirigentes, sob a cobertura da liberdade de expressão e do direito à divergência. No "Globo" de sábado, 28 de junho, Paulo Levy se arvora o direito de definir o papel do IPEA. Ao lado, Márcio Pochmann procura esclarecer que o papel do Instituto não é fazer projeções. Elas mudam todo o dia, ao sabor da especulação financeira. E pergunta: "Por que erram tanto?"
A resposta é simples. Erram porque são fruto de especulação primária, as quais, por sua vez, são a base dos gigantescos ganhos financeiros com que o povo brasileiro, através do superávit orçamentário primário combinado com taxas de juros estratosféricas e o swap reverso, premia os gangsters do mercado. De fato, Márcio, que, como Miguel Bruno e João Sicsú, jamais se meteu com esse bando, a não ser como crítico, está pagando o preço de sua honestidade intelectual. É uma sorte que o Brasil conte, na administração pública, com gente como ele.
Ele varreu o IPEA. Leva farpas de gente que se esconde no BNDES e que, não contente com a terapia ocupacional a que foi relegada, se alia ao rebotalho da casa para denegrir a honra das pessoas e das instituições. Em linguagem bem clara, cospem no prato em que comeram. O Brasil sofrido, o Brasil honesto, o Brasil trabalhador (mas ainda sem emprego suficiente), merece Márcio Pochmann, Sicsú e Miguel Bruno. Quanto a Bruno, Ancelmo Góis tem razão. Um dia, será o primeiro Prêmio Nobel brasileiro, por causa de sua tese sobre financeirização. É mais velho que Einstein quando recebeu o de Física.

José Carlos de Assis é economista, professor e presidente do Instituto Desemprego Zero (http://desempregozero.org/)

VIVA O VIETNÃ


A LUTA HEROICA, PARA DERROTAR O INVASOR E EXPULSA-LOS. NOS DÁ FORÇA, NOS INSPIRA, SE TENTAREM INVADIR A AMAZÔNIA, TERÃO O MESMO DESTINO QUE TIVERAM NO VIETNÃ.
VIVA HO CHI MIM, HEROI DA HUMANDIDADE!!!!
"Nos sentimos muito orgulhosos da vitória que o Vietnã conquistou para a Humanidade"
"Desde muito cedo acompanhei a Guerra do Vietnã e posso lhe dizer que fiquei tão orgulhoso da vitória do Vietnã quanto um vietnamita. A vitória de vocês foi a vitória do oprimido e nós nos sentimos co-participantes e muito orgulhosos do significado da vitória de vocês para a Humanidade", afirmou o presidente Lula em Hanói, na semana passada (10), dirigindo-se ao presidente do Vietnã, Nguyen Minh Triet.
"O povo do Vietnã, por tudo que fez nas lutas pela independência e por sua soberania, merece o respeito da Humanidade, porque o que vocês fizeram aqui foi muito mais do que vencer uma guerra, foi uma lição de vida que ensinou a todos os seres humanos que quando queremos uma coisa e temos determinação, nós somos invencíveis", disse Lula, ao agradecer o "tratamento carinhoso" que recebeu no Vietnã.
Segundo Lula, "fazem parte do imaginário de gerações de brasileiros as grandes vitórias contra o colonialismo em Dien Bien Phu ou os combates dos anos 60 e 70 que conduziram à unificação e emancipação final do país. Nas ruas de cinco continentes se expressou a admiração de milhões de homens e mulheres pelo grande Ho Chi Minh, pelo general Giap e por tantos outros heróicos combatentes".
Em visita ao general Vo Nguyen Giap, herói da independência e da vitória contra os Estados Unidos, o presidente brasileiro ressaltou: "Não é pouca coisa para um povo vencer, no mesmo século, franceses e americanos".
Ao apresentar a ministra-chefe da Casa Civil ao general Giap, Lula disse: "Aquela moça é minha ministra. Na sua época, ela foi militante de esquerda, ficou três anos e meio na cadeia, e tem pelo senhor uma verdadeira admiração. Seria importante que o senhor permitisse que ela tirasse uma foto ao seu lado".
Após tirar fotos com o general Giap, Lula declarou: "tem um amigo nosso que está doente, que é o Fidel Castro, e quero levar esta foto para mandar para ele".
Em entrevista a jornalistas, Lula sintetizou a visita ao herói vietnamita. "Quando eu fui visitar o general Giap, eu confesso a vocês que eu fiquei emocionado, porque eu li muito sobre aquele homem, as proezas dele são incontáveis, o heroísmo dele, o estrategista que ele é, as vitórias que ele teve. Então, encontrar aquele homem minúsculo, com 98 anos de idade, e saber que por detrás daquela aparência minúscula, tem um homem que derrotou o grande poder militar francês e o grande poder militar americano, é no mínimo você estar diante de uma figura superior. É um serjumano muito mais forte", afirmou Lula.

domingo, 13 de julho de 2008

O Presidente Lula, tem razão,
em cobrar destes paises, que demagogicamente, que junto com a grande midia colonizada, querem culpar-nos pela poluição e pela destruição do planeta.
No caso específico do Brasil, querem assaltar a Amazônia,com mentiras constantes. mas se vierem sabe o que vão levar chumbo grosso, com o brasileiro não se brinca.
Mas não podemos iludirmos que nesta sociedade capitalista,irá haver as transformações que o mundo precisa.
O capitalista só ver lucro...e se hoje a Europa, EUA, são paises ricos, as custas da superexploração, e da mais valia praticada sobre o conjunto das Nações da Africa,America Latina, Asia e sobre o proprio povo, dos paises ricos.
Vejamos hoje, temos o disparate de termos uma pessoa com mais de 50 bilhões de dolares (Bill Gates, Rockeffeler e cia) como fortuna pessoal, e bilhões de pessoas que sobrevivem com menos de um dolar ao dia.
Esta gentalha bilhardária, é que manipula as informações, que provocam a guerra, que matam milhões de fome, de doenças, por dia, que faz com que em pleno seculo XXI, se morra por falta de saneamento.
Esse capitalismo que precisa ser extirpado da face da terra. Para que a humanidade "tenha vida e vida em abundancia".
A humanidade, todos, temos o direito de ter tudo o que a natureza, produz, e temos o direito de usufruir de tudo o que a humanidade transforma da natureza para o bem da propria humanidade. Não apenas alguns tenham e bilhões de seres humanos nada tem.
Obviamente que esta luta, para termos um mundo melhor, não será um passeio.
Os capitalistas especuladores, marginais, que provocam esta situação na humanidade, não irão abrir mão dos seus grandes privilégios, nem deixaram de provocar a fome, a guerra, para vender suas metralhadoras, seus tanques, se roubar a riqueza dos povos.
Para isso temos que resistir, lutar, e apoiar todos os povos e lideranças das nações que lutam das mas variadas formas, para libertar seus paises.
Em cada nação esses usurpadores, tem seus sócios menores, que "vendem", sua alma por umas migalhas. No Brasil temos estes migalheiros, na grande midia colonizada, no parlamento, na justiça, estiveram inclusive na presidência da república, mas estes trataremos com que merecem...já começamos.
Apoiar a Palestina,Iraque,Irã, Coreia do Norte, Venezuela, Cuba,Haiti, Iuguslávia, China, Russia, Zimbábue, Congo, Equador, Colombia, México, e etc, este é nosso papel.
E hoje nas entranhas do próprio Império em decadência nos EUA, com a eleição de OBAMA.
VAMOS A LUTA, SEMPRE!
Lula cobra do Grupo dos 8: é inconcebível a especulação com o petróleo e os alimentos
O presidente Lula criticou na quarta-feira, em entrevista coletiva concedida no Japão, a especulação internacional que está elevando os preços dos alimentos e do petróleo. "É inconcebível o petróleo estar a 145", afirmou.
"O que nós, hoje, estamos assistindo? A especulação no mercado futuro de petróleo já tem a mesma quantidade de barris de petróleo que a China consome. Então, nós temos um consumo verdadeiro da China, e nós temos um consumo virtual, através do mercado futuro, da especulação", apontou o presidente brasileiro, que participou da reunião do G-8 (os 8 países mais ricos do mundo) junto com a China, Índia, África do Sul e México.
"O que está ficando como impressão, e vai se consolidando cada dia mais, é que aqueles que tiveram a experiência de perder muito dinheiro com o subprime americano estão, agora, utilizando dinheiro dos fundos para especular com o petróleo, para especular com alimentos".
Lula criticou também a atual política de imigração dos países desenvolvidos. "Os países ricos acham que os pobres incomodam, quando na verdade, os pobres ajudaram esses países a se desenvolver. São 35 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, que certamente contribuíram muito para que os Estados chegassem ao ponto de ser uma nação importante. E assim na Europa, os turcos devem ter ajudado muitos países a se desenvolverem". "Eu tenho dito para os governantes que a continuação da política de favor para a África, ou seja, subsidiar o alimento nos seus países para vendê-lo mais baratinho para a África não resolve o problema. É preciso que a gente dê condições de os africanos produzirem os alimentos. Nós temos que garantir tecnologia, garantir semente e garantir financiamento", declarou, cobrando também o fim dos subsídios agrícolas na Europa e EUA.
Sobre a questão ambiental, Lula disse que o Brasil é um dos que menos poluem o planeta e cobrou coerência dos países ricos. "Nesses números todos, vocês vão perceber que o Brasil emitiu, em 2005, 360 milhões de toneladas de CO2, o que representa apenas 1.28% do que foi emitido. Em contrapartida, os Estados Unidos emitiram 21%, apenas para dar um exemplo". "Queremos crescer, queremos indústrias, queremos produzir mais. E nós temos os outros, que querem comer. Como é que você pode dizer para o Haiti que o cara não pode cortar uma árvore, se ele não tem dinheiro para comprar gás e não tem nenhuma energia? Então, ele vai cortar a árvore para fazer comida".
"O Brasil tem 85% de energia elétrica limpa, renovável. Do total da energia do Brasil, 46% é limpa. Noventa por cento dos carros produzidos são flex fuel, temos 64,9% da nossa floresta original e agora estamos introduzindo 2% de biodiesel no óleo diesel. Então eu acho que se tratando de questão climática, de meio ambiente, as pessoas precisam ouvir o Brasil de vez em quando".


Países africanos repelem ditame de Bush contra Zimbábue no G-8
Os EUA e meia dúzia de ex-potências colonialistas se arvoraram no G-8 com "direito" de interpretar "a vontade do povo zimbabuense". Os líderes africanos rejeitaram a declaração imperial com ameaças ao governo do presidente Robert Mugabe
Os sete países africanos convidados para a reunião do G-8 no Japão não se submeteram às pressões do governo dos EUA, que pretendia arrancar deles uma condenação do processo soberano do Zimbábue, o segundo turno das eleições presidenciais, vencido por Robert Mugabe. Estavam presentes os presidentes da África do Sul, Tanzânia, Nigéria, Argélia, Gana, Senegal e Etiópia, convidados, supostamente, para discutir com os países centrais a falta de cumprimento de 86% da meta de "ajuda humanitária" de US$ 25 bilhões anuais, prometida na cúpula de 2005. Assim, a cúpula acabou por emitir uma declaração de ameaça ao governo legítimo do Zimbábue, em que os EUA e mais meia dúzia de ex-potências colonialistas se arvoram o "direito" de interpretar "a vontade do povo zimbabuense" – mas sem a assinatura dos líderes africanos.
EMBARGO
A sujeição dos países africanos fazia parte da estratégia dos colonialistas de voltar à carga no Conselho de Segurança da ONU, agora acrescentando um embargo de armas e a nomeação de um interventor, travestido de "enviado especial" da ONU. Jornais ingleses, como "The Guardian", mostraram em detalhes a que ponto chegaram as manobras para dobrar os países africanos. Em uma reunião "preliminar", George W. Bush, a primeira-ministra alemã, Ângela Merkel, e o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, pressionaram o presidente sul-africano durante horas, para ouvir dele a recusa a endossar as sanções e a intervenção. De acordo com o jornal, Mbeki advertiu-os de que esse caminho levará o país "à guerra civil". Também pressionaram o líder sul-africano para que aceitasse um "pró-cônsul" norte-americano ou inglês para intervir diretamente nas mediações que ele conduz no Zimbábue, por indicação da União Africana. Com aquela falta de medida própria dos colonialistas, uma das matérias do "Guardian" tem como subtítulo "Bush perde a paciência com diplomacia sul-africana" – isto é, com Mbeki.
CREDENCIAL
Aliás, o que não falta a W. Bush são credenciais para dar lições ao mundo sobre legitimidade de eleições. Fraudou duas eleições presidenciais - a primeira, na disputa com Albert Gore, teve foros de golpe de estado apoiado na mídia e sancionado pela Suprema Corte. Na segunda, contra John Kerry, mais de um milhão de registros de eleitores negros foram cassados para abrir caminho para sua "reeleição". Para um país que já patrocinou ditaduras no planeta inteiro, de Pinochet a Marcos, passando por Mobutu, não seria uma "falta de legitimidade" qualquer que chocaria essa gente. Mas como o Zimbábue é rico em platina, níquel, cromo, cobre, carvão e urânio, e a mineração já é a principal fonte de recursos do país, e Mugabe assinou importantes acordos com a China, dá para imaginar o que motivaria um ser tão emotivo quanto "Kill for Oil" Bush.
Por sua vez, o sub-Blair Gordon Brown andava pra cima e pra baixo na cúpula com a foto do cadáver calcinado de um suposto "ativista do MDC", que teria sido "seqüestrado e assassinado" pelo partido de Mugabe. Mas, de acordo com denúncias do Zimbábue, quem anda cometendo essas atrocidades são esquadrões ligados à inteligência inglesa e que, no país africano, na época da guerra da independência, eram conhecidos como os "Selous Scouts" do exército racista da "Rodésia", em homenagem a um comparsa de Cecil Rhodes, o aventureiro inglês que invadiu e ocupou o país no século XIX. No Iraque, mais de uma vez, foram flagrados agentes ingleses, vestidos como árabes, e com o carro cheio de explosivos. As campanhas de "contrainsur-gência" dos ingleses no Quênia e na Malásia tinham como marca registrada essas "operações com bandeira trocada" – assassinatos e atentados cometidos por sicários ingleses, e atribuídos a combatentes da independência. Também a guerra da ocupação da Irlanda do Norte, no final do século passado, está documentadamente repleta desse gênero de crimes.
FRACASSO
Anteriormente, Washington e Londres já haviam fracassado em arrancar, em outros fóruns internacionais, a "revogação" do segundo turno no Zimbábue, a cassação de Mugabe e "nomeação", por W. Bush e Brown, do candidato de sua predileção, Morgan Tsvangirai, conhecido adepto das privatizações, do neoliberalismo e da devolução aos ingleses das terras desapropriadas por Mugabe e entregues ao povo zimbabuense. No caso, o fracasso ocorrera, por duas vezes, no Conselho de Segurança da ONU, e posteriormente, na reunião plenária da União Africana – o órgão que congrega todos os países africanos, e que sucedeu à Organização da Unidade Africana. Na cúpula da UA, nas palavras de um dos presidentes presentes, "Mugabe foi recebido como herói". Quanto à "condenação" do Zimbábue do G-8 – na verdade, do G-7, já que a Rússia respaldou a soberania do Zimbábue nos debates da ONU -, não passa no essencial daquela já emitida antes por W. Bush e Brown, requentada com as garatujas de mais cinco colonialistas e laranjas. Mas a unanimidade é mesmo difícil. Outro jornal inglês, "The Independent", não parecia muito impressionado com as deliberações do G-8. "Podem estabelecer tantas metas quanto quiserem. (...) Qualquer documento do encontro de cúpula não é nada mais do que uma bolha de sabão".
Zimbábue classifica como racista documento do G8 contra Mugabe
O Zimbábue repudiou a ingerência do G8 nos seus assuntos internos e classificou as ameaças contra o país de "racistas" e de "insulto" aos dirigentes africanos. "Querem debilitar a União Africana e os esforços do presidente (sul-africano Thabo) Mbeki porque são racistas, porque acham que só os brancos pensam de forma correta", afirmou o vice-ministro zimba-buense da Informação, Bright Matonga, à agência France Presse. A denúncia foi feita depois que os países imperiais exigiram, via G8, um "representante próprio" nas mediações em curso, a título de "enviado especial" da ONU. Quem sabe, um tataraneto de Cecil Rhodes.
Em entrevista ao site sul-africano "News24", Matonga classificou de "insulto aos dirigentes africanos" a pretensão do G8 de questionar a mediação conduzida pelos próprios países africanos. Ele também responsabilizou os colonialistas ingleses pelas pressões contra seu país e por tentar "isolar e demonizar o Zimbábue".


Manter "marco regulatório" é dar bilhete premiado às transnacionais estrangeiras
Fernando Siqueira: Pré-sal expôs que a atual Lei do Petróleo é incoerente
Fernando Siqueira é diretor de Comunicações da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), entidade que presidiu durante quatro mandatos, e conselheiro da Petros (Fundação Petrobrás de Seguridade Social). Denunciou que a Lei do Petróleo de FHC é inconstitucional, fruto do lobby do cartel. "Os brasileiros são os donos das reservas do pré-sal. O Brasil é um país soberano, não uma colônia da Shell ou da Chevron. Então por que o nosso país não pode colocar leis em seu benefício?"

No recente Congresso Mundial do Petróleo, em Madri, foi dito que, com a descoberta de petróleo no pré-sal, há uma corrida agora para evitar que o governo brasileiro modifique a legislação e deixe as grandes corporações de fora dos lucros bilionários. Quais as principais mudanças que o Sr. defende na Lei do Petróleo?
SIQUEIRA - A Lei 9478/97, além de desrespeitar o artigo 177 da Constituição Federal, que estabelece que o Monopólio do Petróleo é da União Federal, desrespeita a si própria: o seu artigo 3º diz que as jazidas de petróleo pertencem à União; o artigo 21 estabelece que o produto da lavra das jazidas pertença à União. Contudo, o artigo 26, fruto dos lobbies internacionais, contrariando os artigos citados, estabelece que quem produzir o petróleo é o dono dele.
Outro ponto: a Lei estabelece uma participação especial para a União sobre o produto da lavra. O Dec. 2705, que define esta participação, estabelece percentuais que variam de 0 a 40% apenas. Enquanto isto, no mundo, os países produtores e exportadores recebem 84% do produto da lavra. Com a descoberta do pré-sal ficou muito evidente o absurdo do marco regulatório criado por FHC. Hoje, o país recebe menos da metade do que recebem os demais países. Não dá para aceitar isto, ainda mais sabendo-se que não há mais riscos no pré-sal. É óleo já descoberto, de alta qualidade e em volume que coloca o Brasil como 4ª reserva mundial, sendo as três primeiras localizadas no Oriente Médio, zona de altos conflitos.
A corrida é porque as multinacionais trabalharam o atual marco regulatório a seu favor e não querem mudança. Querem continuar recebendo "bilhetes premiados".
Atualmente, a União tem direito a no máximo 40% de Participação Especial na produção feita pelas concessionárias. Com a mudança na lei, como se daria a distribuição da remuneração?
SIQUEIRA - Como foi dito acima, o mínimo aceitável que deve se destinar à União é 84%, que é a média de participação em todo o mundo. Assim, suponhamos que a Petrobrás seja a encarregada da explotação do pré-sal: 16% da produção caberiam a ela. Mesmo tendo 40% das ações no exterior, isto representaria só 6,4% (40% de 16%), mas a União ficaria com 90,4% da produção (84 + 6,4%), pois ela ainda detém 40% das ações da Petrobrás. Além disto, temos sugerido ao BNDES, ao Governo e à própria Petrobrás a recompra das ações da Companhia, vendidas em Wall Street, voltando a empresa a ser uma estatal renacionalizada. A Petrobrás foi concebida assim, para executar o monopólio da União.
Raciocinando com números: o pré-sal tem uma reserva estimada em 90 bilhões de barris. A tendência é de subida irreversível do preço, em face de estarmos em pleno terceiro choque mundial do petróleo. Este choque se deve ao fato de que a produção mundial (oferta) chegou ao pico previsto pelos especialistas, enquanto a demanda continua crescendo fortemente. Já se fala em US$ 500 por barril nos próximos 5 anos. Mas supondo, para raciocínio, que seja US$ 200/barril: os 90 bilhões de barris valeriam US$ 18 trilhões, que pertencem ao povo brasileiro. É uma fortuna que daria para repor o Brasil no seu destino de país mais viável do planeta. Dá para investir muito em educação, saúde, saneamento básico, infra-estrutura, meio ambiente, Pesquisa e Desenvolvimento, além de retirar 60 milhões de brasileiros da miséria vergonhosa em que se encontram hoje. Portanto, como aceitar a entrega de mão beijada de 60% desse patrimônio a transnacionais estrangeiras, em detrimento do seu verdadeiro dono, o povo brasileiro?
A ANP quer exumar a 8ª Rodada de Licitações, que contém blocos da borda do pré-sal. É oportuna a manutenção dessas licitações antes da alteração da Lei 9.478/97 quando a própria agência diz que o bloco SM 857, arrematado pela italiana ENI, faz parte dessa nova província petrolífera?
SIQUEIRA - Os leilões são inoportunos em qualquer circunstância. Temos tecnologia e capacitação, não precisando de aproveitadores de fora. As descobertas das jazidas já foram feitas. O volume é monumental As corporações transnacionais, além de só fazerem propostas para áreas onde a Petrobrás correu riscos, se associam a ela para sugar uma tecnologia que não dominam e que a Petrobrás desenvolveu.
O 8º leilão além de impor restrições absurdas à Petrobrás (se ela arrematasse um único bloco na área de Campos e adjacências não poderia comprar outro), possui 10 blocos na borda do pré-sal. Com a atual tecnologia de perfuração horizontal, se pode avançar até 10km do ponto de perfuração. É evidente que quem arrematar os blocos na borda do pré-sal poderá fazer furos direcionais pré-sal adentro. Fizemos essas denúncias ao Ministério Público Federal, que solicitou suspender os leilões.
Quanto representa das reservas do pré-sal os 41 blocos retirados da 9ª Rodada de Licitações?
SIQUEIRA -É difícil dizer sem que eles tenham sido perfurados. Os dados que se dispõe hoje são dados sísmicos e quem diz se tem ou não petróleo é a broca. Como ela ainda não chegou aos reservatórios desses blocos fica difícil estimar, entretanto, grosso modo, pode-se dar uma estimativa da ordem de 60%.

Segundo a ANP, no primeiro quadrimestre o Brasil importou mais do que exportou petróleo e há quem estime que possa fechar o ano com déficit. A produção está sendo insuficiente ou é a política de exportação que precisa ser revista?
SIQUEIRA - O Brasil exporta uma quantidade de petróleo pesado para trocar por petróleo leve e atender o nosso perfil de refino. Antes do pré-sal o Brasil não tinha petróleo para exportar, mas exportava uma quantidade, crescente, acima da necessária para troca para atender as necessidades financeiras do governo e as exigências de lucros dos acionistas americanos. Combatemos essa prática, que vem aumentando, como predatória e anti-estratégica para o País. Sem o pré-sal iríamos voltar a ser importadores em menos de 10 anos, com os preços na estratosfera.
Quanto à ANP, o que ela tenta provar é que é preciso vir capital externo para aumentar a produção nacional. O Haroldo Lima virou lobista estrangeiro.
Como o Sr. avalia a ida do diretor da Halliburton, Nelson Narciso, para a ANP, sendo o responsável por controlar o banco de dados sobre o petróleo no país?
SIQUEIRA - A Halliburton resolveu eliminar os intermediários e colocou um elemento seu na direção da ANP para comandar os leilões. Foi ele que instituiu as restrições para a Petrobrás, tendo declarado na imprensa que eliminaria o monopólio de fato. Estes fatos atestam que as agências reguladoras foram criadas para defender interesses das multinacionais e não do povo brasileiro. Outro fato que atesta a inconveniência da autonomia das agências é a vulnerabilidade a que são expostos seus dirigentes. O Haroldo Lima foi, durante mais de 60 anos, um histórico nacionalista, defensor da soberania e das riquezas nacionais. Com dois meses na direção da ANP, deu uma guinada de 180 graus e se transformou num entreguista renitente e, mais do que isto, num ferrenho lobista, ombreando com o presidente da Repsol, empresa do Banco Santander, que é um braço do Scotland National Bank Co. Que é do Capital Anglo-Saxônico-Holandês/Americano que domina o sistema financeiro mundial.
Gostaria que o Sr. comentasse declarações de executivos de duas das maiores corporações transnacionais no Congresso realizado na Espanha. O presidente da Exxon, Rex Tillerman, disse saber "que os brasileiros e seu governo querem extrair petróleo [do pré-sal]. Mas não podem colocar leis que vão dificultar isso". Já o vice-presidente da Chevron, John Wattson, afirmou que é preciso ficar atento "às tentações nacionalistas e protecionistas".
SIQUEIRA - Acho que é uma tentativa de ingerência absurda, arrogante e inaceitável, mas que mostra como as corporações do petróleo não são muito respeitadoras das regras da boa convivência internacional e inter-empresarial. Os brasileiros são os donos das reservas do pré-sal. O Brasil é um país soberano, não uma colônia da Shell ou da Chevron. Então por que o país não pode colocar leis em seu benefício?
Acho ainda que essas empresas estão no desespero porque, como tem mostrado a imprensa internacional, a tendência atual é que o cartel das 7 irmãs privadas, do qual elas fazem parte, desapareça nos próximos 5 anos por falta de reservas. Elas estão se fundindo para tentar sobreviver, já são apenas 5 irmãs, e detêm apenas 3% das reservas mundiais de petróleo.
Em contrapartida, as novas irmãs são 8, são estatais e detêm mais de 60% das reservas mundiais. São elas: Saudi Aramco, Inoc (Iran), Petrochina, Petronas (Malásia), PDVSA (Venezuela) Pemex (todas 100% estatais), Petrobrás e Gazprom (Rússia), renacionalizada. Assim, modernidade hoje, é o setor de petróleo ser estatal, com tendência a aumentar essa estatização em face da importância estratégica do petróleo, mormente agora que estamos em pleno 3º e irreversível choque mundial decorrente da chegada ao pico de produção (oferta).
Os EUA, que consomem mais de 30% da produção mundial, estão numa situação desesperadora: consomem 10 bilhões de barris por ano, sendo 8 internamente e 2 nas suas bases militares, têm reservas de apenas 29 bilhões. Por isto, como bem mostrou o "Le Monde Diplomatique", de junho de 2008, é preocupante a reativação da 4ª frota americana. O pré-sal pode ser um dos motivadores


Obama denuncia manipulação de setores da mídia: "É frenesi"
Matérias na mídia norte-americana dizem que Obama estaria mudando de posição "em direção ao centro". "Quem diz isso não tem prestado atenção no que eu venho afirmando", declarou o candidato democrata
O candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, senador Barack Obama, repeliu afirmações veiculadas em matérias e editoriais da mídia norte-americana de que ele estaria mudando de posição "em direção ao centro".
"As pessoas que dizem isso não têm prestado atenção no que eu venho dizendo", declarou em seu pronunciamento a milhares de eleitores em um ginásio de uma escola secundarista, no subúrbio de Powder Springs, na principal cidade da Geórgia. Havia eleitores chegando com a madrugada para assegurar ingresso e assento no local onde se pronunciaria o candidato do Partido Democrata.
"É um frenesi", disse Obama sobre a manipulação da mídia. "Eu sou, sem dúvida, progressista. Acredito em muitas coisas que me tornam progressista e me colocam no campo democrata", disse o senador.
"O governo deve assumir o seu papel de controle firme sobre as instituições financeiras" e em barrar os abusos com relação a balanços e outras manobras das corporações, afirmou Obama em um encontro com eleitores em Atlanta, no dia 8. "Acredito que o papel do Estado é garantir os cuidados com saúde para todos e deve ter, junto com a responsabilidade dos pais, um papel ativo na educação".
Sobre a agressão ao Iraque, Barack Obama reafirmou: "Se olharem nossa posição, verão que é muito consistente. Estou inabalável na convicção de que [a invasão do Iraque] foi um erro estratégico e que esta guerra tem de terminar. Seria um erro estratégico ulterior continuarmos com essa ocupação sem data para acabar, do tipo que John McCain tem prometido".
"No meu primeiro dia de mandato eu chamarei os chefes do Estado-Maior, e lhes darei uma nova incumbência, que é terminar essa guerra – responsavelmente, deliberadamente, mas decisivamente".
Obama assinalou não ter "qualquer informação que contradiga a noção que podemos trazer nossas tropas de volta com segurança, à razão de uma ou duas brigadas por mês, e, de novo, que esse ritmo se traduz em termos nossas tropas de combate fora, em um prazo de 16 meses". Ele apontou que não dissera nada "que não tivesse dito antes, que não tivesse dito há um ano atrás, ou como senador dos Estados Unidos ".
"Há uma tese de que as pessoas que embarcam numa campanha eleitoral, fazem tudo por 'razões políticas'. Eu simplesmente discordo disso e assumo minhas reais posições", destacou referindo-se a acusações, vindas de MacCain e sua campanha, de inconsistência por parte dele com relação a retirada do Iraque. "Temos que ter cuidados na retirada, lembrando que não houve nenhum cuidado quando se entrou no Iraque. Temos que cuidar pela segurança de nossas tropas na retirada".
"Mas, que ninguém tenha dúvida, trarei a guerra do Iraque ao fim quando for presidente dos Estados Unidos", finalizou, sob intensos aplausos.
Obama destacou seu plano de governo de criação de legislação que proteja cidadãos levados à falência por endividamento pessoal junto a bancos (principalmente dívidas com hipotecas e para enfrentar contas com tratamento médico) e redução de juros referentes a estes fatores, para combater o que ele chamou de "arrocho sobre o povo".
"O senador McCain continuaria com a mesma política econômica que estorva a vida das famílias", denunciou.A
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Washington Post exige de Obama desistência da retirada do Iraque
Enquanto o “The New York Times” bombardeava Barack Obama, apresentando-o, ao longo de várias edições, como executor de “piruetas políticas”, “reviravoltas” e “dissimulados saltos” rumo ao “centro” - quando não “traição aos seus eleitores” -, em editorial no dia 8 passado o “Washington Post” aconselhava o candidato a “ajustar sua antiquada posição sobre o Iraque às realidades militares e estratégicas” da ocupação. Isto é, a renunciar à proposta que o levou a juntar milhões de pessoas e a ser indicado candidato democrata a Presidência - a retirada do Iraque em 16 meses após empossado.
“Na verdade” – chantageia o WP -, “Mr. Obama não tem como não atualizar sua política para o Iraque”. Prevê o jornal que, “uma vez que tenha as conversações” com os generais da ocupação, Obama terá “abundância de informação que ‘contradiz a noção’ de seu plano rígido” de retirada.
Assim, assevera o WP, “seria tolice começar uma marcha forçada para fora do Iraque”, embora encene advogar uma “possível redução” das tropas dos EUA “no próximo ano”. Claro que nem é pelo petróleo a ser roubado e menos ainda pelas bases para manter o roubo do petróleo. Mas, conforme o editorial em prol das criancinhas iraquianas e dos netinhos de Rockefeller, para evitar os “riscos de retomada do estado de guerra sectária” e a “escalada da intervenção no país pelo Irã e outros vizinhos

LULA COBRA DO G8


Lula cobra do Grupo dos 8: é inconcebível a especulação com o petróleo e os alimentos

O presidente Lula criticou na quarta-feira, em entrevista coletiva concedida no Japão, a especulação internacional que está elevando os preços dos alimentos e do petróleo. “É inconcebível o petróleo estar a 145”, afirmou.
“O que nós, hoje, estamos assistindo? A especulação no mercado futuro de petróleo já tem a mesma quantidade de barris de petróleo que a China consome. Então, nós temos um consumo verdadeiro da China, e nós temos um consumo virtual, através do mercado futuro, da especulação”, apontou o presidente brasileiro, que participou da reunião do G-8 (os 8 países mais ricos do mundo) junto com a China, Índia, África do Sul e México.
“O que está ficando como impressão, e vai se consolidando cada dia mais, é que aqueles que tiveram a experiência de perder muito dinheiro com o subprime americano estão, agora, utilizando dinheiro dos fundos para especular com o petróleo, para especular com alimentos”.
Lula criticou também a atual política de imigração dos países desenvolvidos. “Os países ricos acham que os pobres incomodam, quando na verdade, os pobres ajudaram esses países a se desenvolver. São 35 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, que certamente contribuíram muito para que os Estados chegassem ao ponto de ser uma nação importante. E assim na Europa, os turcos devem ter ajudado muitos países a se desenvolverem”. “Eu tenho dito para os governantes que a continuação da política de favor para a África, ou seja, subsidiar o alimento nos seus países para vendê-lo mais baratinho para a África não resolve o problema. É preciso que a gente dê condições de os africanos produzirem os alimentos. Nós temos que garantir tecnologia, garantir semente e garantir financiamento”, declarou, cobrando também o fim dos subsídios agrícolas na Europa e EUA.
Sobre a questão ambiental, Lula disse que o Brasil é um dos que menos poluem o planeta e cobrou coerência dos países ricos. “Nesses números todos, vocês vão perceber que o Brasil emitiu, em 2005, 360 milhões de toneladas de CO2, o que representa apenas 1.28% do que foi emitido. Em contrapartida, os Estados Unidos emitiram 21%, apenas para dar um exemplo”. “Queremos crescer, queremos indústrias, queremos produzir mais. E nós temos os outros, que querem comer. Como é que você pode dizer para o Haiti que o cara não pode cortar uma árvore, se ele não tem dinheiro para comprar gás e não tem nenhuma energia? Então, ele vai cortar a árvore para fazer comida”.
“O Brasil tem 85% de energia elétrica limpa, renovável. Do total da energia do Brasil, 46% é limpa. Noventa por cento dos carros produzidos são flex fuel, temos 64,9% da nossa floresta original e agora estamos introduzindo 2% de biodiesel no óleo diesel. Então eu acho que se tratando de questão climática, de meio ambiente, as pessoas precisam ouvir o Brasil de vez em quando”.

domingo, 6 de julho de 2008

ELEIÇÃO


NOSSA CANDIDATURA A PREFEITO DE MANGARATIBA
Ao longo dos anos o nosso município, a nossa população empobrece cada vez mais. Nossas belezas naturais, sendo destruídas, praias, cachoeiras e florestas O desenvolvimento do nosso município está comprometido se não mudarmos, a administração municipal.
Porque isto está ocorrendo em Mangaratiba? Que política tem sido aplicada no nosso município? Que compromissos os que estão aí, sejam prefeitos e vereadores, tem? Há anos estão no poder e pouco mudou, ou melhor, favoreceu a alguns poucos, enquanto a maioria do povo ficou cada vez mais pobre, o município empobreceu.
O turismo que seria a nossa principal atividade, que geraria centenas de emprego para nossa gente, foi esquecido pelos governantes.
A favelização cresce, em função de ser praticada uma política de distribuição de terra, para favorecer o interesse eleitoreiro, contribuindo para o desmatamento, conseqüentemente a destruição da mata e das nascentes das cachoeiras. Corremos o risco se isso não for estancado agora, de não termos água para beber e praia, tudo em função da omissão do poder publico, principalmente municipal. Pelo menos uma Guarda Municipal Florestal, para coibir este abuso.
Nossas praias e cachoeiras estão poluídas. Praias e cachoeiras poluídas significam doenças, e o afastamento do turista.
A pesca predatória está ocorrendo nas barbas das autoridades municipais, onde são levadas toneladas de peixes de nossas águas, sem qualquer repreensão, fiscalização, para impedir, prejudicando nossos pescadores locais, e a pesca até artesanal.
A educação, apesar dos esforços dos profissionais da educação, está capenga, uma escola no município de Mangaratiba, Herminia Mattos, localizada em Conceição de Jacareí, conforme Jornal Extra do dia 20/06/2008, é considerado a pior escola entra as mais de 20 em nosso estado.
Nossas crianças e adolescentes poderiam estar em tempo integral nas escolas, praticando esporte e cultura, e não estão estudando apenas meio expedientes.
Na área do transporte coletivo, pagamos transporte caro, e para deslocarmos dentro do próximo município, pagamos cerca de 02 dólares.
Os ônibus que circulam em nosso município, são um desconforto, uma gestante e uma pessoa mais obesa, não consegue entrar no ônibus, em função da roleta, sentar-se então, não consegue. O poder publico municipal não pode omitir-se. Garantir o direito de ir e vir, são direitos constitucionais.
Na saúde, política de prevenção da saúde, não há. Faltam remédios, medicamentos, não temos uma UTI, as ambulâncias estão em péssimas condições pondo em risco os pacientes e os profissionais que trabalham nas ambulâncias. Os idosos não são tratados como devem, respeito.
Segurança pública, a omissão é completa do poder publico municipal. A ponto de as viaturas da Guarda Municipal (GM) ficar 15 (quinze) dias sem rodar, por falta de gasolina. Temos uma GM, com pouco preparo, Apesar dos esforços dos profissionais desta área para atender a população, a segurança em nosso município está falida.
O poder publico municipal, tem responsabilidade com seus habitantes, a segurança publica é uma delas.
Sabemos que com a chegada de indústrias em municípios próximos, com aumento da população e com a vinda de população diversas regiões, o nosso município será ocupado de forma desenfreada, com ocupações desordenadas.
O poder publico municipal, precisa ordenar esta ocupação, preservando nossa floresta e praias e cachoeiras. E agir para que os que venham residir ou fazer turismo e a população residente, possa sentir-se segura.
Exemplo a GM é o primeiro servidor que o turista tem contato, e este tem de estar preparado, para atende-lo. E conter ou inibir qualquer ação de vanda-los, ou marginais que venham a perturbar a ordem no município, este seria a função também da GM.
Outro exemplo acabar com a pesca predatória, é papel da guarda municipal marítima, também, não ter no nosso município a GM marítima, é omissão.
Saneamento Básico, qual a política de saneamento básico praticado em nosso município?
Os esgotos são jogados nas praias, cachoeiras, sem qualquer tratamento.
O prejuízo a nossa população é grande, pois geram doenças, principalmente nas crianças.
Como ter turismo se não temos saneamento, usina de lixo, daqui a pouco ficará impossível de usufruirmos de nossas praias e cachoeiras.
A falta de uma política de turismo é gritante, a ponto de extinguir a Secretaria de Turismo. O turismo em Mangaratiba poderia ser a principal atividade econômica, para a geração de centenas de empregos a nossa população.
Reunimos em Mangaratiba, as condições reais, para o turismo, com praias cachoeiras e matas, podemos ser uma cidade turística, estarmos no calendário estadual e nacional, mas o descaso é grande do poder publico municipal. Extinguir a Secretaria de Turismo é descompromisso com o crescimento e desenvolvimento do nosso Municipio.
Os servidores públicos do nosso município têm sido tratados como segunda categoria.
Além do arrocho salarial, não há política de qualificação profissional, de cargos e carreiras.
A máquina administrativa está sendo dilapidada, com a política de “empregos para amigos”, com a entrada de centenas de pessoas sem concurso, na estrutura administrativa, onerando os cofres públicos, com fins eleitoreiros, uma forma de garantir a reeleição. Enquanto isso o servidor concursado, é discriminado. A ponto de estes “amigos”, ganharem mais que o servidor concursado. Servidor para atual administração é nada.
Sem servidor publico não serviço público, não Prefeito, não há população que será atendida. Ou seja, o servidor publico é investimento. Qualificar, melhorar os salários do servidor, realizar concurso de acordo com as necessidades do serviço publico, é compromisso com o povo. Quem mais precisa do serviço público são os mais carentes, e serviço publico de qualidade é servidor de qualidade. O poder municipal publica trata os mesmos com desrespeito.
Utilizar e “inchar” a máquina, é gastar o dinheiro publico, dos impostos que pagamos, para interesse eleitoreiro e mesquinho.
As diferenças, divergências com a atual administração são muitas. Não são divergências pessoais. Pelo que expomos acima vemos que a atual administração fez muito pouco para os habitantes de Mangaratiba, e teve todas as condições de realizar as mudanças que o município precisa.
Se não fez é hora de dar a vez.
Não basta apenas fazer praças, calçadas “bonitinhas”. Pensamos que há outras prioridades, como: Saneamento Básico, Saúde, Educação, Segurança Publica,Turismo. O cidadão e cidadã, de Mangaratiba, com suas mulheres, homens, adolescentes, crianças que em de ser a prioridade de qualquer governante. O ser humano em primeiro lugar.
Termos uma educação com professores e funcionários qualificados e bem remunerados, uma integração comunidade e escola. O aluno e a família são a prioridade de qualquer governante comprometidos com seu povo
Na saúde termos profissionais melhor qualificados e remunerados, medicamentos nos hospitais e postos de saúde, com ambulâncias em condições de trafegar, com atendimento prioritário ao idoso.
Ouvir a população tem de ser prioridade de qualquer governante, governar com o povo, este será o nosso governo.
Governando com o povo e não só para alguns.
Vamos criar os Conselhos ou Comitês por distrito, para que a população organizada possa estar junto ao governo e apontando os problemas que há em cada distrito e participando do governo, pois só o povo sabe dos problemas que há em cada comunidade, que também irá fiscalizar os recursos aplicados. “PARTICIPAÇÃO POPULAR”, “GOVERNO PARTICIPATIVO”. Acreditamos que governando junto com o povo conseguiremos avançar e melhorar as condições de vida de nosso povo.
As diferenças e divergências com a atual administração municipal são profundas e por isso que somos oposição, não oposição por problemas pessoais, ou que alguém da minha família foi retirada do governo.
Mas porque acreditamos que podemos mudar esta realidade.
Ao longo da minha vida neste município, que muito me ajudou ao longo de mais de trinta anos, creio que hora de mudarmos esta realidade.
Que é chegado a hora de darmos um basta a esta política da mesmice, e colocarmos Mangaratiba no topo que merece. Com seu povo Feliz, trabalhando, os seus filhos nas escolas, com a saúde e segurança melhor contribuindo para o progresso do Estado do RJ e para o Brasil.
Sem ser prepotente, arrogante, com muita humildade, acredito que ao longo da minha história de vida em Mangaratiba, reúno as melhores condições de revolucionar Mangaratiba, e fazer do nosso município orgulho de seu povo, e nossa gente merece.
Penso se eles continuarem nada mudará apenas alguns se beneficiarão e continuaremos nesta situação de decadência
É HORA DE MUDAR PARA VALER!
Por isso eleitor e povo de Mangaratiba, está em nossas mãos, no dia das eleições, de começarmos a mudar esta realidade.
É o primeiro passo, temos que ter a coragem de dar o primeiro passo. E o nosso povo é corajoso e com certeza daremos este passo.
SERÁ O INICIO DE UMA CAMINHADA, DE UMA LUTA, MAS TEMOS A CERTEZA QUE JUNTOS COM O POVO DE MANGARATIBA VAMOS SUPERAR TODOS OS OBSTÁCULOS.

Acredito que a maioria do nosso povo quer mudança para valer.
Não temos que ter medo da mudança.
Para sermos Felizes, temos que mudar.
Com certeza vamos mudar! Temos que ousar na mudança e na esperança
Mudança e Esperança
Vamos construir esta mudança e com muita esperança
Se todos quisermos mudaremos Mangaratiba!
Um futuro nos espera vamos todos construir este futuro, agora no presente
Por isso peço seu voto!
Obrigado
CELIO DA TIGRESA - 40

sábado, 5 de julho de 2008

PREFITO CELIO DA TIGRESA


NOSSA CANDIDATURA A PREFEITO DE MANGARATIBA
Ao longo dos anos o nosso município, a nossa população empobrece cada vez mais, nosso comércio não cresce, nossa belezas naturais, sendo destruídas, praias, cachoeiras, a florestas.
Porque isto está ocorrendo em Mangaratiba? Que política tem sido aplicada no nosso município? Que compromissos os que estão aí , sejam prefeitos e vereadores, tem? A anos estão no poder e pouco mudou, ou melhor, favoreceu a alguns poucos, enquanto o restante do povo ficou, cada vez mais pobre, o município empobreceu.
O comércio não cresceu muito, o turismo que seria a nossa principal atividade, que geraria centenas de emprego para nossa gente, foi esquecido pelos governantes.
A favelização cresce, em função de ser praticada uma política de distribuição de terra, para favorecer este ou aquele interesse eleitoreiro, contribuindo para o desmatamento, conseqüentemente a destruição da mata e das nascentes das cachoeiras. Corremos o risco se isso não for estancado agora, de não termos água para beber e praia em função da omissão do poder publico principalmente municipal, não preocupar-se, em ter pelo menos uma Guarda Municipal Florestal, para coibir este abuso.
Nossas praias e cachoeiras estão poluídas, praia e cachoeira poluídas, significa doenças, e o afastamento do turista.
A pesca predatória está ocorrendo nas barbas das autoridades municipais, onde são levadas toneladas de peixes de nossas águas, sem qualquer repreensão, fiscalização, para impedir, prejudicando nossos pescadores locais, e a pesca até artesanal.
A educação, apesar dos esforços dos profissionais da educação, está capenga, uma escola no município de Mangaratiba, Herminia Mattos, localizada em Conceição de Jacareí, conforme Jornal Extra do dia 20/06/2008, é considerado a pior escola entra as mais de 20 em nosso estado.
Nossas crianças e adolescentes poderiam estar em tempo integral nas escolas e não estão estudando apenas meio expedientes.
Na área do transporte coletivo, pagamos transporte caro, e para deslocarmos dentro do próximo município pagamos cerca de 02 dólares.
Os ônibus que circulam em nosso município, são um desconforto, uma gestante e uma pessoa mais obesa, não consegue entrar no ônibus, em função da roleta, e sentar então não consegue. O poder publico municipal não pode omitir-se. O direito de ir e vir são direitos constitucionais.
Na saúde, política de prevenção da saúde, não há. Faltam remédios, medicamentos, não temos uma UTI, as ambulâncias estão em péssimas condições pondo em risco os pacientes e os profissionais que trabalham nas ambulâncias. Os idosos não são tratados como devem, respeito.
Segurança pública, a omissão é completa do poder publico municipal. A ponto de as viaturas da Guarda Municipal (GM) ficar 15 (quinze) dias sem rodar, por falta de gasolina. Temos uma GM, com pouco preparo, Apesar dos esforços dos profissionais desta área para atender a população, a segurança em nosso município está falida.
O poder publico municipal, tem responsabilidade com seus habitantes, a segurança publica é uma delas.
Sabemos que com a chegada de indústrias em municípios próximos, com aumento da população e com a vinda de população diversas, o nosso município será ocupado de forma desenfreada, ocupações desordenadas. O poder publico municipal, precisa ordenar esta ocupação, preservando nossa floresta e praias e cachoeiras. E agir para que os que venham residir ou fazer turismos e a população residente, possa sentir-se segura. Exemplo a GM é o primeiro servidor que o turista tem contato, e este tem de estar preparado, para atende-lo. E conter ou inibir qualquer ação de vanda-los, ou marginais que venham a perturbar a ordem no município. Outro exemplo acabar com a pesca predatória, é papel da guarda municipal marítima, também, não ter no nosso município a Gm marítima, é omissão.
Saneamento Básico, qual a política de saneamento básico praticado em nosso município?
Os esgotos são jogados nas praias, cachoeiras, sem qualquer tratamento.
O prejuízo a nossa população é grande, pois gera doenças, principalmente as crianças.
Como ter turismo se não temos saneamento, usina de lixo, daqui a pouco ficará impossível de usufruirmos de nossas praias e cachoeiras.
A falta de uma política de turismo é gritante, a ponto de extinguir a Secretaria de Turismo. O turismo em Mangaratiba poderia ser a principal atividade econômica, para a geração de centenas de empregos a nossa população. E reunimos as condições reais com praias cachoeiras e matas, podemos ser uma cidade turística, estarmos no calendário estadual e nacional, mas o descaso é grande do poder publico municipal. Extinguir a Secretaria de Turismo e descompromisso com o crescimento e desenvolvimento de Mangaratiba.
Os servidores públicos do nosso município têm sido tratados como segunda categoria.
Além do arrocho salarial, não há política de qualificação profissional, de cargos e carreiras.
A máquina administrativa está sendo dilapidada, com a política de “empregos para amigos”, com a entrada de centenas de pessoas sem concurso, na estrutura administrativa, onerando os cofres públicos, com fins eleitoreiros, uma forma de garantir a reeleição. Enquanto isso o servidor concursado, são discriminados. A ponto de estes “amigos”, ganharem mais que o servidor concursado. Servidor para atual administração é nada. Sem servidor publico, não serviço público, não Prefeito, não há população que será atendida. Ou seja, o servidor publico é investimento. Qualificar, melhorar os salários do servidor, realizar concurso de acordo com as necessidades do serviço publico, é compromisso com o povo. Quem mais precisa do serviço público são os mais carentes, e serviço publico de qualidade é servidor de qualidade. E se o poder municipal publico trata os mesmos como desrespeito, utiliza e “incha” a máquina. É gastar o dinheiro publico, dos impostos que pagamos, para interesse eleitoreiro e mesquinho.
As diferenças, divergências com a atual administração são muitas. Não são divergências pessoais. Pelo que expomos acima vemos que a atual administração fez muito pouco para os habitantes de Mangaratiba, e teve condições de realizar as mudanças que o município precisa. Se não fez é hora de dar a vez.
Não basta apenas fazer praças, calçadas “bonitinhas”. Pensamos que há outras prioridades, como: Saneamento Básico, Saúde, Educação, Segurança Publica,Turismo. O cidadão e cidadã, de Mangaratiba, com suas mulheres, homens, adolescentes, crianças que em de ser a prioridade de qualquer governante. O ser humano em primeiro lugar.
Termos uma educação com professores e funcionários qualificados e bem remunerados, uma integração comunidade e escola. O aluno e a família são a prioridade de qualquer governante comprometidos com seu povo
Na saúde termos profissionais melhor qualificados e remunerados, medicamentos nos hospitais e postos de saúde, com ambulâncias em condições de trafegar, com atendimento prioritário ao idoso.
Ouvir a população tem de ser prioridade de qualquer governante, governar com o povo, este será o nosso governo.
Governando com o povo e não só para alguns.
Vamos criar os Conselhos ou Comitês por distrito, para que a população organizada possa estar junto ao governo e apontando os problemas que há em cada distrito e participando do governo, pois só o povo sabe dos problemas que há em cada comunidade, e também irá fiscalizar os recursos aplicados. “PARTICIPAÇÃO POPULAR”, “GOVERNO PARTICIPATIVO”. Acreditamos que governando junto com o povo conseguiremos avançar e melhorar as condições de vida de nosso povo.
As diferenças e divergências com a atual administração municipal são profundas e por isso que somos oposição, não oposição por problemas pessoais, ou que alguém da minha família foi retirada do governo.
Mas porque acreditamos que podemos mudar esta realidade, e ao longo da minha vida neste município, que muito me ajudou ao longo de mais de trinta anos. Que é hora de darmos um basta a esta política da mesmice, e colocarmos Mangaratiba no topo que merece. Com seu povo Feliz, trabalhando, os seus filhos nas escolas, com a saúde e segurança melhor contribuindo para o progresso do Estado do RJ e para o Brasil.
Por isso eleitor e povo de Mangaratiba.
E sem ser prepotente arrogante, acredito que ao longo da minha história de vida em Mangaratiba, reúno as melhores condições de revolucionar Mangaratiba, e fazer do nosso município orgulho de seu povo e nossa gente merece.
Penso se eles continuarem nada mudará apenas alguns se beneficiaram e continuaremos nesta situação de decadência.
Acredito que a maioria do nosso povo quer mudança para valer.
Não temos que ter medo da mudança.
Para sermos Felizes, temos que mudar.
Com certeza vamos mudar! Temos que ousar na mudança e na esperança
Mudança e Esperança vamos construir esta mudança e com muita esperança
Se todos quisermos mudaremos Mangaratiba!
Um futuro nos espera vamos todos construir este futuro, agora no presente
Por isso peço seu voto!
CELIO DA TIGRESA - 40

quinta-feira, 3 de julho de 2008

LULA: EUA E EUROPA ACOBERTAM SUA CRISE



Lula: EUA e Europa acobertam sua crise e seus especuladores
Presidente convoca o Mercosul a investir mais e dar um banho de produção nos países ricos
O presidente Lula denunciou, em pronunciamentos durante a reunião do Mercosul, na Argentina, na terça-feira, e também no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 (ver ainda matéria na página 5), na quarta-feira, em Curitiba, com o governador do Paraná, Roberto Requião, a especulação externa com alimentos e petróleo. Ele informou que vai cobrar dos países ricos uma ação contra os especuladores, durante a reunião do G8, na próxima semana. Abaixo os principais trechos dos pronunciamentos.
"Os bancos que perderam dinheiro na especulação imobiliária estão agora tentando ganhar dinheiro especulando com o alimento e especulando com o petróleo. Não há nenhuma outra explicação para o petróleo estar a 140 dólares. Quando a gente pergunta à Petrobrás, ao nosso amigo Chávez, a quem tem petróleo, eles falam: 'É o consumo da China, porque a China compra tudo'. É meia-verdade. A outra verdade é que a quantidade de petróleo vendido no mercado futuro é igual ao consumo da China. Portanto, não é uma China, são duas Chinas: uma real, que consome; a outra, fictícia, que está especulando.
"Sobre a crise imobiliária americana, vejam que o FMI não está lá, eles não falam de ajuste fiscal, os bancos europeus que perderam bilhões e bilhões não aparecem na conta. Se fosse o coitado do Brasil, estaria todo mundo aqui querendo meter o bedelho, como se nós fôssemos um potinho de água benta, todo mundo querendo colocar o dedo. Lá eles vivem uma crise profunda e não se mexem.
"Eu lembro perfeitamente bem daquela reunião na cidade de Lima, com a União Européia, em que eu imaginava que esses temas viriam a público. Como não houve espaço para que nenhum de nós falasse, o máximo que nos coube foi ser relatores dos grupos a que pertencíamos. Os oradores foram europeus, e não entrou nem o tema dos alimentos, nem o tema do subprime.
"Parece que não aconteceu a crise, parece que os Bancos Centrais europeus não perderam dinheiro, e até agora o FMI não deu um único palpite de como os americanos devem consertar a sua economia, em função da especulação. Esse assunto também não está sendo discutido.
"O dado que é, eu penso, preocupante, é que nós temos dois produtos importantes (milho e soja) no desenvolvimento dos nossos países, e também na alimentação da Humanidade, que não estão sendo discutidos com muita clareza. Primeiro, o chamado mercado futuro de alimentos: no Brasil eu criei uma equipe de economistas para investigar e pesquisar o que existe de verdade por trás disso. O dado concreto é que tem uma especulação no mercado futuro que permite a um produtor de milho ou de soja vender a sua produção de três anos sem ter produzido - e o que pode ser grave é que o preço no mercado futuro precifica o preço do presente. Isso pode ser extremamente grave. É preciso que a gente aprofunde essa investigação para saber o que está acontecendo de verdade".
REUNIÃO DO G-8
"É esse discurso, Requião, que eu pretendo levar na semana que vem ao G-8, em Tóquio, quando vou me encontrar com os países ricos.
"O mundo desenvolvido, companheiros, quando quer discutir o preço dos alimentos, joga a culpa em cima da cana-de-açúcar. Eu fui agora na FAO e disse para eles não apontarem seus dedos sujos de óleo e de carvão para o etanol limpo deste país. Eles não querem discutir quanto o petróleo tem de incidência no custo do fertilizante, eles não querem discutir quanto o petróleo tem de incidência no custo do frete, no custo da energia, eles não estão dispostos a discutir isso. E também não têm nenhuma explicação para o petróleo estar a 140 dólares o barril, nenhuma explicação.
"Temos que nos preparar para enfrentar isso. Aqui no Brasil, este lançamento do Plano de Safra é a primeira etapa. Amanhã, lançaremos o plano da agricultura familiar, em que também teremos uma palavra de ordem: dobrar a produção de cada pequena propriedade. Vamos anunciar o financiamento de 60 mil tratores para a agricultura familiar. Nós queremos fazer uma revolução, porque, quando o mundo precisar comer, o Brasil tem que dizer: venha comprar, o Brasil tem para vender.
"Tudo isso, que é tratado pela imprensa como se fosse uma crise e é vendido no mundo como se fosse uma crise, nós, brasileiros, sem nenhuma arrogância e sem nenhuma presunção, precisamos encarar que o que para os outros é uma crise, é para nós uma extraordinária oportunidade de nos transformarmos verdadeiramente no celeiro do mundo, que tanta gente preconizou a vida inteira".
MERCOSUL E IMIGRAÇÃO
"Há alguns anos este bloco parecia desacreditado. Nossas economias passavam por dificuldades e muitos de nós experimentávamos sentimentos de frustração. Os parceiros menores sentiam, com razão, que não lhes chegavam os benefícios da integração. Resolvemos enfrentar as dificuldades dobrando a aposta no Mercosul.
"A lógica que predominava aqui na América do Sul era a lógica de quem era mais amigo da Europa ou de quem era mais amigo dos Estados Unidos. Eu lembro que a Argentina tinha um presidente, e o Brasil tinha outro, que ficavam disputando quem conversava mais com os governantes da Europa e dos Estados Unidos. Nós não precisamos disso.
"Hoje estamos colhendo os frutos das decisões tomadas ao longo desses últimos anos. O Mercosul demonstrou ser um instrumento fundamental para aumentar o comércio, fomentar os investimentos e gerar empregos. Permite aos nossos cidadãos se conhecerem melhor e se sentirem cada vez mais parte desse projeto comum.
"Vocês acompanharam a lei da imigração, aprovada pelo Parlamento Europeu, vocês estão acompanhando a lei da imigração feita pela Itália, e eu tenho claro que só tem um jeito da gente evitar imigração: garantir a possibilidade de trabalhar e de viver no seu país de origem. Se não for assim, as pessoas vão migrar para outros países".